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Festival Internacional Caldas Nice Jazz

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No passado dia 28 decorreu mais um espetáculo do Caldas Nice Jazz, com o já tradicional concerto de Jazz Out na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO).
Duo Misturada, com Giovanni Barbieri e Sara Pestana

No passado dia 28 decorreu mais um espetáculo do Caldas Nice Jazz, com o já tradicional concerto de Jazz Out na Escola de Hotelaria e Turismo do Oeste (EHTO).

A escola recebeu este ano o duo Misturada, com Sara Pestana e Giovanni Barbieri, que levou a plateia de alunos e professores a uma viagem pela riqueza do repertório da música popular brasileira. 

O duo Misturada nasceu da vontade de uma lisboeta e de um gaúcho que se conheceram na Escola Superior de Música no curso de jazz e decidiram juntar a bossa-nova, o frevo, o forró, o baião e o samba num caldeirão com temperos jazzísticos. 

Durante o espetáculo, Sara Pestana disse que é a primeira vez que fizeram o concerto em duo porque normalmente é em quarteto. A cantora referiu que hoje pode olhar-se para o jazz de duas formas: “Uma tem a ver com o estilo que começou com os cantares dos negros escravos nos Estados Unidos que vinham das mais variadas origens, como África e Brasil e que a partir daí se desenvolveu na cidade e começou a ganhar um tratamento harmónico e rítmico um pouco mais sofisticado”. “Deixaram de ser os cantares negros rurais para se tornar no jazz, que depois deu origem a vários estilos”, apontou.

Uma outra abordagem é, segundo, Sara Pestana, “pensar o jazz mais como um conceito e uma abordagem à música no geral e à improvisação”. Referiu-se aos temas que apresentaram como “solos num tratamento mais livre de aproveitar qualquer peça musical”. Explicou que a origem do duo Misturada foi buscar “música brasileira que nos agradasse e que tivesse uma variedade muito grande, explorando a música urbana, mas também algumas marchas e temas que lembram os temas mais antigos do Brasil como também os mais atuais”.

Giovanni Barbieri disse que o Brasil é um país muito cultural, com muita arte e música, mas ao contrário do que se pensa “pelas dificuldades que tem na maioria das vezes os músicos não conseguem fazer um trabalho como este aqui de tocar numa outra cidade”. “Quanto valioso é para mim estar aqui a tocar música do Brasil que nem no meu país muitas vezes se conhece”, apontou.

Para o músico brasileiro o projeto Misturada é uma forma de não “deixar a cultura do meu país morrer”.

Dirigindo-se aos alunos, Daniel Pinto, diretor da EHTO, comentou que “acreditamos que é através da escola que muitas vezes acontecem realidades culturais que devem ser motivo para vocês encontrarem outros caminhos na vida”.

O diretor questionou sobre quem já tinha assistido a um concerto de jazz e entre cerca de meia centena de alunos, sete levantaram a mão.

Daniel Pinto falou um pouco das origens do jazz, revelando que é um género musical que admira “bastante” e que começou a ouvir quando tinha 16 anos.

“O jazz é hoje um cartão de prestígio para qualquer cidade”

O Festival Internacional Caldas Nice Jazz termina a 6 de novembro, numa edição repleta de atuações e concertos ao vivo, com músicos reconhecidos internacionalmente no Centro Cultural e de Congressos das Caldas da Rainha (CCC).

Para o diretor do CCC, Carlos Mota, a expetativa desta edição do festival é que o público do “esteja presente e reconheça a qualidade do programa, porque na realidade o jazz aprende-se a gostar ouvindo e descobrindo as suas sonoridades regularmente”.

Ao JORNAL DAS CALDAS o responsável disse que procurou fazer deste festival uma “festa verdadeiramente singular”. “O jazz é hoje um cartão de prestígio para qualquer cidade mundial e as Caldas possui já um histórico e um reconhecimento nacional e internacional”, contou.

Segundo Carlos Mota, o Caldas Nice Jazz tem a “particularidade de não ser só um programa de fruição mas também de formação e de cooperação com as filarmónicas do concelho e de concelhos limítrofes, sem descurar a edição discográfica que tem apresentado a maior parte dos concertos do festival, assim como a pertinente integração das artes (cartoons) e da presença em diversas after party´s de dj’s locais, que fazem transbordar a festa pela cidade”.

Neste contexto, o diretor do CCC referiu que nunca quiseram deixar de “partilhar o “conhecimento” intrínseco desta área musical e das suas diversas nuances ao propor todos os anos conferências apresentadas por especialistas e algumas exposições que em muito tem proporcionado um enriquecimento inequívoco do festival e da população das Caldas e da região”. 

Realçou o papel do reconhecimento que “devemos a todos aqueles que se associam a esta festa quer com os seus vinhos, espumantes, licores, cafés, doces e espaços, dando um cunho distinto ao evento que nunca nos afastou daquilo a que se pode identificar como praxis cultural, cidadania e desenvolvimento”.

“Este projeto só tem sido possível concretizar-se com um alto nível performativo pela disponibilidade de todos os profissionais sem exceção que o CCC possui”, afirmou.

Não diminuindo a qualidade “intrínseca que cada uma das presenças possui”, Carlos Mota realçou a oportunidade de assistir a um concerto com “uma das mais jovens vocalistas, quiçá mais interessantes no panorama do jazz dos Estados Unidos atualmente, que é a extraordinária Samara Joy, voz que irá no futuro dar muito que falar no universo mundial do jazz”.

Nestes últimos dias o programa no CCC apresenta no dia 4 novembro a Orquestra Jazz de Matosinhos, com o saxofonista convidado Tomás Marques, no dia 5 o Tord Gustavsen Trio e no dia 6 Samara Joy com Pasquale Grasso Trio.

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