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Inauguração da Capela de “Sant’Ana” em Salir do Porto com homenagem de barcos

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Situada no promontório junto à barra de São Martinho do Porto, lugar ermo e de difícil acesso, mas com uma localização privilegiada sobre o mar e a baía, a capela terá sido construída durante o século XII, sendo apontada como o edifício religioso mais antigo do concelho de Caldas da Rainha. É também vista como um lugar de grande valor sentimental e patrimonial para a população de Salir do Porto, tendo sido recuperadaxx.
A capela foi inaugurada perante dezenas de populares e de embarcações

Situada no promontório junto à barra de São Martinho do Porto, lugar ermo e de difícil acesso, mas com uma localização privilegiada sobre o mar e a baía, a capela terá sido construída durante o século XII, sendo apontada como o edifício religioso mais antigo do concelho de Caldas da Rainha. É também vista como um lugar de grande valor sentimental e patrimonial para a população de Salir do Porto, tendo sido recuperadaxx.

A capela, que se encontrava bastante degradada, e a área envolvente, foram alvo de obras de recuperação, facilitando assim a visita e a realização de eventos religiosos, nomeadamente peregrinações, retomando antigas tradições.

Orçada em mais de 115 mil euros, a obra foi suportada pela verba de fundos europeus, e pela angariação de fundos realizada por elementos da paróquia, Patriarcado de Lisboa, população de Salir do Porto e emigrantes, principalmente os residentes nos Estados Unidos da América…

Agora dotada de condições para a realização de culto religioso, a capela foi inaugurada e abençoada pelo

Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa, Daniel Henriques, seguida de uma missa no adro da Igreja de Nº Sra. da Conceição.

Ao evento juntaram-se diversas embarcações, que navegaram até às imediações da barra para prestar uma homenagem “a todos os homens do mar, que nele perderam as suas vidas”.

Presente na cerimónia de inauguração também esteve o presidente da Câmara Municipal, Tinta Ferreira, que referiu que “de geração em geração havia o desejo de restaurar esta capela, de modo a que ela voltasse a servir de culto, particularmente pela razão para qual ela foi construída, que é a proteção dos pescadores e do mar”. Recordou que durante muitos a capela era o local de despedida dos pescadores e suas famílias, bem como local de culto, onde também se realizavam celebrações religiosas, e nesse sentido, “finalmente ganhou-se coragem de fazer a requalificação”.

Apesar de “se encontrar em ruínas, havendo pouco a conservar”, a intervenção aproveitou “grande parte do que aqui existia para edificar de novo a capela”. Contudo, isso só foi possível, “por iniciativa essencialmente da Comissão da Fábrica da Igreja Paroquial de Nossa Senhora da Conceição, tendo a autarquia decidido acompanhar a população na requalificação do espaço, que é mais um elemento de atratividade do concelho, e que só podia voltar a servir o culto depois de ser abençoada”, explicou o edil.

Além das obras de requalificação, a autarquia também pretende criar melhores condições de acesso à Capela de Sant’Ana.

“Na zona mais inclinada de acesso à capela, estamos a concluir um projeto para ter algumas plataformas em madeira, que vamos apresentar às autoridades competentes para respetiva apreciação, no sentido de criar melhores condições de acessibilidade particularmente para essa zona, de forma a que mais pessoas possam aqui vir “, sublinhou Tinta Ferreira, esclarecendo que “dado o local onde está inserida existem algumas limitações, no que diz respeito às acessibilidades, não podendo haver assim intervenções profundas”.

O presidente da União de Freguesias de Tornada e Salir do Porto, Arnaldo Custódio, destacou que “este era um anseio muito antigo de toda a população e que hoje se torna realidade, dando assim a possibilidade de retornarem as peregrinações e tradições que havia antigamente”. “É um marco importante para todos”, frisou o autarca.

A capela também vai receber algumas missas ao longo do ano.

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