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Hospital Termal reabriu “época balnear” nas comemorações do Dia do Município

Mariana Martinho

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As termas caldenses reabriram portas no passado sábado, Dia da Cidade, com as consultas e tratamentos do aparelho respiratório, depois de uma suspensão de quatro meses, devido à pandemia. Essa reabertura, que “este ano coincide com a realidade” (habitualmente é simbólica), ficou também marcada pela presença do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, António Lacerda Sales, que durante a cerimónia de abertura do Hospital Termal anunciou que os tratamentos termais prescritos pelo Serviço Nacional de Saúde continuarão a ter uma comparticipação de 35% até ao valor de 95 euros.
A cerimónia de reabertura contou com a presença do secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales

Encerradas desde meados de janeiro, as termas caldenses retomaram atividade no Dia da Cidade, data em que tradicionalmente o hospital abria para os tratamentos, sendo que “este ano fazia todo sentido tornar o simbolismo daquilo que era uma abertura simbólica numa realidade”, frisou o presidente da Câmara Municipal, Tinta Ferreira, durante a cerimónia de abertura do Balneário Novo, que “reabre oficialmente hoje a sua época balnear”.

Aproveitou a ocasião para recordar que este processo começou para o município em 2016 e que foram feitas obras que permitiram numa primeira fase reabrir a atividade termal, no Balneário Novo, com qualidade e segurança aos utentes, ao nível dos tratamentos de nebulização, irrigação nasal, pulverização faríngea, inalação e aerossóis, além das técnicas de aplicação médica e da higienização bucal.

A esta valência vão juntar-se “dentro de meses” os tratamentos destinados a problemas reumáticos e músculo-esqueléticos, que irão funcionar na ala sul do Hospital Termal, que neste momento ainda se encontra em processo de requalificação.

“O objetivo é termos uma ala com várias banheiras, novos duches, e outros serviços de bem-estar, que permitam que o hospital volte a funcionar em pleno, com mais valências, de modo a que rapidamente possamos voltar a ter o número de utentes que tínhamos no passado”, destacou o edil.

Também está prevista a criação de uma piscina de reabilitação e outros serviços no rés do chão do Balneário Novo, completando o ciclo de tratamentos termais, e “no futuro, um projeto global de reabilitação do próprio edifício do Hospital Termal”.

“Atividade termal faz parte da nossa história”

Nesta “abertura simbólica da época termal” na cidade também esteve o secretário de Estado Adjunto e da Saúde, Lacerda Sales, que destacou a importância da portaria publicada na passada sexta-feira, que estabelece para este ano uma comparticipação de 35% até ao limite de 95 euros para os tratamentos termais prescritos pelo Serviço Nacional de Saúde (SNS).

“Esta comparticipação dá um novo alento às termas, que não são só um complemento às necessidades da saúde”, afirmou Lacerda Sales, frisando que a portaria foi alterada em parceria com a secretaria de estado do Turismo, “num bom exemplo de cooperação intersetorial dentro do governo”. Com esta portaria, “o governo mantém a confiança no termalismo e na sua contribuição para a proteção da doença e da saúde, após dois períodos difíceis derivados da doença que obrigaram a suspensão desta atividade”, apontou o responsável.

Lacerda Sales também frisou que “as termas por um lado promovem estilos de vida, e por outro promovem os recursos locais, e por isso é importante reconhecer a atitude da autarquia local, pois de facto Caldas da Rainha é um concelho com história, presente e futuro”. Nesse sentido, defendeu que as águas termais devem ser vistas numa ótica de saúde, mas também de lazer, com a opção de estilos de saúde saudáveis.

O diretor clínico, Jorge Santos Silva, garantiu que “as termas históricas das Caldas da Rainha vão desempenhar um papel importante nas sequelas do pós-covid, e é nesse sentido, que vamos continuar a melhorá-las e modernizá-las, tornando-as assim mais funcionais”.

Antes da reabertura do Balneário Novo, a comitiva prestou a habitual homenagem à Rainha D. Leonor, e assinou o ato de consignação da reabilitação do parque infantil do Parque D. Carlos I, que “já tinha sido alvo de uma intervenção há uns anos, mas que agora vai receber uma requalificação melhor e mais adaptada às regras e exigências de hoje em dia”, explicou o autarca. Esta empreitada, que terá um prazo de 60 dias e um orçamento de cerca de 100 mil euros, resulta de um projeto vencedor do Orçamento Participativo Municipal, “que finalmente vai poder ser concretizado”, sublinhou Tinta Ferreira.

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