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Vítor Marques apresentou candidatos à Câmara e Assembleia Municipal

Marlene Sousa

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O movimento independente "Vamos Mudar", tendo como cabeça de lista Vítor Marques, apresentou no passado domingo, no Inatel, na Foz do Arelho, a lista de candidatos à Câmara e Assembleia Municipal de Caldas da Rainha nas próximas eleições autárquicas. “É um movimento de pessoas para pessoas, que aceitaram estar ao meu lado neste desafio para abanar e mudar o sistema que nos rodeia”, disse Vítor Marques, que quer criar “uma política de proximidade e estar ao serviço de todas as freguesias e munícipes”. O líder da candidatura diz que as expetativas nos últimos seis meses ganharam uma dimensão “bastante rica” e acredita que “é mesmo possível ganhar as eleições”.
Movimento "Vamos Mudar", tendo como cabeça de lista Vítor Marques

Se é um movimento mais ligado à esquerda ou direita, Vítor Marques disse que na lista tem pessoas de ambos os enquadramentos e “é isso que vai fazer toda a diferença”, salientou, acrescentando que não vão focar-se em partidos, “mas sim em pessoas”.

“O desafio é tirar proveito dessas individualidades com mérito para ganho coletivo”, adiantou, apontando que é “uma oportunidade única de nos envolvermos todos pelo nosso concelho”.

O cabeça de lista considera que os partidos têm que “mudar de atitude”, falha que tem levado ao aparecimento de mais movimentos de cidadãos independentes, porque “alguém não está a fazer o seu trabalho”.

Vítor Marques garantiu que a sua equipa tem um “projeto e uma missão ambiciosa para quatro anos”, enquanto “outros se apresentam já à partida com vontade de sair a meio”.

O candidato à presidência da Câmara das Caldas afirmou a necessidade de estarem atentos à “crise económica”, acrescentando que “a pandemia provou que a equidade e saúde são fundamentais”.

No plano de saúde, o líder do movimento “Vamos Mudar” referiu que o “hospital das Caldas perdeu valências ao longo dos últimos anos, verificando-se uma ausência de determinação e ambição no propósito de alcançar uma nova estrutura hospitalar para o concelho e para a região”.

No plano da justiça, salientou que o tribunal, inaugurado com o estatuto de comarca, vê-se hoje “reduzido a um tribunal menor, tendo perdido valências para a vizinha cidade de Alcobaça, como sejam os juízes de comércio e execução, assim pondo em causa a expansão dos setores industrial e comercial, com graves prejuízos para o desenvolvimento económico do território”.

Na vertente da mobilidade, sublinhou que Caldas “perdeu ao longo das últimas quatro décadas acesso a uma ferrovia viável, mediante o inexplicável retrocesso de não ter hoje, como tinha há décadas, uma ligação rápida ao centro de Lisboa, servida por comboios minimamente aceitáveis em termos de conforto”.

Do ponto de vista ambiental e da sustentabilidade, e da sua repercussão na qualidade de vida dos habitantes, “inexplicavelmente, o concelho não dá provas de ter entrado no século XXI”, apontou o candidato, considerando Caldas “hoje mais desordenada, mais irrelevante e menos atrativa do que já foi no passado”. “Vem sendo ultrapassada, a nível nacional e regional, por concelhos de menor dimensão e sem algumas das condições diferenciadoras que começámos por enunciar”, adiantou.

“A ideia central desta candidatura é a de desenvolver o conceito de concelho em rede”, apontou Vítor Marques, acrescentando que tal esforço “deve ser acompanhado, no plano regional, pelo desenvolvimento sistemático de vias de cooperação com os concelhos vizinhos com vista a uma atuação mais efetiva junto do poder central”.

Propõe aos habitantes do concelho um projeto que “comporta criar novas dinâmicas, estimular a participação dos cidadãos e das forças vivas do município, envolver ativamente escolas, agentes culturais e associações”.

Em suma, pretende “almejar e concretizar mais na saúde, na justiça, na educação, na cultura, no urbanismo e ordenamento do território, na mobilidade, na atividade física e no desporto, no ambiente e na integração social, para a construção de um concelho que ofereça aos diversos setores produtivos condições de desenvolvimento sustentado que atraiam e fixem empresas e pessoas – fator basilar para o progresso de qualquer região”.

O médico António Curado, que encabeça a lista à Assembleia Municipal, declarou que sempre nutriu um “gosto especial pelas causas públicas”, na defesa do “bem-comum”, considerando que neste concelho tem faltado “alguma participação cívica”. Para este candidato, a política é a “defesa de causas”, prometendo contribuir para a defesa do ambiente, criação de ciclovias, bem estar social, valorização do território, área da saúde com maior acessibilidade às freguesias, entre outros tópicos

O movimento pretende candidatar-se a todas as freguesias. No próximo domingo, pelas 12h00, decorrerá no coreto da Foz do Arelho a apresentação dos candidatos daquela freguesia.

Candidatos

Câmara Municipal: Vítor Marques, Joaquim Beato, Maria da Conceição Henriques, Pedro Sequeira, Sara Oliveira, António Vidigal, Fábio Santos, Mónica Rosário, Bernardo Santos, Angélica Cruz, Carla Oliveira e Rodrigo Baptista

Assembleia Municipal: António Curado, Maria de Jesus Fernandes, Joaquim Sobreiro Duarte, Mara Marques, Luís Rolim, Luís Paulo Baptista, Inês Fouto, João Gomes, Inês Vieira Alves, José Luís Almeida, Dulce Nunes, Cristina Martins, Eduardo Matos, Manuela Baroso, Paulo Sérgio Sousa, Jacinto Gameiro, Ana Luísa Faro, Rui Vogado, Reginaldo Branco, Sofia Almendra, Amador Fernandes, Rafael Baptista, José Simões, Micael Pedro, Manuel Monteiro, Fernando Ribeiro Branco e José Manuel Cardoso.

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