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Aumento da população idosa obriga a reforçar atenção à saúde

Mariana Martinho

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Nos últimos cinco anos, o concelho de Óbidos foi o único da Região Oeste que registou um aumento de população, contando atualmente com cerca de 11.850 habitantes, e onde a esperança média de vida e a população com mais de 65 anos também aumentou. Estes dados fazem parte do perfil de Saúde do concelho de Óbidos, que foi apresentado na passada quinta-feira, pela Unidade de Saúde Local, no auditório Municipal da Casa da Música, no âmbito das iniciativas do Mês da Saúde.
Responsáveis de entidades presentes na apresentação do perfil

A obesidade e as patologias associadas são as que registam maior recurso a medicamentos no concelho.

O documento, que tem como base dados recolhidos a partir de registos do Instituto Nacional de Estatística (INE) e da empresa PorData, indica que a população na região Oeste tem apresentado um crescimento negativo nos últimos cinco anos, à exceção do concelho de Óbidos, que registou um aumento populacional.

“A pirâmide etária também tem sofrido algumas alterações com aumento da população de mais de 65 anos, da esperança média de vida, e consequente aumento da dependência”, informou a médica de Saúde Pública na unidade local, Teresa Carvalho.

No que diz respeito aos cuidados de saúde, o perfil conclui que o concelho de Óbidos “se encontra muito bem posicionado nas várias dimensões, em especial no âmbito da saúde escolar, da saúde mental e da cobertura vacinal”, afirmou Teresa Carvalho, apontando como pontos a melhorar, “a obesidade e o controlo de fatores de risco cardiovascular, que se traduz num maior consumo de recursos e medicamentos para o controlo das várias doenças associadas”.

Presente na apresentação também esteve a delegada de Saúde de Óbidos, Fátima Pais, que disse que “as questões relacionadas com a obesidade e depois aquilo a que chamamos as patologias associadas, como as doenças cardiovasculares e a diabetes, entre outras, são os principais fatores de risco no concelho”.

Projetos no Mês da Saúde

Com base no perfil também foi elaborado um projeto de literacia para o concelho de Óbidos, uma vez que “a saúde não é apenas a ausência da doença, mas um estado completo de bem-estar físico, mental, e social”, pelo que “a literacia tem um papel fundamental na promoção e manutenção da saúde”, explicou Teresa Carvalho. Esse projeto, entre outros que foram apresentados no âmbito do Mês da Saúde, visa “criar um programa de literacia em saúde para o concelho, de modo a promover a saúde e a diminuir o impacto da doença na qualidade de vida”, esclareceu.

No âmbito do projeto foram estabelecidas várias parcerias e atividades, sendo uma delas a iniciativa “Venha falar connosco sobre a sua saúde”, desenvolvida em parceria com a Câmara de Óbidos, e que levará durante o mês de maio uma unidade móvel de saúde a todas as freguesias do concelho. Contará com uma equipa médica que falará com a população sobre a gestão ativa da saúde, a importância da nutrição, os riscos da obesidade e a avaliação dos fatores de risco cardiovascular associados.

Outro projeto é o “Mapa da Saúde”. Esta plataforma informática, segundo a médica, permite que “os utentes possam inserir os dados como a idade e as respetivas comorbilidades e recebe informações sobre os passos a realizar no futuro próximo, informando os exames que será aconselhado fazer”.

Foi também apresentado um estudo realizado pelo Gabinete de Nutrição do Município de Óbidos, ao longo de três anos, nos estabelecimentos escolares e Centros de Convívio do programa municipal “Melhor Idade”, onde se verificou uma diminuição da obesidade e excesso de peso.

Em colaboração com o pelouro de Saúde e Bem-estar serão lançadas novas ações, entre as quais um concurso de fotografia denominado “A minha saúde em imagens” ou o “Vamos dançar como se ninguém nos visse”, um projeto que pretende pôr a dançar os funcionários e residentes dos lares de idosos de concelho, procurando ativar sentimentos positivos através da dança.

Outro projeto que passa pela prevenção será o levantamento e a identificação de todos os poços do concelho, visando a implementação de medidas de proteção e segurança, quer a nível da estrutura quer do controlo da qualidade da água, de acordo com o tipo de utilização a que se destina.

Para Margarida Reis, vereadora responsável pelo pelouro da Saúde e Bem-Estar, “a estratégia é apostar na Literacia em Saúde”, um processo que permite que informação se transforme em conhecimento e que as atitudes se traduzam em comportamentos esclarecidos”.

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