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Incêndio destrói loja e deixa apartamentos sem condições para morar

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Uma loja de produtos chineses foi destruída por um incêndio na noite da passada quarta-feira em Alfeizerão, tendo o prédio onde se localiza o estabelecimento comercial, na principal rua da vila (Rua 25 de Abril), sido afetado, ao ponto de uma vistoria ao local ter concluído não existirem condições de habitabilidade para os moradores nos apartamentos por cima.

Uma loja de produtos chineses foi destruída por um incêndio na noite da passada quarta-feira em Alfeizerão, tendo o prédio onde se localiza o estabelecimento comercial, na principal rua da vila (Rua 25 de Abril), sido afetado, ao ponto de uma vistoria ao local ter concluído não existirem condições de habitabilidade para os moradores nos apartamentos por cima.

O alerta para o fogo foi dado cerca das 20 horas e foram mobilizados 44 operacionais e 19 viaturas dos bombeiros de São Martinho do Porto, Alcobaça, Nazaré e Caldas da Rainha, tendo sido cortada a estrada durante mais de três horas para as operações de socorro.

O estabelecimento comercial, existente há mais de quinze anos, situa-se no rés-do-chão de um prédio de habitação com três andares mais sótão, preocupando-se os bombeiros em evitar que as chamas alastrassem para os apartamentos e para a cave, onde estavam estacionadas viaturas. Por outro lado, o objetivo foi também que o fogo não chegasse a outras casas em redor e veículos nas imediações. Um carro no exterior sofreu alguns danos.

“À nossa chegada vimos que estava toda a loja tomada pelas chamas e já progredia para a cave”, relatou João Bonifácio, comandante dos bombeiros de São Martinho, adiantando que a principal dificuldade foi “a muita combustão” derivada dos artigos que se encontravam no estabelecimento e que provocou “um fumo intenso e negro”.

“As pessoas estavam um pouco em pânico, como é normal, porque foi um incêndio muito violento e que progrediu com muita rapidez”, descreveu o responsável da corporação.

Nenhum dos moradores ficou ferido mas um bombeiro da corporação de São Martinho foi levado para o hospital das Caldas da Rainha com ferimentos ligeiros, por inalação de fumo e exaustão, tendo alta pouco depois.

O presidente da Câmara de Alcobaça, Hermínio Rodrigues, esteve a acompanhar o trabalho dos bombeiros, elogiando a “prontidão na prestação do socorro”, o que impediu males maiores.

A Câmara e a Proteção Civil de Alcobaça realizaram uma vistoria ao prédio no dia seguinte e constataram que os estragos resultantes do incêndio não permitiam que os moradores nos apartamentos permanecessem nas suas casas.

Os residentes vão ter de viver temporariamente em casa de familiares ou amigos e a Câmara e a Junta de Freguesia de Alfeizerão tiveram de encontrar soluções para realojar alguns casos.

Paulo Delgado, morador no 2º andar, contou que a Proteção Civil “autorizou a entrar nos apartamentos para retirarmos os bens essenciais, não podendo lá viver até ser reconstruído”. “Não sabemos quanto tempo vai ser preciso”, manifestou. Este residente ficou alojado em casa de familiares.

Recordou que na altura do incêndio “estava em casa a ver televisão e ouvi um barulho fora do normal e vi o vizinho do primeiro andar a dizer que havia fumo. Estava de pijama e vesti umas calças por cima e vim cá fora, encontrando este cenário”. “Se fosse de madrugada tínhamos morrido todos”, desabafou.

Cristina Médici, que mora no sótão, relatou que “ali não se ouve nada”. “Eu estava a dormir, porque trabalho à noite, quando um vizinho bateu à porta e eu e o meu companheiro pegámos no que foi possível, nas crianças e no cachorro e saímos”, descreveu, acrescentando que “foi dito para toda a gente descer”.

A Polícia Judiciária esteve no local a fazer perícias para investigar as causas do incêndio. O proprietário vive em frente, num apartamento por cima de um restaurante que também é seu. Segundo testemunhas, chegou a tentar apagar as chamas com um extintor, mas a elevada carga térmica obrigou-o a afastar-se.

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