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Primeiro projeto gastronómico na EHTO com experiências no fogo

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“Ferro & Fogo”, foi como se designou o jantar único que se realizou no passado dia 3 no átrio da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO). Foi o primeiro evento com este conceito organizado pelos alunos de Gestão e Produção de Cozinha com a coordenação dos formadores Marisa Rosa (coordenadora de restauração e bebidas), Tiago Costa e Ricardo Ferreira (chefes de cozinha), que em redor das brasas deu o mote para muitos outros eventos do género que se vão realizar na escola.
Ferro & Fogo” foi como se designou o jantar

“Ferro & Fogo”, foi como se designou o jantar único que se realizou no passado dia 3 no átrio da Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO). Foi o primeiro evento com este conceito organizado pelos alunos de Gestão e Produção de Cozinha com a coordenação dos formadores Marisa Rosa (coordenadora de restauração e bebidas), Tiago Costa e Ricardo Ferreira (chefes de cozinha), que em redor das brasas deu o mote para muitos outros eventos do género que se vão realizar na escola.

O projeto é o resultado final de uma iniciativa que nasceu em outubro do ano passado com o chefe e formador Luís Tarenta, no âmbito da disciplina “Desenvolvimento de Produtos Gastronómicos”, onde é lançado aos alunos o desafio de “pensar, idealizar e sair fora da caixa”.

A ideia delineada era fazer um jantar ao ar livre, onde toda a confeção seria feita no fogo para 200 pessoas, mas a pandemia alterou o projeto inicial que acabou por culminar com um jantar com 42 pessoas. “O intuito era fazer durante a tarde workshops, bancas, um concurso (batalha de cozinha), um espetáculo e depois no final um jantar ao ar livre com os participantes”, explicou Milene Parreira, que está a terminar o nível 5 de Gestão e Produção de Cozinha.

“Ferro e Fogo” resulta ainda de um trabalho de pesquisa dos alunos, que transformaram bidões em grelhadores. “Os grelhadores gigantes foram feitos pelos alunos, que compraram bidões, cortaram ao meio e fundiram ferro para fazer os pés e também as grelhas”, referiu a formadora, acrescentando que “utilizaram madeira para fazer o lume”.

Fez parte do trabalho dos formandos o contato com empresas e entidades que patrocinaram os vinhos e alguns dos alimentos confecionados.

Os alunos serviram tosta de lascas de bacalhau fumado, sopa de cogumelos frescos, camarão grelhado em palha de vitelotte, alcachofra recheada, atum braseado com cuscuz, polvo grelhado com batata doce e porco malhado de Alcobaça com migas. Pera rocha do Oeste com gelado defumado foi a sobremesa servida.

“O lume esteve presente em todos os pratos”, disse Milene Parreira, explicando que “houve grelhados, braseámos comida, fumámos e aquecemos diretamente no fogo alguns alimentos que já tínhamos confecionado e isso deu outro sabor”.

No final os clientes puderam avaliar os alunos, através da resposta a um inquérito online a parir de um código QR.

Milene Parreira, natural de A-dos-Francos, irá terminar o curso depois do seu estágio no algarve, no restaurante Dourado, perto da Quinta do Lago.

A ideia é fazer uma cozinha de fogo na EHTO”

A coordenadora de restauração e bebidas disse que é um projeto pioneiro que gostariam que tivesse continuidade. “As receitas foram adaptadas e mostrámos que é possível fazer muito maior”, apontou.

Segundo Marisa Rosa, a ideia seria fazer uma cozinha de fogo na escola com o objetivo de desenvolver este tipo de “gastronomia à base do lume, que pode ser uma cozedura lenta num pote de ferro, como faziam os nossos avós ou assar uma peça de carne de forma mais demorada”.

Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, Daniel Pinto, diretor da EHTO, afirmou que a ideia é a estruturação de novo espaço na escola para a criação de uma “Cozinha de Fogo” com um forno a lenha para desenvolver diversas temáticas de cozinha, pastelaria e padaria. Para o investimento pretende pedir apoio à Câmara Municipal das Caldas.

O aluno Fábio Duarte, natural da Nazaré, acabou o curso de Gestão e Produção de Cozinha, uma vez que já fez o estágio no verão no hotel Albatroz, em Cascais. Foi um dos chefes de cozinha deste jantar. Os seus pais têm o restaurante Caravela, na Nazaré, e o objetivo é “transformá-lo e criar um novo conceito”.

Colaboraram no jantar ainda os alunos Rui Coito, Fábio Romano, Rodrigo Fé, Mário Nogueira e Afonso Medalha.

Vitor Marques, presidente da Câmara das Caldas, que esteve presente no jantar, referiu que não ficou surpreendido com a ementa apresentada porque “a fasquia é sempre muito alta”. Destacou a forma como os alunos se entregaram ao projeto e elogiou também o esforço dos formadores.

O autarca enalteceu a forma criteriosa com que os “condimentos das refeições são feitos, procurando também envolver parceiros locais, sejam de vinhos ou de carne”, e destacando também a “qualidade dos produtos da região”.

fogo 3
Camarão grelhado em palha de vitelotte
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