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Cuidados a ter com a coluna vertebral

25 de Setembro, 2021
A nossa coluna vertebral é uma estrutura cuja complexidade nem sempre é devidamente valorizada. Frequentemente é “acusada” de ser fonte de dor, não nos permitindo fazer o que pretendemos e da forma que achamos mais conveniente. No entanto, se “pusermos a mão na consciência” seguramente concluímos que parte importante da origem dessas limitações é da nossa responsabilidade.
Eduardo Pegado, ortopedista no Hospital CUF Torres Vedras e Clínica CUF Mafra

A nossa coluna vertebral é uma estrutura cuja complexidade nem sempre é devidamente valorizada. Frequentemente é “acusada” de ser fonte de dor, não nos permitindo fazer o que pretendemos e da forma que achamos mais conveniente. No entanto, se “pusermos a mão na consciência” seguramente concluímos que parte importante da origem dessas limitações é da nossa responsabilidade.

Por isso mesmo, é importante revisitarmos conceitos “esquecidos” e aprendermos a dar mais atenção à nossa coluna vertebral por forma a melhorarmos a qualidade de vida.

O papel da coluna vertebral

A coluna vertebral é um conjunto de estruturas que se relacionam de forma harmoniosa com dois objetivos: sustentar, passiva e ativamente, o nosso corpo e proteger a medula espinhal.

Estruturalmente temos os ossos, conhecidos por vértebras, os discos intervertebrais que as ligam na sua parte anterior, os ligamentos que ligam as vértebras na sua parte posterior e os músculos, muito importantes por serem os estabilizadores ativos por excelência.

Ao todo temos 24 a 25 vértebras mais o sacro e o cóccix, cujas peças vertebrais se encontram fixadas entre si. Distribuem-se por 3 segmentos: cervical (7 a 8 vértebras), torácico/dorsal (12 vértebras) e lombar (5 vértebras). Se observarmos de frente a coluna vertebral deve ter o aspeto de uma reta e, se for vista de lado, é muito importante que existam 4 curvaturas. Duas para a frente, as lordoses cervical e lombar e duas para trás, as cifoses dorsal e sagrada, sem as quais não seria possível termos uma deslocação bípede.

Somos os únicos animais vertebrados à face da terra com esta característica. As exigências biomecânicas variam e, como principal consequência, as vértebras têm formas diferentes. Na coluna cervical a rotação, flexão/extensão e as inclinações. Na coluna dorsal a interação com as costelas e o esterno para criação da caixa torácica onde estão, entre outros órgãos, o coração e os pulmões. Na coluna lombar onde se concentra a maior capacidade de sustentação e na coluna sagrada temos as poderosas ligações com a bacia, chamadas articulações sacro-ilíacas.

Sozinha a componente óssea não conseguiria cumprir a sua quota parte nas funções da coluna vertebral. Precisa do disco intervertebral que através da sua constituição físico-química peculiar com um centro hidratado (núcleo pulposo) qual almofada de água, rodeado por uma cinta impermeável (anulo fibroso) e elástica que o contém, amortece as cargas que se exercem e contribui para a manutenção do alinhamento correto, seja em que posição a coluna vertebral estiver. Chama-se a isto o efeito estabilizador. Para funcionar bem a coluna vertebral tem que estar estável.

Para conseguir este objectivo o disco intervertebral conta com o apoio importantíssimo dos ligamentos e dos músculos. Os primeiros, limitam a amplitude de flexão e extensão, dentro de parâmetros fisiológicos, e são conhecidos por estabilizadores passivos. Os segundos atuam de uma forma diferente, contraindo ou alongando consoante o que é necessário. São chamados estabilizadores ativos.

Dicas para uma coluna vertebral saudável

É importante termos a visão dinâmica da coluna vertebral, assim como não nos esquecermos que é da nossa responsabilidade manter as estruturas acima apresentadas nas melhores condições possíveis. Para tal há que ter em atenção quatro aspectos. Alimentação, exercício físico, postura e respeito.

Através do que comemos e como comemos adquirimos os componentes (proteínas, água, cálcio, magnésio sódio, potássio, etc), que ajudam a manter e desenvolver, as vértebras, o disco intervertebral, os ligamentos e os músculos e, com isso, a estabilidade funcional. Ajudam a controlar o peso corporal, cujo aumento vai implicar maior desgaste.

O exercício físico é essencial para que os estabilizadores ativos, chamados músculos, estejam sempre em condições que permitam uma mobilidade normal.

A postura correta é essencial para que não se ultrapassem os limites compatíveis com uma boa qualidade de vida.

O respeito é acima de tudo a noção de que temos que ser nós os principais interessados no nosso bem estar e, portanto, se não houver um investimento nos cuidados a ter, a doença instala-se com as consequências de todos conhecidas, nos planos, social, familiar e laboral.

Quando procurar ajuda médica

Por vezes, mesmo tomando medidas corretas, podemos ter queixas relacionadas com patologia da coluna vertebral. É importante não protelar a consulta médica em prol da medicação caseira.

Como principais sinais de alerta saliento a existência de:

– dor de instalação súbita ou lentamente, localizada ao pescoço com irradiação aos ombros ou membros superiores

– dor na região dorsal com agravamento com a tosse e os espirros

– dor na região lombar com ou sem irradiação aos membros inferiores (por exemplo a dor ciática), desencadeada pelos esforços, por estarmos parados ou após caminhadas mais ou menos longas.

– o aparecimento de dormências associadas ou não às dores e a falta de força/controle do equilíbrio

Eduardo Pegado, ortopedista no Hospital CUF Torres Vedras e Clínica CUF Mafra

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