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Obras muito necessárias nas Caldas da Rainha

Rui Calisto

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Como havia assinalado no ano de 2009, há muito que as ruas, avenidas e praças deste concelho deveriam ter sido intervencionadas, não apenas para a substituição de velhas tubulações de amianto nas redes de água e esgoto, mas também para o alargamento de passeios e o melhoramento dos mesmos.
Rui Calisto

É de referir que, com as obras que atualmente se executam, aumenta exponencialmente a qualidade de vida e a segurança dos transeuntes e dos veículos.

Vejo, portanto, com bons olhos as obras que a Câmara Municipal vem efetuando em Santo Onofre – intervenção operada, não há muito, também, em N. S. do Pópulo, Coto e São Gregório, assim como na Zona Poente (Salir do Porto, Serra do Bouro, Tornada, Nadadouro e Foz do Arelho), na Zona Nascente (Santa Catarina, Carvalhal Benfeito, Salir de Matos) e na Zona Sul (A-dos-Francos, São Gregório, Landal, Alvorninha e Vidais) – uma requalificação que trará uma melhor condição de existência a todos os munícipes.

É um incómodo, sem dúvida, termos obras na porta de casa, mas devemos pensar, por exemplo, na melhoria das propriedades da água que sai das nossas torneiras, se a rede de abastecimento for substituída, ou na falta que fazia o rebaixamento dos passeios (as pessoas que dependem de cadeiras de rodas que o digam).

Uma cidade que se quer grande, necessita de um sistema viário e de um calçamento equiparados às urbes do decantado Primeiro Mundo, para isso é essencial que a população compreenda a urgência em efetuarmos algum sacrifício (o que no caso das Caldas da Rainha é mínimo, pois as obras viárias estão a seguir um curso célere, bem dentro do previsto, segundo fonte segura de informação).

Há muitos meses, em conversa com o sr. presidente da Câmara Municipal, disse-lhe que seria necessário o executivo camarário possuir um novo modo de pensar Caldas da Rainha, referindo-me a determinadas ações relacionadas com o ambiente, o turismo e a cultura. A resposta veio ligeira e positiva, com mostras do que está a ser ultimado para benefício dos caldenses. Ato que demonstrou que esse autarca, há muito, vem pensando o concelho de um modo amplo e futurista, adaptando-o às novas tendências da União Europeia, nas mais variadas esferas.

É esse o tipo de diálogo, entre a Esquerda e a Direita, que deve existir. Sem interferências entre ideais e ideologias. É possível “pensar Caldas da Rainha” de um modo isento, não é um exercício fácil, mas é fundamental. Aliás, o novo colóquio (mundial) acerca das políticas de base começa a demonstrar que (devido ao caminhar avassalador da corrupção, tanto na Esquerda quanto na Direita), o que será o protótipo de governação nas próximas décadas, está mais voltado para a pessoa do que para o Partido. Num futuro, que ambicionamos seja próximo (em Portugal deve acontecer muito tarde, devido ao gene da corrupção entranhado no sangue de muitos), a política será – realmente – um dos pilares da construção de uma sociedade melhor.

Até lá, ainda vamos ouvir o populista dizer que é importante combater o populismo, e o corrupto a anunciar que é um pilar contra a corrupção. Esse tipo de político é aquele que falaciosamente mais espaço de ação consegue na comunidade, pois, a falta de empenho e consciência cívica de uma grande fatia da população, ainda faz com que esta se deixe seduzir por palavreado oco e superficial.

Este município pode distanciar-se desse cenário, afinal, em maior ou menor número, existem pessoas corretas em todas as suas forças partidárias. É possível um diálogo intenso e amplo, mantendo-se o respeito ao ideal e à ideologia de cada um.

Por enquanto, vamos pensando o concelho de um modo mais prático, com menos poluição e melhor qualidade do ar e, para isso, a execução das obras em curso é relevante.

Caldas da Rainha possuía características de aldeia estreita e insalubre. A nova estética começa a alterar o quadro.

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