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Pretende inverter a tendência de envelhecimento de Óbidos fidelizando os jovens

Marlene Sousa

EXCLUSIVO

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Continua o programa “Especial Autárquicas 2021” da Rádio Mais Oeste e JORNAL DAS CALDAS. O gestor Carlos Pinto Machado encabeça uma candidatura independente à presidência da Câmara de Óbidos, apoiada pelo Partido da Terra e pelo Partido Republicano, foi o entrevistado no passado dia 3 de agosto.
Carlos Pinto

JORNAL DAS CALDAS: Quem é Carlos Pinto Machado?

Carlos Pinto Machado – Tenho 55 anos, estudos superiores em gestão, casado com dois filhos ambos estudantes universitários. Finalmente tenho uma carreira no setor financeiro de mais de 25 anos com experiência em área de gestão. Presentemente tenho área presencial ligada ao turismo mobiliário e estou a candidatar-me porque entendo que existe a necessidade de preencher uma lacuna que tem existido em Óbidos nos últimos vinte anos.

O concelho está envelhecido. Os jovens não encontram na sua terra as oportunidades de trabalho e habitação para poderem constituir famílias e viver em Óbidos.

J.C.: Esta é a terceira vez que se candidata à Câmara Municipal de Óbidos. Agora com uma candidatura independente e com o apoio de partidos com ideologia.

C.P.M. – Eu não me considero muito político. Sempre tive a ambição de ter uma atividade autárquica porque no fundo é um setor de atividade política de proximidade com as populações e de resolver os problemas das comunidades.

Existe no Município um vazio de ideias e de ações que marcam um ciclo de 20 anos em que uma geringonça liderada pelo PSD e coadjuvada pelo PS governou o concelho.

J.C.: Foi candidato pelo CDS-PP nas duas últimas eleições autárquicas. Houve uma rutura com o CDS-PP?

C.P.M. – O meu afastamento do CDS deve-se ao meu descontentamento em relação aos partidos à classificação da direita e esquerda.

As pessoas estão cansadas das bandeiras partidárias e é nesse sentido que me demarco dos partidos. As pessoas que me acompanham apresentaram uma candidatura 100% de independentes e com o lema “O Nosso Partido é Óbidos”. Somos profissionais com experiências diversificadas que estão a colocar a sua experiência para fazer o melhor para este território e para a população que lá vive. O concelho poderia estar muito mais desenvolvido do que está.

J.C.: Há um interesse grande pela Câmara de Óbidos. Nunca houve tantas candidaturas às eleições autárquicas. A direita poderá ficar fragilizada?

C.P.M. – Eu demarco-me tanto da direita como da esquerda, como de todos os partidos que estão a concorrer, porque entendo que os independentes é que estão juntos da população. Temos que devolver a Óbidos o bem-estar físico, psíquico e social da população.

Nós queremos fazer a diferença. Os outros vão pôr a bandeira do partido e nós vamos colocar a bandeira de Óbidos. Já não me revejo nisso, confesso que percebi que as pessoas querem é ter uma vida melhor e ver resolvidos os seus problemas.

Quando temos uma população maioritariamente carenciada que vive com pensões rurais, não podemos ficar indiferentes.

O princípio de igualdade não existe em Óbidos, há uns que são mais que outros e isso tem que acabar. Se for eleito, garanto que isso termina.

Eu fiz a minha lista com pessoas capazes de assumir as candidaturas e assumir as funções. Não fiz a minha lista cheia de pessoas só para fazer número, como estamos a assistir com outras candidaturas. Daí nós só termos apresentado candidatura à Câmara, Assembleia Municipal e à freguesias de Santa Maria,São PedroeSobraldaLagoae à Amoreira. São pessoas de confiança e se forem eleitas tenho a certeza absoluta que terão um bom desempenho.

J.C.: Disse que, não desvalorizando o turismo, não bastam sítios bonitos em Óbidos que atraiam turistas. É preciso pessoas com emprego, casa e qualidade de vida. Como é que pretende melhorar a vida dos obidenses e cativar os jovens?

C.P.M. – Pretendo inverter a tendência de envelhecimento do concelho fidelizando os jovens de Óbidos à sua terra e também cativar outros. Quero implementar medidas de apoio e incentivo à natalidade.

Destaco a necessidade de requalificar as freguesias, dotando-as de habitação a custos controlados, com rendas económicas destinadas preferencialmente a jovens. Teria que fazer alterações ao PDM, não para fomentar a especulação imobiliária, mas para criar habitação mais acessível para os jovens.

