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Montra com pintura de criança em lágrimas envolvida pela bandeira da Ucrânia

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O resultado de uma performance artística sobre a guerra na Ucrânia, através de uma criança em lágrimas envolvida pela bandeira, está à vista no vidro da loja da comunidade Prontos, na Avenida 1º de Maio, nas Caldas da Rainha, num trabalho da autoria de C’Marie (Constança Bettencourt) e Egrito (João Margarido), que usaram a arte para “falar” do que se está a passar naquele território invadido pelo exército russo.
Pintura dos artistas Egrito e C’Marie

O resultado de uma performance artística sobre a guerra na Ucrânia, através de uma criança em lágrimas envolvida pela bandeira, está à vista no vidro da loja da comunidade Prontos, na Avenida 1º de Maio, nas Caldas da Rainha, num trabalho da autoria de C’Marie (Constança Bettencourt) e Egrito (João Margarido), que usaram a arte para “falar” do que se está a passar naquele território invadido pelo exército russo.

“Esta ideia surgiu porque acreditamos que a arte é especial e é possível influenciar as pessoas. Não quisemos fazer esta arte só para que olhassem e dissessem que é bonita. É mais do que isso. Somos uma comunidade ativa na cidade, que não se fecha dentro de um forte. Aliás, o nosso forte é mesmo pensar e quem pensa deve partilhar”, afirmou Rui Vieira, da comunidade Prontos (Loja Apple, cafetaria Prontos e o co-working space IPremium), para justificar a iniciativa, para a qual convidou C’Marie e Egrito para executar.

“Mais do que bandeiras, países ou fronteiras, não nos podemos esquecer de que quem sofre com esta guerra são pessoas. Ao fazermos uma intervenção sobre a guerra, tinha sentido exprimir esta ideia”, explicou C’Marie.

Recorrendo a trinchas, cobriram o exterior da montra com as cores da bandeira da Ucrânia. Posteriormente colaram uma ilustração na parte de dentro e ficaria a descoberto depois de ser raspada a tinta da montra, fazendo surgir uma criança, que “acaba por ser a figura mais frágil da guerra e representa a comunidade, as famílias, os verdadeiros lesados e vítimas deste conflito, um povo cuja força e coragem são no mínimo inspiradoras”.

Para C’Marie, “a arte é também um reflexo da história e é super-importante que nós, artistas, não nos calemos e deixemos a nossa marca perante o que se está a passar”.

Egrito considera que o trabalho “acaba por falar por si, transmitindo a ideia de que as pessoas são quem sofre com as guerras, e todos somos contra isto mas parece que não sabemos travar”.

Os artistas têm ambos 30 anos e são naturais de Lisboa. O casal vive há diversos anos nas Caldas da Rainha. C’Marie licenciou-se em escultura pela Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa e tirou o mestrado em artes plásticas na Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha (ESAD.CR), enquanto Egrito fez a licenciatura e mestrado em design de produto e de ambientes na ESAD.CR. C’Marie e Egrito têm feito alguns trabalhos em conjunto, como por exemplo o mural que está pintado na fachada de um edifício em frente ao Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha, ou as pinturas no muro circundante da Escola do 1º Ciclo do Bairro da Ponte e numa parede na Escola Secundária Rafael Bordalo Pinheiro.

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