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Estudo aponta Bombarral como localização mais central para futuro hospital do Oeste

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Um estudo encomendado pela OesteCim aponta o Bombarral como a melhor localização para a construção do novo hospital do Oeste. Um terreno de 50 hectares (na Quinta do Falcão), junto à A8 e à linha ferroviária no Bombarral é o local mais central numa perspetiva de “otimização da distância e do tempo necessários para a população da região Oeste se deslocar entre o seu local de residência e o novo hospital”. Isto é o que define o estudo elaborado pela NOVA Information Management School, tornado público no conselho intermunicipal, no dia 2 de junho.
O novo hospital deverá ficar localizado num terreno de 50 hectares na Quinta do Falcão, junto à A8, no Bombarral

Um estudo encomendado pela OesteCim aponta o Bombarral como a melhor localização para a construção do novo hospital do Oeste. Um terreno de 50 hectares (na Quinta do Falcão), junto à A8 e à linha ferroviária no Bombarral é o local mais central numa perspetiva de “otimização da distância e do tempo necessários para a população da região Oeste se deslocar entre o seu local de residência e o novo hospital”. Isto é o que define o estudo elaborado pela NOVA Information Management School, tornado público no conselho intermunicipal, no dia 2 de junho.

“Foram estudadas nove localizações e o estudo apontou o Bombarral como aquela que apresenta maior centralidade, com base em dois parâmetros essenciais: o tempo e a distância a todos os concelhos do Oeste”, disse o presidente da Comunidade Intermunicipal do Oeste, Pedro Folgado, acrescentando que também tem “disponibilidade imediata no território para aí construir o hospital”.

“No estudo foram ouvidas muitas pessoas, entre presidentes de câmara, responsáveis da saúde, utentes, comissões de utentes e foram sugeridos vários locais”, apontou o também presidente da Câmara de Alenquer, revelando que agora vão “emitir um relatório intermédio e enviá-lo para o Estado Central, entidade que cabe decidir a localização do Hospital do Oeste”.

As nove localizações sugeridas situam-se nos concelhos das Caldas da Rainha (60 hectares, entre a linha de caminho de ferro e a estrada nacional 114 – entre Óbidos e Caldas da Rainha, nas freguesias de Gaeiras e Nossa Senhora do Pópulo, respetivamente), Óbidos (saída A-da-Gorda, IP6), Alcobaça (em Alfeizerão, junto ao nó da A8, num espaço já disponível para o efeito, com 11 hectares na Quinta do Vale da Cela) e Cadaval (cerca de 2 km a norte do aterro sanitário, Centro de Triagem do Oeste e Ecoparque, entre a linha de caminho de ferro e a A8, na proximidade de Outeiro de Cabeça).

Em Torres Vedras entrou no estudo o terreno de mais de 17 hectares, junto ao nó de Campelos na A8 e em Mafra, junto ao nó da A8 de Pêro Negro e Enxara do Bispo.

No concelho do Bombarral foram estudadas três localizações, entre as quais um terreno junto à saída norte do Bombarral da A8 e a faixa entre a saída da A8 para o Ramalhal.

“O que nos comprometemos foi a elaboração e apresentação do estudo, que vamos entregar à ministra da Saúde, Marta Temido, com quem já está pedida uma reunião”, contou o presidente da OesteCIM. “Queremos estar presentes os doze autarcas nessa reunião e pretendemos acrescentar ao encontro a Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, para dar a perceber a importância que o hospital tem para o Oeste”, adiantou Pedro Folgado.

“Este ano entendemos que não fazia sentido colocar em orçamento o que quer que fosse em relação ao novo hospital, até porque o estudo está ainda para ser concluído e o orçamento é para seis meses”, informou o responsável. A OesteCIM pretende exigir ao Ministério da Saúde que, “pelo menos no Orçamento de 2023, abra a possibilidade de orçamentar o projeto de execução do novo hospital, ou através do Orçamento do Estado ou de fundos comunitários”, disse Pedro Folgado. “Se considerarmos o investimento de 300 milhões, 10% para o projeto são 30 milhões e a OesteCIM não tem capacidade de suportar esse projeto”, declarou.

Na reunião com a ministra da Saúde pretendem ainda comunicar a falta de médicos nos centros de saúde e condições do Centro Hospitalar do Oeste (CHO).

Segundo o estudo, a prestação dos cuidados de saúde no CHO é condicionada por instalações físicas antigas e degradadas, com carência de equipamentos (antigos e pouco diferenciados) que compromete o seu funcionamento (segurança e qualidade). No documento foi também relatado o baixo rácio de camas por habitante, a ausência de uma unidade de cuidados intensivos e a falta de profissionais em algumas especialidades e muitas prestações de serviços (sobretudo nas Urgências).

De acordo com o documento, seria desejável que o futuro Hospital do Oeste pudesse incluir uma unidade de cuidados intensivos, especialidades com défice de resposta como medicina intensiva e urologia, e contratar médicos especialistas como anestesistas. O documento considera ainda que deve haver mais diferenciação e especialidades com impacto transversal (neurologia, radiologia, imunohemoterapia) e também investigação e ensino.

Nesta primeira fase, foi apresentado o diagnóstico da região em termos de saúde e a localização do futuro hospital, mas falta uma última parte sobre que tipo de hospital será construído no Oeste, que valências, especialidades e o investimento a fazer. “Temos o compromisso da Universidade Nova de, até ao fim de setembro, termos o estudo concluído”, referiu Pedro Folgado.

No final da apresentação, Ricardo Fernandes, presidente da Câmara do Bombarral, disse que “hoje com a apresentação do estudo virou-se uma página de muitos anos”. “O Bombarral está preparado com um terreno adjacente à saída sul da A8”, afirmou, acrescentando que “agora há que percorrer um longo trabalho com a perspetiva de haver ganhos para todos os munícipes do Oeste”.

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