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Centro Interpretativo da Lagoa de Óbidos e Posto de Turismo da Foz do Arelho foram inaugurados

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No âmbito das comemorações do 13º aniversário da elevação da Foz do Arelho a vila, foram inaugurados no passado domingo o espaço do Centro de Interpretação da Lagoa de Óbidos (CILO) e o Posto de Turismo da Foz do Arelho, ambos instalados num edifício da Autoridade Marítima Nacional, na Avenida do Mar, na Foz do Arelho, que permitirá ao visitante “ter quase uma visita guiada”, através de informações que ajudam à interpretação do lugar e da história de relação com a comunidade local.
1 A inauguração do espaço contou com a presença de várias entidades

No âmbito das comemorações do 13º aniversário da elevação da Foz do Arelho a vila, foram inaugurados no passado domingo o espaço do Centro de Interpretação da Lagoa de Óbidos (CILO) e o Posto de Turismo da Foz do Arelho, ambos instalados num edifício da Autoridade Marítima Nacional, na Avenida do Mar, na Foz do Arelho, que permitirá ao visitante “ter quase uma visita guiada”, através de informações que ajudam à interpretação do lugar e da história de relação com a comunidade local.

O projeto, coordenado pela Liga para a Proteção da Natureza foi um dos vencedores da edição de 2017 do Orçamento Participativo de Portugal, tendo como parceiros o Conselho da Cidade – Associação para a Cidadania, entidade responsável pela apresentação da proposta, na área da ciência, e ainda das autarquias de Caldas da Rainha e de Óbidos.
Para a aprovação da ideia, que tinha como objetivo de ser “mais uma ferramenta do que se podia fazer pela Lagoa de Óbidos, visto que é um ex-libris que nos diz respeito a todos”, a presidente do Conselho da Cidade, Ana Costa Leal, recordou que “foi preciso mobilizar as pessoas para ganhar, porque considerávamos que era importante fazer a diferença e sobretudo fazer algo pela Lagoa de Óbidos”. Essa etapa foi concluída e o projeto mereceu o apoio financeiro da FCT – Fundação para a Ciência e a Tecnologia e da Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica para a sua concretização, que previa a sua conclusão até outubro de 2019.
Contudo, isso não aconteceu e, durante esses “três anos de um atraso inexplicável foram realizadas 38 atividades no âmbito do CILO, que abrangeram mais de 1400 pessoas”, sublinhou Ana Costa Leal, alertando que “o CILO não vai resolver os problemas da lagoa, mas também temos a noção de que se não fizermos nada, nada acontece, e que é muito importante fazer atividades que envolvam a comunidade e o poder local”.
O planeamento inicial, que tinha um orçamento previsto de 97.831,40€, não contemplava a criação de uma infraestrutura, tendo essa sido assegurada pela autarquia caldense, “a quem coube a responsabilidade de requalificar o espaço para que pudesse dar resposta ao desafio”, explicou a coordenadora da LPN, Ana Rita Martins.

“Uma experiência no território mais viva”

O edifício que hoje acolhe o CILO é parte integrante do património edificado da Autoridade Marítima Nacional, que foi cedido ao município das Caldas da Rainha para a criação deste ponto de encontro com a comunidade local e com o visitante.
O espaço, que irá “abordar, divulgar e estudar diversas áreas do conhecimento como a ecologia, biologia, história, sociologia e etnologia da Lagoa de Óbidos”, encontra-se dividido por salas, sendo uma dedicada ao conhecimento, com bibliografia e publicações sobre a Lagoa, mas também direcionada às crianças, “onde partilhamos a visão das mesmas sobre este ex-libris”, e outra vai funcionar como “uma sala versátil, que perante as atividades que tivermos ela transforma-se”.
Neste momento, essa terceira sala alberga a exposição temporária “Mariscadores da Lagoa de Óbidos”, integrada no projeto fotográfico “As Pessoas fazem os Lugares”, com fotografias de João Botas e textos de Ricardo Botas, alusivos aos mariscadores da lagoa, tendo sido uma das atividades do centro.
Além das exposições, o centro também conta com painéis identificativos, objetivos alusivos às atividades da lagoa, que foram cedidos temporariamente pela comunidade local e ainda um quiosque digital, onde será possível aceder a um mapa interativo, que identifica os vários pontos do património edificado, mas também o património histórico e cultural documentado através de fotografias. “Tudo para que o visitante possa ter uma experiência no território mais viva”, frisou a coordenadora da LPN.
Paralelamente, o edifício também alberga o Posto de Turismo da Foz do Arelho, com informação útil dirigida ao visitante. “Nele será possível encontrar informação variada sobre os diversos dinamizadores do território, desde empresas aos operadores turísticos, mas também rotas locais”, sublinhou Ana Rita Martins, adiantando que o objetivo é disponibilizar um apoio com um técnico de turismo para que possam ter uma experiência mais enriquecedora.
Para a coordenadora do projeto, “o centro é muito além do que um espaço físico, que começou com muitas atividades, que se tornaram fundamentais para que hoje tenhamos toda a informação e o conhecimento do que é a verdadeiramente a Lagoa de Óbidos, bem como das suas gentes e património”.
Presente na inauguração estiveram diversas entidades locais, incluindo o presidente da Câmara Municipal das Caldas da Rainha, Vitor Marques, que recordou que “hoje estamos aqui, porque houve um ato de cidadania”, mas também porque “houve sinergias e o envolvimento de várias entidades no processo, que permitiram tirar partido de um património, que estava no local certo”. Também relembrou que foram “cinco anos de interlúdio, que permitiram um conjunto de atividades em prol da Lagoa, mas também permitem hoje ter mais informação e condições para refletir sobre a manutenção da mesma”.
Filipe Daniel, presidente da Câmara Municipal de Óbidos, sublinhou que “neste momento estão reunidas as condições para que no futuro se possa fazer algo mais substancial e possamos pensar numa forma estruturada para manter a lagoa e a aberta regularizadas”. 
Já o presidente da Junta de Freguesia da Foz do Arelho, Fernando Sousa, recordou que foram os executivos transatos das autarquias de Caldas da Rainha e de Óbidos quem “deram o primeiro impulso para termos aqui o CILO, que finalmente está pronto e inaugurado”. Também a vereadora do turismo, Conceição Henriques, considerou que “o CILO é o primeiro passo para valorizarmos a Lagoa de Óbidos”.
No âmbito das celebrações da vila houve uma sessão de boas-vindas aos autocaravanistas, uma procissão noturna na Lagoa e ainda uma sessão solene, onde os atletas de kempo e jiu jitsu da freguesia foram homenageados, e o Centro Social e Recreativo da Foz do Arelho pelos serviços prestados ao longo dos seus 47 anos de existência recebeu a medalha de mérito.
Uma exposição de trabalhos em madeira, a apresentação do catálogo ilustrado “Foz do Arelho”, o lançamento do livro “A Nossa Lagoa de Óbidos”, a atuação do Rancho Folclórico Esperança na Juventude do Nadadouro e atuações de Novasom Band e Rebeca, preencheram o fim de semana festivo.

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