Óbidos está mais do que servida de empreendimentos turísticos e muitos deles ainda não estão totalmente completados.

Também quero levar para Óbidos formação profissional adequada para colmatar as lacunas que existe de falta de mão de obra para determinadas áreas.

J.C.: Os jovens precisam de emprego para se fixarem em Óbidos. O Parque Tecnológico tem cumprido essa função?

C.P.M. – O Parque Tecnológico foi uma excelente ideia. Mas foi claramente um projeto mal resolvido. Foi criado pelo Município como uma coisa fora de serie, mas reduziu-se a um empreendimento imobiliário de lotes de terreno para empresas da área tecnológica que ficou quase vazio. Tem o núcleo central com algumas startups com pouca expressão e não tem empresas que tenham investido fortemente ali e que tenham criado postos de trabalho. Devemos criar condições para que essa situação se inverta e eu tenho essa solução no meu programa. Defendo uma comunidade científica permanente de investigação dentro do Parque Tecnológico. Devíamos fazer a ponte com entidades do Estado e nomeadamente o AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) uma entidade que faz captação do investimento internacional para Portugal. Criando situações atrativas podíamos assim captar mais empresas para o Parque Tecnológico. Por exemplo criando benefícios fiscais e vender os lotes a um preço simbólico.

J.C.: Qual o seu programa para a vertente agrícola do Concelho?

C.P.M. – A agricultura empresarial existe e abastece as periferias de Lisboa e outros pontos do país. O setor fruteiro que é pujante contribui fortemente para as exportações. Mas também temos o pequeno agricultor, da agricultura de subsistência que criam a sua horta num quadradinho para complementar a pequena reforma. Defendo uma agricultura que seja amiga do ambiente e um centro de gestão agrícola.

J.C.: Se ganhar as eleições o que fará em prol da Vila de Óbidos?

C.P.M. – Vou disponibilizar as casas na vila de Óbidos que são do município para habitação jovem. Uma coisa que me preocupa na vila é a sua requalificação porque parece que está ao abandono. Quero também pugnar por uma gestão dos lixos incentivadora.

J.C.: Os obidenses querem uma mudança?

C.P.M. – A crítica é generalizada um pouco por todo o lado. Mas eu considero que há uma inércia das pessoas em assumir a mudança. Choca-me coisas que acontecem.

J.C.: Tem tido um papel ativo na oposição à Câmara de Óbidos. Qual a maior crítica que faz ao trabalho do executivo da autarquia liderada pelo PSD?

C.P.M. – Costumo dizer que tenho um programa para oito anos e que faria em oito anos mais do que eles fizeram em vinte. Digo isto com plena convicção. Souberam gerir o território com intenções eleitorais para se perpetuarem no poder e isto condicionou o desenvolvimento do Concelho de Óbidos.

Pereira Júnior foi o homem do concelho que fez as obras estruturantes em Óbidos. Ele fez o saneamento básico no concelho. Foram construídos os grandes empreendimentos na praia D’el Rey e aquela zona toda de Vale Benfeito não tem saneamento básico. É má gestão autárquica ,porque quando negociaram os empreendimentos deveria ter negociado com os promotores.

Há outras coisas que me chocam. Como podemos ter em Óbidos um candidato que agrediu uma vereadora e insultou-a numa sessão aberta da Assembleia Municipal em A-dos-Negros e que ficou impune. O PSD de Óbidos coloca-o como cabeça de lista à maior freguesia. É um escândalo!

J.C.: Suspeita que haja corrupção em Óbidos?

C.P.M. –Óbidos não é exceção. Corrupção é transversal a todo o país. Há claras evidências de enriquecimento injustificado, mas isso cabe ao ministério publico de investigar.

J.C.: Porque é que a população de Óbidos deve votar em Carlos Pinto Machado?

C.P.M. – Se for eleito vereador serei da oposição e irei sempre atuar em defesa das pessoas do Concelho. O meu objetivo nasce em servir Óbidos e é aí que posso fazer a diferença.

Defendo um turismo não massificado, mas que os visitantes permaneçam por mais de um dia e visitar toda a região. Considero que deve haver um grande investimento nas freguesias.

J.C.: Quais as dificuldades de uma candidatura independente em relação aos partidos maiores como o PSD e PS?

C.P.M. – Essencialmente o financiamento da campanha. Eu serei um patrocinador da minha campanha eleitoral enquanto as máquinas partidárias têm subvenções milionárias do Estado. Vivemos numa falta de democracia. Destaco que maioria absoluta é uma ditadura. Se for eleito e tiver em minoria apoiarei as boas propostas vindas de todos.

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