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Movimento “Vamos Mudar” quer dar “uma nova oferta” ao concelho

Mariana Martinho

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O movimento independente "VM-Vamos Mudar", que tem como cabeça de lista Vítor Marques, apresentou na passada quarta- feira, no Centro Cultural e de Congressos (CCC) das Caldas da Rainha, o programa oficial, onde aposta em “temas fundamentais como o ambiente, a economia e o social, que tem uma predominância muito forte naquilo que será a nossa governação nos próximos quatro anos”, referiu o candidato.
O cabeça de lista Vítor Marques esteve acompanhado dos candidatos aos vários órgãos autárquicos

Na sessão de apresentação, que contou com a participação de 300 apoiantes, o candidato do “VM- Vamos Mudar” à Câmara das Caldas afirmou que “não concorremos contra ninguém e ninguém em momento algum se deve sentir ameaçado, se for competente, mas sim com um projeto para o nosso concelho, porque acreditamos que é necessário mudar, fazer melhor e diferente”. Vítor Marques acrescentou que “vamos querer trabalhar com todos, independente do partido”.

Defendeu que “é necessário ter uma estrutura camarária adaptada às realidades e à modernidade, sendo necessário reestruturar o atendimento”.

Outro aspeto que mencionou foi a criação de um provedor do munícipe, “alguém que possa ouvir os munícipes, de forma a dar voz por eles”.

Em relação à Lagoa de Óbidos, Vítor Marques apontou que “queremos uma coisa consistente na defesa do ambiente e do património, e realmente dar mais vida à Lagoa, e quanto isso pode potenciar o comércio e o turismo, é esse o caminho que queremos para ela”.

Nesta candidatura, o movimento não vai apresentar grandes obras, e não quer “fazer obra só por fazer, e depois não ter capacidade de fazer a manutenção dos equipamentos”. Igualmente falou da falta de capacidade de atrair investimento, sendo, segundo o candidato, “preciso traçar um caminho e definir para onde queremos ir no futuro, sendo nossa obrigação bater à porta dos investidores”.

Para Vítor Marques também é “preciso noutras áreas reivindicar e reafirmar Caldas da Rainha como a capital do Oeste”.

Esta candidatura também quer “desenvolver o conceito de concelho em rede”, alicerçado num modelo em que todo o território esteja “organicamente” integrado. Um esforço que, considera, deve ser acompanhado pelo desenvolvimento de vias de cooperação com os concelhos vizinhos, tendo em vista uma atuação mais efetiva junto do poder central.

Sobre o associativismo, o candidato disse que “é preciso ser mais potenciado, com mecanismos e um gabinete que possa apoiar as instituições”.

O “VM-Vamos Mudar, que se candidata apenas a nove das doze freguesias do concelho, pretende “dar maior acompanhamento” e fazer uma descentralização, com “presidências abertas” por todo o concelho. Propõe ainda uma governação de proximidade e, reconhecendo que virão tempos difíceis em resultado da pandemia, uma das tónicas será a justiça social. “Sinto-me hoje muito mais preparado para este desafio, por ter passado oito anos na junta de freguesia”, frisou Vítor Marques, que também se mostrou convicto de que “é possível ganhar estas eleições, porque temos um bom projeto e um bom programa, e estamos reunidos de pessoas com competências”.

“O que nos une é a vontade de mudar”

Na apresentação do programa, o cabeça de lista à Assembleia Municipal, António Curado, disse que “este movimento foi construindo a sua identidade, partindo da cidadania para a ação política”, sendo “seguramente uma forma diferente de fazer política, que juntou diferentes sensibilidades, saberes, experiências, currículos e percursos de vida”. “O que nos une é a vontade de mudar e colocar Caldas da Rainha no patamar do progresso e desenvolvimento”, sublinhou.

Em relação ao cargo que pretende desempenhar, António Curado prometeu que dará “um cunho diferente a essa função, acompanhando e fiscalizando a atividade do executivo camarário”. Afirmou igualmente que “é preciso sair do marasmo em que nos encontramos, e é para isso que queremos contribuir”.

