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Não vão faltar promessas para um futuro hospital

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Há um consenso total de Torres Vedras a Caldas da Rainha, passando por Peniche ou Bombarral, na necessidade premente na construção de um novo hospital no Oeste. Mas após o consenso na ideia do hospital, existe um total desconcerto sobre a sua localização. Cada capelinha, defende a sua rainha.

Há um consenso total de Torres Vedras a Caldas da Rainha, passando por Peniche ou Bombarral, na necessidade premente na construção de um novo hospital no Oeste. Mas após o consenso na ideia do hospital, existe um total desconcerto sobre a sua localização. Cada capelinha, defende a sua rainha.

Recentemente o presidente da Câmara do Bombarral veio defender a centralidade do município do Bombarral. Já Caldas, na recente audiência com a Ministra da Saúde por intermédio do seu presidente, aproveitou a visita para evidenciar/pressionar o ministério para a vantagens da localização no concelho.

Por sua vez, a Assembleia Municipal de Torres Vedras aprovou por unanimidade uma moção de repúdio à posição do presidente Vitor Marques por na audiência com ministra defender a localização em Caldas, fora do contexto de uma posição comum da Comunidade Intermunicipal.

No entretanto, está a ser elaborado um estudo, sabe-se lá sob que influências e lobbies, na Comunidade Intermunicipal, sobre a melhor localização para o hospital.

Como se vê, está instalada a confusão e a discórdia num território que necessita de amplos consensos, nomeadamente na área da saúde. Como facilmente se compreende, a decisão sobre a localização de um hospital terá sempre que ser uma decisão do poder central, longe dos interesses locais e na defesa do interesse público.

E quais os fatores que devem de ser tidos em consideração numa decisão? Centralidade da localização, acessibilidades, existência de hospitais novos em localizações próximas, dimensão geográfica da localidade e vivência e qualidade de vida que permita atrair profissionais de saúde.

A proximidade de hospitais exclui Torres Vedras, face à proximidade de Loures, centralidade, dimensão geográfica e qualidade de vida exclui Bombarral, sendo a escolha óbvia, face aos parâmetros nucleares, Caldas da Rainha. Escolha óbvia, caso não existam interesses nebulosos, e que terá de ser feita por Lisboa, sob pena de se criarem feridas fratricidas num oeste que se quer unido.

Mas haverá na cabeça do poder central verdadeiramente a ideia de um novo hospital para a próxima década? Durante o mês de janeiro decerto que não vão faltar compromissos e promessas para um futuro projeto de hospital. Mas um hospital exige mais do que palavras, exige um investimento na ordem dos 120 a 150 milhões de euros. Nada encontramos no Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) ou na planificação dos fundos comunitários para os próximos anos, o que é o mesmo que dizer que nada existe de concreto para além de um sonho de uma região em ter um novo hospital.

Enquanto isso, uma região e os seus cidadãos vão sofrendo com cada vez piores condições de saúde.

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