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Entrevista ao presidente da Câmara do Cadaval

“Cancelámos comemorações porque este não é o tempo para festas”

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O concelho do Cadaval assinala o seu feriado municipal no dia 13 de janeiro. Em entrevista ao JORNAL DAS CALDAS, o presidente da Câmara, José Bernardo Nunes, disse que o cancelamento das comemorações procurou não expor em risco autarcas, convidados e população que normalmente participa.
José Bernardo Nunes revelou que baixou os impostos para ser solidário com os cadavalenses

Entrevista ao presidente da Câmara do Cadaval

O concelho do Cadaval assinala o seu feriado municipal no dia 13 de janeiro. Em entrevista ao JORNAL DAS CALDAS, o presidente da Câmara, José Bernardo Nunes, disse que o cancelamento das comemorações procurou não expor em risco autarcas, convidados e população que normalmente participa.

JORNAL DAS CALDAS – A Câmara viu-se obrigada a cancelar o programa comemorativo do feriado devido à pandemia. Apesar da contrariedade, qual é a mensagem que transmite aos munícipes?

José Bernardo Nunes: Efetivamente, o executivo municipal entendeu que seria adequado o cancelamento do programa das comemorações do 124.º ano sobre a restauração do concelho, face ao aumento significativo de casos Covid que se prevê que possa estar ainda a subir na data das comemorações, dia 13 de janeiro.

Julgamos uma medida acertada, quer pelo facto de não se expor ao risco os nossos autarcas, convidados e população que normalmente participa nas comemorações, mas essencialmente para dar o exemplo à comunidade de que este não é o tempo para festas.

A mensagem que deixo é de esperança. Por tudo o que vem a ser dito pelos especialistas, embora exista um contágio exponencial, esta variante é menos agressiva e pode ser a forma de se atingir a tão falada “imunidade de grupo”, trazendo o esperado regresso ao “normal”. É o que espero para todos nós.

J.C.: Pese embora esteja na lista dos concelhos em risco extremamente elevado, o Cadaval tem sido na região Oeste um dos concelhos menos atingidos pela pandemia. A que se deve e o que tem feito a autarquia no âmbito da prevenção?

J.B.N.: Julgo que o que fizemos com as comemorações do feriado municipal é um exemplo do que tem acontecido no concelho do Cadaval durante a pandemia, ou seja, os cadavalenses já perceberam há muito tempo que não podemos fazer ajuntamentos, festas e romarias, correndo riscos desnecessários. Para além disso, temos tido uma boa adesão à vacinação, o que também pode contribuir para que tal aconteça. Depois, não nos cansamos de informar constantemente a população acerca dos riscos que correm e fazemos pontos de situação regulares da informação que nos chega do SNS, para que todos saibam como está a Covid no concelho. Mas essencialmente temos uma população responsável que não corre riscos desnecessários.

J.C.: Como tem reagido a economia local face à pandemia e que apoios tem contado da parte do Município?

J.B.N.: Julgo que, como em todo o mundo, já não há nenhum setor que não esteja a sofrer com os impactos negativos da pandemia, incluindo a agricultura.

O Município desde o início da pandemia que implementou uma série de apoios às famílias e às empresas, que mantemos até agora. Desde as refeições aos que estão a passar mais dificuldades até a uma medida que acabámos de prorrogar até final de junho, que isenta os comerciantes dos pagamentos de taxas de esplanadas e publicidade, por exemplo.

J.C.: 2021 foi um ano marcado pela Covid-19, mas não impediu a Câmara de preparar o orçamento para 2022 com um valor ligeiramente superior. Isso significa que as contas da autarquia não sofreram com a crise pandémica e mantiveram-se equilibradas?

J.B.N.: Temos conseguido manter o orçamento municipal equilibrado e o valor do orçamento está relacionado com as obras em curso, muitas que transitaram para este ano por não terem tido andamento pelos empreiteiros, essencialmente devido à crise dos materiais e de mão de obra, mas também pelo facto de incluir novos projetos que pretendemos implementar.

J.C.: Que obras prevê a Câmara realizar em 2022?

J.B.N.: Bem, o desafio é mesmo concluir as que estão em curso e se arrastam no tempo devido à crise dos materiais e de mão de obra. Temos uma série de projetos em curso, alguns deles que dependem de financiamento comunitário, mas para já espero avançar com a habitação social e com um edifício municipal que irá permitir reorganizar os serviços da autarquia e melhorar o atendimento aos munícipes.

J.C.: Como vai ser a política de impostos municipais este ano?

J.B.N.: Baixámos todos, IMI e IRS. Neste sentido, o objetivo é ser solidário com os cadavalenses, neste momento de maiores dificuldades para todos, mas também tentar fixar os residentes, nomeadamente os mais jovens e atrair pessoas para o concelho.

J.C.: As freguesias podem iniciar em 2022 o processo de reversão das agregações da reforma administrativa de 2012/2013. No Cadaval espera-se o fim de alguma junção de freguesias?

J.B.N.: Não lhe sei dizer, mas neste momento não vislumbro nenhuma situação. As freguesias estão a fazer o seu trabalho e não antevejo que vá existir alguma iniciativa desse tipo.

J.C.: No contexto supramunicipal, a região Oeste tem como grande reivindicação a construção de um novo hospital. Qual é a posição da Câmara sobre esta matéria?

J.B.N.: Precisamos claramente de uma resposta aos problemas de saúde da população do Oeste e já toda a gente percebeu que esta resposta Hospital de Torres Vedras/Hospital de Caldas da Rainha já não é adequada. A criação de um novo hospital para a região é uma necessidade, não é um capricho, por isso mesmo eu os meus colegas da Comunidade Intermunicipal mandámos fazer um levantamento do que é preciso para servir a população atual daqui por 50 anos, um trabalho sério e objetivo que iremos entregar ao Governo logo que esteja concluído. Depois, cabe ao Governo arranjar as verbas e construir o hospital. O que eu sei é que a região não pode esperar mais.

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