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Apresentação do livro “N’ÁLagoa” de Artur Correia

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Uma verdadeira homenagem à Lagoa e ao mar da Foz do Arelho sintetiza o que se passou no passado dia 11 no Hotel Água d’Alma, naquela vila, onde foi apresentado o livro “N’ÁLagoa”, de Artur Correia. Trata-se de uma coletânea de fotografias inspiradas na Lagoa de Óbidos e dos temas com ela relacionados. A sessão contou com uma plateia de autarcas, convidados, amigos e familiares do autor, que é advogado com escritório nas Caldas da Rainha. A apresentação da obra ficou a cargo do juiz desembargador, neste momento no Tribunal da Relação no Porto, Carlos Querido, e do fotojornalista e repórter e editor de imagem correspondente da SIC na Terceira (Açores), Rui Caria, que é amigo de infância de Artur Correia. 
Beatriz Correia, Artur Correia, Carlos Querido e Rui Caria

Uma verdadeira homenagem à Lagoa e ao mar da Foz do Arelho sintetiza o que se passou no passado dia 11 no Hotel Água d’Alma, naquela vila, onde foi apresentado o livro “N’ÁLagoa”, de Artur Correia. Trata-se de uma coletânea de fotografias inspiradas na Lagoa de Óbidos e dos temas com ela relacionados. A sessão contou com uma plateia de autarcas, convidados, amigos e familiares do autor, que é advogado com escritório nas Caldas da Rainha. A apresentação da obra ficou a cargo do juiz desembargador, neste momento no Tribunal da Relação no Porto, Carlos Querido, e do fotojornalista e repórter e editor de imagem correspondente da SIC na Terceira (Açores), Rui Caria, que é amigo de infância de Artur Correia. 

O autor, natural e residente na Foz do Arelho, nutre desde os seus 14 anos uma paixão pela fotografia que gira em torno da lagoa, as bateiras, a faina e os seus jogos de luz, sombra e bruma. “A intenção de cada fotografia que publico é provocar uma sensação, uma emoção e uma interrogação”, disse Artur Correia, que das várias funções que a fotografia pode desempenhar, a que sempre lhe interessou mais é a que se relaciona com a “expressão artística”. Daí que abuse “dos desfocados, de longas exposições e da escuridão”.

Rui Caria, que é natural da Nazaré, esteve presente na sessão via videoconferência, em direto dos Açores. Segundo o fotojornalista, as fotografias do livro são representações da lagoa que o fazem recuar no tempo em que era miúdo e passava férias com Artur Correia na Foz do Arelho. “As imagens trouxeram-me de volta muitas lembranças e emoções daqueles verões não só de criança, mas de adolescente com outras hormonas a funcionar, desde o estar no areal da praia a comer sandes de ovo mexido feitas pela professora Rute como uma miúda que me lembro ter visto no cais”, contou. No entanto, há outras imagens que são completamente novas para Rui Caria, uma vez que a “Foz do Arelho evoluiu com o tempo”. 

Para o editor de imagem, o autor fez uma abordagem “mais artística, que dão mais misticidade à lagoa e isso agrada-me porque contrasta com outras menos abstratas que nos faz pensar que é possível olhar para a mesma coisa com olhares diferentes”.

Antes de falar concretamente do livro de Artur Correia, o juiz desembargador Carlos Querido fez uma referência à “evolução tecnológica (massificação do digital) que veio facilitar a captura do momento através da fotografia absolutamente generalizada”. “Não há telemóvel sem câmara, não há quem não use telemóvel, somos milhões e milhões de fotógrafos”, relatou, contando também com as redes sociais onde “somos uma sociedade narcísica, que tudo fotografa e partilha”. “É esse o grande objetivo: 1000 pessoas que tomaram conhecimento de como fui feliz nas minhas férias! 500 gostos!”, ironizou, considerando que a “imagem fotográfica, consome-se e esgota-se num único post onde a superabundância torna-a precária e transitória”. “Amanhã vai ficar soterrada debaixo de milhões de imagens que hão-de vir nos dias seguintes”, manifestou.

“Temos todos lá em casa milhares de fotografias no disco rígido do computador que nunca iremos ver, a trabalheira que é organizar aquilo”, afirmou, acrescentando “a saudade dos velhos álbuns que folheávamos”.

Carlos Querido referiu que “todos temos um álbum num baú onde gostamos de regressar numa viagem no tempo”. “As fotos vão perdendo cor, vão amarelecendo e esse ar envelhecido ajuda-nos na viagem”, salientou.

Para este responsável o verdadeiro fotógrafo busca uma “linguagem própria dentro da fotografia. Assim como na literatura cada escritor tem seu estilo, na fotografia cada fotógrafo tem o seu modo específico de olhar”.

“Água, luz, sombra e silêncio”, é como Carlos Querido resume a obra, que “partilha connosco o olhar de encantamento que Artur Correia tem sobre a Foz do Arelho”.

“Surpreende no livro o olhar do autor, que busca o pormenor da bateira, na imensidão da lagoa que se projeta no oceano, na bruma que lhe confere mistério, no jogo de luzes do sol que vai caindo sobre o mar, na eterna neblina da nossa costa que nos faz protestar nos dias de praia, mas que não trocamos por nenhum céu permanentemente azul”, descreveu o juiz.

Carlos Querido, que também é escritor, escolheu a fotografia da página 94 onde há uma “cadeira solitária, com sombras projetadas na areia molhada e o sugestivo título ‘Convite’”, para resumir o livro: “Entardece, há sombras que não sabemos se emergem da água ou se recaem sobre ela, há mistério e silêncio…e se cada um de nós se sentar naquela cadeira, talvez tenha por um breve momento – ao entardecer, claro – um vislumbre do que o autor quer partilhar connosco, da lagoa e do mar”.

Artur Correia na adolescência fez vários cursos de fotografia, explorando essencialmente o preto e branco, disciplina que ainda hoje dedica grande parte do seu trabalho fotográfico.

Com aparecimento dos formatos digitais fez um “interregno”, tendo retomado a atividade fotográfica em 2015, após o que realizou várias exposições individuais”. O livro é uma coletânea das suas melhores fotografias deste último período.

O título “N’Álagoa” é, segundo o autor, “uma alusão à forma caraterística como as gentes da Foz do Arelho se referem à Lagoa de Óbidos, “àlagoa”, em expressões como “estive n’álagoa” ou “venho d’álagoa”.

O design (capa e paginação) do livro foi feito por Beatriz Correia, filha do autor.

No Hotel Água d’Alma está patente uma exposição de fotografias de Artur Correia e ali também se pode adquirir o livro.

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