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Irritabilidade política

Rui Calisto

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Posso dar-me ao luxo de dizer que tenho grandes amigos em todas as forças partidárias. O segredo é simples: Não levantar celeumas que podem levar a uma rutura, pois, para mim, é mais importante o amigo do que outras questões. Não quero com isto dizer que fecho-me completamente e não comento, com quem está no poder local, acerca uma ou outra situação que me é mais sensível. O alheamento total não seria benéfico para a saúde política das Caldas da Rainha. Convém, sempre que possível, assinalar os pontos que devem ser alvo de reparos e mudanças.

Infelizmente, o diálogo aberto e franco deixou de existir dentro de alguns partidos. O que é prejudicial para o concelho e, principalmente, para o vigor da democracia.

A minha área, a cultura, passou a ser arma de arremesso político. De vez em quando, nas páginas dos jornais locais, surgem iluminados a “mandar bitaites” sobre esse setor. O que é assustador, pois, se essas pessoas ganham espaço político, podem comprometer, e muito, a referida pasta.

Os “visionários” são perigosos, deles nada se espera. Um município como o das Caldas da Rainha (que pelo seu peso histórico poderia ser a capital do distrito) não pode ficar à mercê de pessoas que pensam somente em satisfação pessoal e em acumulação de riqueza. É necessário ampliar horizontes. Colocar em prática métodos cujo cerne esteja centrado em sabedoria e conhecimento, e não em compadrios e troca de favores.

Os que se aproximam dos partidos e possuem interesses pessoais muito vincados acabam por enegrecer a democracia. Há espécimes curiosos, tapados com a capa da virtude, que ascendem pelo poder exercido sobre o desconhecimento geral. Péssimo para uma localidade que se quer grande.

Estou atento aos nomes que vão surgindo nas listas que estão a ser compostas. Alguns, com toda a certeza, são tiros no pé. Passar, por livre e espontânea vontade (decisão tomada, por motivos profissionais, em junho de 2020), a ser apenas um observador, e crítico político, permite-me auscultar todas as partes com cuidado e minúcia. Faculta-me, também, a possibilidade de perceber como são feitas as escolhas possíveis para determinadas, e importantes, pastas. Confesso: Estou aterrorizado com a inclusão de alguns nomes (a oposição é enervante. Não consegue perceber que o que pode mudar o cenário político local é completamente diferente daquilo que vem propondo, e que as escolhas que faz não podem recair em amostras de iluminismos bacocos).

Mais de metade dos candidatos conhecidos até agora (de todas as forças políticas) não tem a mínima noção de qual é o cerne da Revolução dos Cravos. Desconhecem, também, o verdadeiro significado da palavra democracia (não, não é o que está na Wikipédia). Só o que lhes interessa é visibilidade social. Uma tristeza.

Quando queremos conhecer alguém politicamente basta fazer três perguntas: O que é a cultura? Ela pode ser uma alavanca económica para o município? Consegue explicar como?

É nesse momento que ocorre o espalhanço. Depois ficam irritados, coitados (o que me faz rir desbragadamente).

Não peço desculpa pela minha assertividade, pois quero o melhor para este concelho, quero doutrina democrática plena, e que evitemos, a todo o custo, chegar ao apontamento de George Bernard Shaw (1856-1950): “A democracia muitas vezes significa o poder nas mãos de uma maioria incompetente”.

As autárquicas estão perto e a maioria dos eleitores continua alheada, e a “deixar-se levar pelas falinhas mansas”, um perigo, pois poderá permitir que determinadas pessoas, sedentas por ascender politicamente, cheguem a importantes posições de decisão. É necessário agir com inteligência, como fizemos nas recentes eleições do Montepio Rainha D. Leonor.

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