Além de ser cabeça de lista à Assembleia Municipal, o médico também estará encarregue da área da saúde e termalismo, onde pretende proceder à elaboração de um Plano Municipal para a Saúde no concelho. Além disso propõe apoiar a acessibilidade aos cuidados de saúde, em articulação com as Juntas de Freguesia, relançar o termalismo, através da construção de um balneário público termal e da transformação museológica de parte do edifício do hospital termal, a par com a criação de um alargado Centro de Conhecimento, na área da ciência das águas minerais, e ainda estabelecer “negociações reforçadas com vista à construção de um novo hospital, localizado em Caldas da Rainha, corretamente dimensionado para dar resposta à população da região Oeste”.

Do programa que desenharam para esta gestão autárquica também consta a área do ordenamento do território, economia, empreendedorismo e inovação, sendo defendido que “o atual plano diretor é efetivamente inadequado e não reflete a atual necessidade, sendo por isso urgente a sua revisão”, apontou o candidato a vice-presidente da Câmara, Joaquim Beato.

Pretendem ter um modelo de urbanismo moderno, assente na reabilitação urbana de todo o concelho, bolsas de estacionamento “para quem nos visita e cá trabalha, assegurando sempre a qualidade de vida dos residentes”, um gabinete de apoio ao empresário, um conselho estratégico empresarial, com vista ao levantamento dos principais problemas, e ainda a criação de uma marca agrícola de Caldas da Rainha, com inspiração na Praça da Fruta.

Na área do ambiente e qualidade de vida, a candidata à Assembleia Municipal, Maria de Jesus Fernandes disse que “propomos a redução da pegada ecológica, um plano hidrológico do concelho, melhorar o saneamento das ruas, criar melhores sombras e mais árvores, melhorar as hortas comunitárias, mas também criar condições para que depois na área da saúde, desporto e bem-estar as pessoas possam ter maior felicidade para viver em Caldas da Rainha”.

Relativamente à área da educação, cultura e património imaterial, o movimento pretende “criar um trabalho transversal”, frisou Conceição Henriques. Nesse sentido vai apostar numa política de educação que esteja ancorada e que promova o desenvolvimento local, num Plano de Recuperação das limitações e exclusões correntes da pandemia Covid-19, e num programa de reforço de apoio social.

Pretendem criar um Plano Municipal para a Cultura ou Património das Artes, organizar dois certames artísticos e um concurso anual de âmbito internacional sobre design e cerâmica, e por fim implementar um cluster de criação artística.

Na vertente do desenvolvimento humano, integração e inclusão social, o movimento vai procurar “construir um caminho de mudança, através de um trabalho árduo, complementaridade de saberes e vontade de fazer acontecer”, explicou a candidata a vereadora, Sara Oliveira. Nesse sentido pretende criar pontes de diálogo que “possibilitem uma intervenção social mais adequada às reais necessidades dos munícipes, sempre procurando soluções para as problemáticas”, implementar projetos de desenvolvimento de competências sociais e emocionais para crianças, e criar um centro local de apoio aos imigrantes, “potenciando o sentimento de pertença à comunidade e intervenção na vida pública local”. Desenvolver um programa de mobilidade reduzida, com especial enfoque na habilitação de passeios, de acessos a edifícios e melhor acessibilidade nas praias, e lançar um programa de habitação condigna para famílias, especialmente vulneráveis, são outras ideias.

Na área do desporto e juventude, o candidato a vereador, Pedro Sequeira, disse que “considerámos determinante criar novas respostas para os jovens, que possam influenciar positivamente as suas trajetórias de vida”. Também pretendem fomentar a formação transversal, que abranja o percurso escolar e as atividades extracurriculares, elaborar um plano municipal para a juventude do concelho, apostar na construção de uma identidade desportiva, implementar um plano de ação à criação de um cluster de atividades desportivas, e ainda fazer um levantamento das necessidades das coletividades, com vista ao reforço dos apoios municipais e na obtenção de financiamento.

No que diz respeito ao turismo e marketing territorial, o movimento vai desenvolver uma política de turismo em torno da marca das Caldas da Rainha, traduzida “na criação de uma imagem apelativa”, a criação de um plano municipal para o turismo, continuar a construção de ciclovias na sede do concelho, abrir concursos para construção de trilhos rurais, e ainda a criação de uma agenda municipal de eventos.

Para além da apresentação do programa, a sessão contou com dois momentos protagonizados por artistas locais.

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