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VitiOeste, líder de mercado de plantas para a vinha em Portugal

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Poucos de fora do setor saberão que na freguesia do Pó, no concelho do Bombarral, sai para o mercado nacional e internacional entre 60 a 70 por cento da produção nacional de bacelos e enxertos prontos de videira, que dão origem a muitos dos vinhos produzidos e consumidos em Portugal. Este é o culminar de um trabalho de seleção iniciado há 70 anos pelos Viveiros VitiOeste, que anualmente conserva e replica milhares de genótipos de 90 castas nacionais e internacionais, tornando-a líder de mercado de plantas para a vinha em Portugal.
A empresa tem cerca de 40 hectares ao ar livre para a produção de garfos e 60 hectares para a produção de porta enxertos

Poucos de fora do setor saberão que na freguesia do Pó, no concelho do Bombarral, sai para o mercado nacional e internacional entre 60 a 70 por cento da produção nacional de bacelos e enxertos prontos de videira, que dão origem a muitos dos vinhos produzidos e consumidos em Portugal. Este é o culminar de um trabalho de seleção iniciado há 70 anos pelos Viveiros VitiOeste, que anualmente conserva e replica milhares de genótipos de 90 castas nacionais e internacionais, tornando-a líder de mercado de plantas para a vinha em Portugal.

Dedicada à produção e comercialização de enxertos prontos de videira e bacelos, a VitiOeste foi fundada em 1951, por André da Silva Monteiro, que anos mais tarde decidiu fundir a empresa com os irmãos, Arménio Cardoso e Norberto Cardoso.

Nessa mesma altura e com base nos novos planos de reestruturação e reconversão da vinha nacional, aliados à redução de mão-de-obra especializada em enxertia de campo, surgiu no mercado a necessidade de um novo produto, que permitisse não só abdicar da técnica de enxertia no local, mas também antecipar o início de produção da vinha, o enxerto pronto de videira.

“Inicialmente produzíamos apenas porta-enxertos enraizados (bacelos), mas nos anos 90 sentimos necessidade de alargar o leque de investimentos e começámos a produzir enxertia de mesa”, explicou a engenheira agrónoma da VitiOeste, Margarida do Nascimento Cardoso.

É dessa forma, como resposta às novas necessidades do mercado vitivinícola, que a Viveiros VitiOeste se iniciou na produção de enxertos prontos de videira. A empresa também investiu na instalação de vinhas mãe, com material de seleção policlonal e de seleção clonal, para a produção de garfos de categoria certificada, e na instalação de uma estufa para acolher e garantir a manutenção do material de seleção clonal homologado, em colaboração com a Rede Nacional de Seleção da Videira.

A preocupação com a sanidade dos materiais utilizados e a perceção da crescente volatilidade do mercado vitivinícola, no que concerne à procura de diferentes castas em todos os anos, também fez com que a empresa apostasse numa nova forma de produção de garfos, assente numa estratégia de rápida resposta e maior versatilidade.

Entre os anos de 2015 e 2016, a empresa construiu então uma estufa com 15.000 m2 para a instalação de vinhas mãe de garfos, em ambiente confinado.

Há cerca de quatro anos, a VitiOeste instalou uma unidade de tratamento, por imersão em água quente, para material vegetativo de videira.

Atualmente, a empresa conta com um hectare e meio de estufas dedicadas à produção de garfos de castas, que acolhe cerca de 90 castas nacionais e internacionais, com finalidade de produção de uva de mesa e de vinho, e ainda cerca de 40 hectares ao ar livre para a produção de garfos e 60 hectares para a produção de porta enxertos, que são adequados às inúmeras regiões vitivinícolas nacionais e internacionais. “Esta área de produção permite-nos comercializar milhões de plantas por ano, e penso que este ano vamos chegar aos quatro milhões e meio de plantas comercializadas”, frisou a administrativa de empresa, Célia Cardoso, adiantando que esse número varia de campanha para campanha, de acordo com a intensidade das plantas.

“Hoje em dia, geralmente, o resultado da enxertia de mesa é feito através de uma máquina, que une a estaca de porta-enxerto ao garfo da variedade que se pretende multiplicar. Seguem-se os processos de soldadura (estratificação) e enraizamento que precedem a fase de viveiro, onde as plantas permanecem cerca de 9 meses”, explicou a responsável.

Nos últimos anos, a empresa também tem vindo a consolidar a sua aposta na exportação, principalmente para Espanha e França, dispondo de um vasto leque de combinações de porta-enxertos para suprir as necessidades dos clientes. “Felizmente tem-se verificado uma elevada procura por todas as castas a nível nacional, e uma crescente plantação de vinho, cerca de dois mil hectares por ano, de vinhas novas e de reconversões de vinhas velhas. Tudo isso que faz com sejamos uma referência no setor enquanto líder de mercado de plantas para a vinha em Portugal”, sublinhou a administradora, esclarecendo que o seu principal mercado é a região do Douro.

O reconhecimento da Viveiros VitiOeste enquanto líder de mercado do setor viveirista em Portugal é o resultado da “crescente confiança, fiabilidade e qualidade dos seus produtos e serviços assentes na competência e capacidade de inovação da equipa”, que atualmente é composta por 60 pessoas, distribuídas pelos diversos setores. Futuramente, a empresa vai continuar a instalar castas minoritárias em estufa devido à elevada procura, por esse tipo de plantas, bem como apostar na área da sustentabilidade ambiental.

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