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Escaparate

Canoa socialista vai ao fundo

3 de Outubro, 2021
Caldas da Rainha assistiu ao afundanço do Partido Socialista local. Os motivos que deram origem ao descalabro são inúmeros. Passo a citar apenas quatro: Uma liderança que se preocupa apenas consigo, com o seu futuro na política e com as grandes possibilidades que podem surgir para ascender social e financeiramente; um desinteresse cabal pelo concelho e pelas pessoas aqui residentes; uma completa falta de visão política; um desprezo absoluto pela militância (a mesma só é acarinhada quando os jogos de manipulação interna são fundamentais).
Rui Calisto

Escaparate

Caldas da Rainha assistiu ao afundanço do Partido Socialista local. Os motivos que deram origem ao descalabro são inúmeros. Passo a citar apenas quatro: Uma liderança que se preocupa apenas consigo, com o seu futuro na política e com as grandes possibilidades que podem surgir para ascender social e financeiramente; um desinteresse cabal pelo concelho e pelas pessoas aqui residentes; uma completa falta de visão política; um desprezo absoluto pela militância (a mesma só é acarinhada quando os jogos de manipulação interna são fundamentais).

Caldas da Rainha merecia uma oposição séria e desinteressada. O PS/Caldas era o partido que estava melhor posicionado, porém, deixou de o ser quando as lideranças passaram a olhar apenas para o próprio umbigo. Essas chefias lembram-me os girondinos franceses (a média e a alta burguesia, interessada apenas em reformas políticas pouco profundas na sociedade, e investimentos enormes em questões que favoreciam grandemente os seus interesses sociais e financeiros), lembra-me também um par de países que proclamam a democracia como a salvação das suas pátrias, porém, não a praticam, pois isso poderia permitir que o poder passasse para outras mãos.

É urgente a demissão dos atuais órgãos concelhios do Partido Socialista das Caldas da Rainha.

A democracia não é praticada dentro do PS/Caldas. O que se vê é a truculência das ações (cito o exemplo da absurda expulsão de um jornalista local, aquando das eleições internas, ocorridas em janeiro de 2020, atirado, literalmente, para o passeio diante da porta da sede. O que os atuais líderes pretendiam esconder?); as reuniões secretas entre os dirigentes, para tomar decisões importantes, tais como a escolha de cabeças-de-lista para as autárquicas; o absurdo afastamento dos militantes históricos; O avançar, interno, de ideais de extrema-direita (quando o correto seria a manutenção, e valorização, do socialismo social-democrata); etc..

A morte da democracia no Partido Socialista das Caldas da Rainha não é um fenómeno casual, foi pensada, e vem sendo estruturada, para benefício de uma dúzia de pessoas.

As atuais lideranças do PS/Caldas dividiram o partido. O que se viu claramente nas recentes autárquicas. É notório que a maioria dos socialistas ofereceu o seu voto ao Movimento Vamos Mudar.

Para piorar, diversos socialistas que estavam “de pedra e cal” com a atual liderança (defendendo-a, e votando nela, nas eleições internas de janeiro de 2020) nestas autárquicas fizeram (ou tentaram fazer) parte das listas do referido movimento. O que prova que esses socialistas estão apenas interessados num lugar ao sol, independente da cor política que carregam. Pessoas que jamais deveriam voltar a pisar a sede do PS/Caldas.

O PS/Caldas deveria ser uma força viva atuante, estando perto da população. Não foi o que vi entre 2017 e 2021. O que 99% dos eleitos fez, foi, apenas, “trabalho” de gabinete, “matando baratas no canto da sala”. Assim é impossível conhecer os reais problemas das freguesias e do concelho de um modo geral.

A reconstrução democrática é urgente dentro do PS/Caldas, porém, parece-me que o mesmo não irá acontecer num curto (ou médio) espaço de tempo, pois os tentáculos do polvo estão muito bem espalhados e envolvem a maioria dos militantes. Estes (os que são de facto socialistas, e pensam no seu concelho e na população) devem parar e refletir. É necessário exigir a demissão dos atuais dirigentes (se os mesmos não o fizerem de livre e espontânea vontade), recolher os cadáveres do naufrágio, enterrar os corpos e tentar iniciar, com as tristes sobras da embarcação, um processo interno político, que possa fazer com que o PS/Caldas consiga ser uma possibilidade real em eleições autárquicas futuras.

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