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Mulheres no ciclismo

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A propósito da Volta a Portugal feminina em bicicleta, que terminou no passado domingo com uma ligação entre Caldas da Rainha e Lisboa, com 94,7 quilómetros, recordamos algumas das mulheres que se destacaram no mundo do ciclismo, entre os anos 20 e 70 do século passado, como foi o caso da comerciante, Carminda Costa, caldense por adoção ou a campeã Ana Barros, que fez treinos de preparação na zona das Caldas da Rainha. Esta cronologia contou com o apoio e arquivo do Museu do Ciclismo de Caldas da Rainha
Grupo de senhoras algarvias, incluindo Júlia Gil Moreira

A propósito da Volta a Portugal feminina em bicicleta, que terminou no passado domingo com uma ligação entre Caldas da Rainha e Lisboa, com 94,7 quilómetros, recordamos algumas das mulheres que se destacaram no mundo do ciclismo, entre os anos 20 e 70 do século passado, como foi o caso da comerciante, Carminda Costa, caldense por adoção ou a campeã Ana Barros, que fez treinos de preparação na zona das Caldas da Rainha. Esta cronologia contou com o apoio e arquivo do Museu do Ciclismo de Caldas da Rainha

A história do ciclismo feminino começou praticamente desde o aparecimento da bicicleta, mas só na segunda década do século XX surgiram em Portugal as primeiras praticantes, que passaram dos tradicionais passeios à competição.

Em 1908, Albina Martins foi uma das primeiras senhoras e impulsionadora da velocipedia feminina em Portugal, durante o período monárquico. Mais tarde, as corridas femininas surgiram a partir das irmãs Cesina e Clara Bermudes, filhas do escritor e dirigente do SL Benfica, Félix Bermudes.

Na primeira Volta a Lisboa, em 1924, o triunfo coube a Cesina Bermudes, que suplantou as duas únicas adversárias, a irmã Clara e Estela de Oliveira. No ano seguinte, Cesina Bermudes venceu novamente a Volta a Lisboa, tendo dessa vez feito frente a uma jovem setubalense, Oceana Zarco, que com a camisola do Vitória de Setúbal ofereceu forte oposição e veio a dominar a modalidade nos três anos seguintes, vencendo a 3ª edição da Volta a Lisboa, a I Volta ao Porto e a I Volta a Setúbal, tendo sido pioneira do ciclismo feminino.

Em 1935, um grupo de senhoras algarvias participou no primeiro rally ciclista, entre Faro e Marim, onde participou aquela que mais contribuiu para que as mulheres passassem a andar de bicicleta, Júlia Gil Moreira.

No ano seguinte, em 1936, enquanto se disputava a 8ª Volta dos Campeões, também se corria pela segunda vez uma prova feminina de estrada, em que a vencedora foi Cândida Resende.

Mais tarde, em 1950, Caldas da Rainha recebeu um circuito no Parque D. Carlos I, a Volta aos Plátanos, onde a caldense, por adoção, Carminda Costa, foi a primeira a completar as sete voltas ao percurso, batendo uma equipa de três mulheres que vinha de Barcelos, tendo a vitória cabido à comerciante caldense. Além desta prova, a cidade das Caldas também serviu nos anos 70 de local de preparação de ciclismo de alta competição para a estrela feminina Ana Barros.

A atleta, que era natural de Viana do Castelo e que participou nas principais competições internacionais no início da década de 90, venceu 39 provas femininas entre 1989 e 1996 realizadas em Portugal e na Galiza, destacando-se seis títulos consecutivos de campeã nacional entre 1991 e 1996. Em representação de Portugal participou em quatro Campeonatos do Mundo, registando o melhor resultado em 1993 com o 21º lugar, e no Campeonato da Europa de 1995, que terminou em 11º lugar.

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