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Ator José Ramalho comemora 40 anos de carreira com espetáculos

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O ator José Ramalho, envolvido em vários projetos de teatro e marionetas e que reencarna com muita frequência nas Caldas da Rainha a figura de Rafael Bordalo Pinheiro, está a comemorar 40 anos de carreira, realizando diversos espetáculos. 
“A Princesa e a Ervilha" foi um dos contos retratados na escola

O ator José Ramalho, envolvido em vários projetos de teatro e marionetas e que reencarna com muita frequência nas Caldas da Rainha a figura de Rafael Bordalo Pinheiro, está a comemorar 40 anos de carreira, realizando diversos espetáculos. 

José Ramalho recordou ao Jornal das Caldas o ano de 1982, quando pisou o palco pela primeira vez com a companhia de marionetas em Lisboa, de onde é natural.

Veio para as Caldas da Rainha há 14 anos depois do convite de atuar na inauguração do CCC – Centro Cultural e de Congressos.

Sente-se adotado e acarinhado pela cidade e atualmente é também diretor técnico do CCC.

Na passada sexta-feira iniciou a comemoração dos 40 anos de carreira, retomar os espetáculos que desenvolve nas escolas.

Levou “Contos do Mundo” ao Centro Escolar de Santo Onofre. O espetáculo é um projeto da companhia Marionetas de Lisboa, desenvolvido pelo ator nos últimos anos e que estreou em Espanha em 2006.

O marionetista e encenador animou as crianças do jardim de infância e das turmas do 1º ao 4º ano de escolaridade. “Já conhecemos José Ramalho há alguns anos e cada vez que ele vem cá as crianças adoram”, disse Angelina Braz, a coordenadora da escola.

jose ramalho 1
Levou “Contos do Mundo” ao Centro Escolar de Santo Onofre

“A Princesa e a Ervilha”, “A Menina dos Fósforos” e “O Patinho Feio” foram os contos retratados com recurso a originais marionetas construídas a partir de objetos do quotidiano, desde funis a rolos de tinta, mas tendo cada utilização uma explicação por aquilo que simbolizam.

“É uma abordagem à arte contemporânea, um desafio à imaginação e um despertar para a provocação do olhar criativo”, explicou José Ramalho, acrescentando que tem o conceito prefigurado por Marcel Duchamp, reconhecido como o criador do conceito de “ready made” (objetos industrializados que, retirados de seu contexto cotidiano e utilitário, transformam-se em obras de arte).

Para José Ramalho, “Contos do Mundo” é um espetáculo icónico que pretende fazer até ao fim da sua vida. “Enquanto tiver competências físicas vou representá-lo”, salientou, referindo que foi criado com base nos contos de H. C. Andersen (1805-1875).

O marionetista considera que “A Princesa e a Ervilha”, com os seus vinte colchões, é a “alegoria da memória coletiva e a nossa psique que ali está presente neste conto”.

A “Menina dos Fósforos” é para o ator de facto uma “existência” e acima de tudo “a morte que nos atravessa todos os dias, perante a indiferença”. E depois finalmente perante a morte temos a vida que “é o renascer com o conto de “O Patinho Feio”. “É no fundo a história que prefigura de como é que eu me reinvento”, contou.

Para José Ramalho, “todos em determinada altura já tivemos os nossos momentos de patinho feio e depois esta transformação no cisne branco é a reinvenção e a fénix”.

José Ramalho, que faz 60 anos, tem ainda os projetos de teatro “Branca de Neve e os 7 pães” e “S. Jorge e o Dragão”, com base na estrutura textual da lenda de “S. Jorge e o Dragão” na dicotomia do bem e do mal, paradigma dos contrários, resultando no final não na morte do dragão, mas sim no nascimento de um ser novo – “A Esperança”.

O ator reencarna com muita frequência a figura de Rafael Bordalo Pinheiro. Faz parte das personagens históricas que começou a desenvolver nas Caldas da Rainha. “É uma figura que eu interpreto com muito agrado”, afirmou, não querendo “banalizar” ou “vulgarizar” a personagem.

Recentemente teve o desafio para interpretar o Conde de Ourém, na reabertura do Castelo de Ourém.

“Essa pesquisa de personagens históricas que muitas vezes não têm informação detalhada também é um trabalho que me agrada bastante”, contou.

Bordalo Pinheiro é, segundo José Ramalho, o ponto de partida “dessas figuras históricas, mas que tem uma identidade bastante significativa, tendo ele uma estrutura física que não é a minha, é um trabalho de ator onde eu procuro afirmar aquilo que eu penso sobre esse trabalho, ou seja, não temos que ser a representação da figura “ipsis litteris” (literalmente) para a poder representar”.

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