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Associação que gere o Centro da Juventude vai ser extinta

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Há mais de seis anos que a Assembleia Municipal das Caldas da Rainha aprovou a fusão das associações CulturCaldas (que gere o Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha), ADJCR (Associação para o Desenvolvimento da Juventude das Caldas da Rainha, que gere o Centro da Juventude) e ADIO (Associação para o Desenvolvimento Industrial do Oeste, que gere a Expoeste) mas até agora continua tudo na mesma. O novo executivo camarário revela que a extinção da ADJCR e da ADIO “é o caminho”.

Há mais de seis anos que a Assembleia Municipal das Caldas da Rainha aprovou a fusão das associações CulturCaldas (que gere o Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha), ADJCR (Associação para o Desenvolvimento da Juventude das Caldas da Rainha, que gere o Centro da Juventude) e ADIO (Associação para o Desenvolvimento Industrial do Oeste, que gere a Expoeste) mas até agora continua tudo na mesma. O novo executivo camarário revela que a extinção da ADJCR e da ADIO “é o caminho”.

Poucos dias após a tomada de posse, o novo presidente da Câmara das Caldas, Vitor Marques, disse ao JORNAL DAS CALDAS que a ideia não devia ser juntar as três e fazer uma. “A ADIO pode ser integrada pela AIRO – Associação Empresarial da Região Oeste, que pode gerir Expoeste. Acho que é o caminho para fazer a gestão daquele equipamento. A ADJCR deve fazer exclusivamente serviços de juventude e se conseguirmos integrar os serviços da ADJCR na Câmara não vejo mal. A ideia não é extinguir a CulturCaldas, vocacionada para os espectáculos”, afirmou na altura.

Agora, confrontado pelos vereadores do PSD e do PS, a propósito da votação de um protocolo com a ADJCR para o ano de 2022, em que é atribuída pela Câmara uma comparticipação financeira no valor de 144 mil euros, Vitor Marques explicou ao JORNAL DAS CALDAS que está a ser discutido o modelo a seguir com as direções das três associações, acrescentando ainda, numa fase posterior, a ADC (Associação para o Desenvolvimento do Ciclismo, que gere o Museu do Ciclismo),

Contudo, adiantou que “a única associação que faz sentido é a CulturCaldas, que pode absorver alguns ou todos os colaboradores da ADJCR e da ADIO”, uma vez que “a extinção da ADJCR e da ADIO é o caminho, não pondo em causa as pessoas que estão a trabalhar e garantindo a integração ou os direitos que a lei determina”.

Em relação à ADJCR, que está a gerir um espaço fechado há três anos, Vitor Marques declarou que “entendemos que as atividades ligadas à juventude devem ser feitas pelo Município e não pela associação”.

“Estamos numa fase de reestruturação da ADJCR e iremos integrar as pessoas noutras estruturas ligadas ao Município”, avançou.

Sobre o Centro da Juventude, cujas obras estão paradas devido à falência do empreiteiro, o presidente da Câmara indicou que “estamos a preparar um novo concurso para acabar as obras”.

A comparticipação financeira de 144 mil euros, aprovada com três votos a favor (Vamos Mudar), três abstenções (PSD) e um voto contra (PS), foi questionada em reunião camarária.

Os vereadores do PSD – Tinta Ferreira, Hugo Oliveira e Maria João – sustentaram que a ADJCR “foi considerada um exemplo de sucesso de políticas de juventude no país e foi uma associação que, fruto de uma gestão criteriosa obteve sempre resultados positivos”.

“Pelo Centro da Juventude passaram centenas de alunos em aulas de dança, guitarra, piano, canto, entre outras. Foram centenas de eventos como concertos, conferências e teatro, dezenas de bandas, de artistas apoiados, foram várias as associações juvenis criadas e apoiadas pela associação. A ADJCR foi pioneira na implementação da semana da juventude, depois quinzena e posteriormente mês da juventude nas Caldas da Rainha e tendo sido a grande alavanca para o grande evento da juventude em todo o Oeste, inicialmente com o mês da juventude e depois o Oeste Jovem, com os 12 municípios do Oeste”, sublinharam.

“Não sendo a fusão o caminho que se possa pretender, que seja a integração dos funcionários da ADJCR na Culturcaldas, para que continuem a prossecução das políticas da juventude dirigidas pelo Município”, defenderam, explicando a sua abstenção na atribuição dos 144 mil euros: “Esse valor corresponde somente ao valor dos ordenados dos funcionários, não sendo atribuída qualquer verba para as atividades”.

No seu entender, o voto contra “significaria colocar a associação sem financiamento que permita cumprir com as suas obrigações para com os seus funcionários”.

O vereador socialista Luís Patacho justificou a sua oposição, apontando que “a continuação da atual coexistência das três associações é contrária à boa gestão pública”.

“A ADJCR é uma associação excessivamente dependente da Câmara, funcionando como se de um gabinete camarário de eventos para a juventude se tratasse, o que é profundamente errado”, manifestou.

“Se considerarmos, além do valor no âmbito deste protocolo, os demais protocolos previstos no orçamento da ADJCR para 2022, que perfazem mais 55500 euros, chegamos ao montante de 199500 euros subsidiados pela Câmara, o que representa 97,1% do total da receita da associação, que continua a ser não sustentável, e portanto inviável, do ponto de vista financeiro, que apenas consegue obter cerca de 2,9% de receitas próprias”, criticou o socialista”.

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