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Falta de adesão não cala protestos contra subida do preço dos combustíveis

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Não teve adesão a manifestação convocada nas Caldas da Rainha na tarde de 13 de novembro, contra a subida do preço dos combustíveis, facto lamentado por Fernanda Francisco e Ilda Vieira, que protestaram no Largo da Rainha perante o agravamento dos custos de outros bens essenciais.
Ilda Vieira e Fernanda Francisco exibem cartaz de protesto

Não teve adesão a manifestação convocada nas Caldas da Rainha na tarde de 13 de novembro, contra a subida do preço dos combustíveis, facto lamentado por Fernanda Francisco e Ilda Vieira, que protestaram no Largo da Rainha perante o agravamento dos custos de outros bens essenciais.

“Começo a achar que os caldenses não gostam de se manifestar ou então estão contentes com a situação do país”, comentou Fernanda Francisco, admitindo que “talvez as pessoas não tenham a coragem de dar a cara”.

Segundo sustentou, “é normal manifestarmo-nos quando estamos descontentes”. “Já bastou no tempo do antigamente, antes do 25 de abril, quando não podíamos, mas agora estamos numa sociedade livre”, sublinhou.

Também as famílias vão receber, através do IVAucher, 10 cêntimos por litro de combustível até um limite de 50 litros por mês.

O Governo anunciou a devolução de dez cêntimos por litro até ao máximo de 50 litros por mês, sendo este valor de 5 euros mensais disponibilizado durante cinco meses, entre novembro deste ano e março de 2022, para a conta associada ao cartão bancário usado no pagamento, através do IVAucher, mas para Fernanda Francisco “os cinco euros do voucher é para nos calar”, quando “vai tudo aumentar, desde os combustíveis até ao papel higiénico”.

Os maiores custos da produção devido, em grande parte, à constante subida dos combustíveis, usados no transporte dos produtos, estão já a refletir-se nos preços dos bens essenciais, como o pão, a fruta, os hortícolas, entre outros.

Ilda Vieira desabafou que “para quem vive do ordenamento mínimo não chega ao fim do mês”. “Cem euros por mês para os combustíveis não chega”, fez notar.

A PSP esteve presente na hora da manifestação, para acompanhar os protestos, acabando por desmobilizar face à ausência de pessoas.

A petição pública entretanto lançada por Fernanda Francisco e Eugénia Silva para que sejam reduzidos, transitoriamente, os impostos sobre combustíveis em 40%, somente recolheu treze assinaturas.

“O Governo tem que ter sapiência na gestão da transição da crise energética que se instalou, uma vez que arrecada 62% em impostos sobre a venda de combustíveis. Este não é o tempo para manter impostos excessivos sobre os combustíveis, que bloqueiam a competitividade, em todos os setores, e atiram com as famílias para a pobreza”, é referido no documento.

O abaixo-assinado pede que sejam reduzidos, pelo menos durante um ano, os impostos sobre combustíveis em 40% e é ainda pedida “a revisão urgente do pacote extraordinário de apoio ao consumo de combustíveis para as famílias que irá permitir um desconto de dez cêntimos para consumos até 50 litros por mês, pelo facto que muitos contribuintes fazem mais de 60 quilómetros por dia para irem trabalhar, sendo um apoio até 50 litros completamente descabido”

A Assembleia da República aprovou na passada sexta-feira um conjunto de propostas do governo para mitigar os preços dos combustíveis, em que se inclui a redução para metade do Imposto Único de Circulação (IUC) suportado pelos veículos da categoria D (autocarros) e prolonga a majoração da dedução dos custos com combustíveis.

Em causa está o prolongamento até 31 de dezembro de 2026 da medida que permite às empresas de transportes de mercadorias e de passageiros deduzirem um valor equivalente a 120% dos gastos suportados com a aquisição, em território português, de combustíveis para abastecimento de veículos.

O pacote contempla ainda um apoio ao transporte público rodoviário de passageiros (táxis e autocarros) no valor de 10 cêntimos por litro de combustível até ao limite de 380 litros por mês para os táxis de 2.100 litros por mês para os autocarros.

A medida vigora entre 1 de novembro e 31 de março, traduzindo-se num “cheque” que será de 190 euros para os táxis e de 1.050 euros no caso dos autocarros.

Foi ainda decidido alargar o limite anual de litros elegíveis de gasóleo profissional para a devolução integral do imposto ISP, atualmente balizado nos 35 mil litros por ano para as transportadoras de mercadorias.

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