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João Paulo Félix que corre pelas crianças recebido pela CPCJ das Caldas

Marlene Sousa

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O atleta João Paulo Félix, que está a “Correr Portugal pelos Diretos da Criança”, partiu na segunda-feira de manhã das Caldas da Rainha para a praia da Areia Branca, última etapa da volta de 2222 quilómetros, em 40 dias.
Receção a João Paulo Félix em frente à Câmara das Caldas

A Volta começou no dia 15 de julho, na Praia da Areia Branca, na Lourinhã, e terminou no dia 23 de agosto, no mesmo local.João Paulo Félix percorreu cerca de 50 quilómetros em 40 etapas. Foi assim a edição de 2021 da “Volta a Portugal a Correr pelos Direitos da Criança” que teve “objetivo de chamar a atenção da opinião pública para as crianças negligenciadas ou que sofrem de violência doméstica”.

Este ano, a Comissão Nacional de Promoção dos Direitos e Proteção das Crianças e Jovens (CNPDPCJ) associou-se ao atleta, que levou um passaporte para ser carimbado por cada comissão por onde passou.

Caldas da Rainha recebeu o atleta no domingo, 22 de agosto, para a chegada da penúltima etapa, na praça 25 de Abril. João Paulo Félix foi recebido na câmara pelo presidente, Tinta Ferreira, a vereadora responsável pelo pelouro de ação social, Maria da Conceição, e a presidente da Comissão de Proteção de Crianças e Jovens das Caldas (CPCJ), Rosa Henriques. Foi organizado uma pequena receção ao atleta, no sentido de carimbarem o seu passaporte de corrida.

Também na partida para a Areia Branca, os autarcas e entidades locais juntaram-se para apoiar a última etapa do atleta.

João Paulo é sociólogo e trabalha com crianças em casas de acolhimento residencial. Pretende “sensibilizar todos para que as crianças possam ter um futuro melhor”. Na sua profissão tem lidado com situações de jovens com vidas muito difíceis, revelando que é preciso agir e promover os seus direitos”. Segundo, o atleta, “a negligência infantil, continua a ser a forma mais recorrente entre os maus-tratos contra a criança e o adolescente”.

Quanto ao passaporte carimbado pelas Comissões de Proteção de Crianças e Jovens diz que “é uma ideia fabulosa, levar um passaporte por um país inteiro, onde esses carimbos traduzem muito do trabalho das pessoas da comissão nacional, das comissões locais, que visam “promover os direitos da criança e do jovem e prevenir ou pôr termo a situações suscetíveis de afetar a sua segurança, saúde, formação, educação ou desenvolvimento integral”. No final, João Paulo entregou o passaporte dos Direitos à presidente da CNPDPCJ.

O atleta demonstrou ao JORNAL DAS CALDAS estar muito feliz com o crescimento da “Volta a Portugal a correr” e, vale a pena “lutar pelos direitos das e partilhar esse sentimento por todo o país, e em simultâneo receber o carinho das pessoas e entidades”.

João Paulo já correu milhares de quilómetros em prol de causas sociais.

Sobem os casos de crianças sinalizadas por presenciarem situações de violência

A presidente da CPCJ das Caldas destacou a iniciativa de João Paulo Félix porque ainda nos dias de hoje ocorrem situações de crianças negligenciadas e vítimas de maus tratos mesmo muito violentos. Para Rosa Henriques, faz todo sentido esta atividade porque a “responsabilidade de cuidarmos das nossas crianças é de todos”. “É a sociedade em geral que tem que cuidar dos nossos jovens porque serão eles a sociedade de amanhã”, afirmou.

Os casos de exposição de crianças a comportamentos que podem comprometer o seu desenvolvimento e bem-estar aumentaram e foram a situação mais sinalizada às comissões de proteção de menores em 2020, revela a presidente da CPCJ das Caldas.

A responsável disse que a pandemia veio aumentar as sinalizações de violência doméstica contra crianças e jovens, não por ser um “mau trato direto à criança ou jovem, mas sim porque as crianças estão muitas vezes a presenciar um ambiente de agressividade de conflitos verbais e físicos e isso compromete o seu desenvolvimento”.

Relativamente às problemáticas que são sinalizadas à CPCJ das Caldas, que abrange o concelho, a presidente disse que nas faixas etárias “mais baixas é onde se destaca a negligência na alimentação, saúde, higiene, higiene habitacional”. Nas faixas etárias “dos 12 aos 14 anos, começam-nos a surgir o absentismo, abandono escolar e também situações de violência doméstica”. A partir dos 15 aos 17, os jovens assumem “comportamentos desajustados que comprometem o seu desenvolvimento sem que as suas famílias e seus responsáveis os consigam colocar de forma adequada”, apontou.

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