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“Águas Mornas”, mas pouco…

António Freitas

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Há muito que esta metafórica forma de "caraterizar" os caldenses vem sendo utilizada, por sucessivas gerações, dos mais diversos quadrantes, nas mais diversas situações, nem sempre com o mesmo intuito...

Esta designação terá tido origem numa lógica de denominação, diretamente ligada à importância fundamental que a circunstância e a atividade termal tiveram, na génese, fundação, crescimento e desenvolvimento de Caldas da Rainha e do seu concelho. Águas Termais = Águas Mornas”, parece óbvio – nada a obstar(…)!

Acontece que, desde tempos remotos, se foi também utilizando a “expressão” com o jocoso sentido de criticar uma determinada tendência, postura e cultura de laxismo, comodismo, imobilismo ou absentismo, de algumas pessoas, ligadas ou não aos destinos da nossa urbe, tendo-se vindo a generalizar como forma de designar todos os caldenses, o que não é, de todo, justo.

Tenho para mim que a gestão autárquica, pela sua importância, não se deve pautar exclusivamente por ditames de afirmação ideológica, puros interesses político-partidários ou simplesmente pessoais, mas antes por uma multifatorial capacidade de visão estratégica, análise detalhada, elaboração programática e, sobretudo, ação executiva dos seus protagonistas.

Por outro lado, a colegial diversidade de pensamentos e opiniões é indispensável, quando se trata de enfrentar e levar de vencida um desafio com as caraterísticas que este encerra, tendo em conta a incontornável determinância que as decisões tomadas assumem, ao nível das comunidades municipais, entendidas no seu todo.

Claro que, na base da legítima aspiração aos patamares do poder, a influência político-partidária está instalada e condiciona as escolhas eleitorais, no que concerne também à gestão das autarquias. Como contraponto a esta realidade, tem-se vindo a verificar e a acentuar uma real tendência para o surgimento e afirmação de movimentos independentes de cidadãos, que se organizam de forma a apresentar candidaturas às eleições autárquicas, fora do espetro e do espartilho partidário. É justamente esse o caso do movimento que recentemente foi anunciado como candidato às próximas eleições autárquicas, na nossa cidade.

Com o património termal delapidado por sucessivos episódios político-administrativos e por efeito da terrível “bactéria”, que se foi instalando nas canalizações (sobretudo nas do raciocínio, da vontade e da decisão), com a indústria da cerâmica reduzida a “uma meia-dúzia” de unidades em pleno (…) funcionamento, Caldas é hoje uma cidade que vai respirando com laivos de modernidade, expressa nos planos: da edificação e requalificação urbana; das acessibilidades, excluindo naturalmente a “moribunda” linha ferroviária do Oeste; do renovado mercado diário da Praça da Fruta (verdadeiro ex-libris); da reconhecida qualidade dos seus a estabelecimentos de ensino, a diferentes níveis, de que a ESAD.CR é um “farol” de referência a nível nacional e internacional; da positiva e regular programação do calendário de eventos temáticos da Expoeste, pólo dinamizador da afluência de inúmeros visitantes à cidade; das múltiplas associações e instalações desportivas em actividade; das instalações de carácter cultural (sendo o CCC a verdadeira “jóia da coroa”) e museológico; do preservado (…) património histórico-monumental e da diversificada oferta turística da região…

Mas, falta-lhe o vital “pulmão” da efectiva recuperação, modernização, pleno funcionamento e reafirmação das suas Termas, no mercado nacional e internacional do sector e, bem assim, a captação e instalação de novas indústrias no concelho, perdida que foi a importância local da cerâmica, dos pontos de vista: industrial, laboral, económico e social.

Efetivamente, mais do que de: “doutas opiniões”, veladas ou explícitas exibições do ego e tendenciosos impulsos de afirmação, político-partidária ou individual, precisa-se de uma visão estratégica séria, competente e global, e de uma capacidade executiva irrepreensível, que permitam verdadeiramente “renascer das cinzas”, impostas por esta inesperada e demolidora pandemia, que se vieram juntar aos problemas e desafios que já estavam instalados no horizonte próximo.

As “águas” da política autárquica local estão agora “agitadas” e, longe de estarem “mornas”, começam a “levantar fervura” (…), espera-se e deseja-se que não cheguem a “entrar em ebulição”…

Alguém disse, referindo-se a este assunto, que “a procissão ainda vai no adro”…oxalá “os fiéis” estejam atentos, reflictam, “façam as suas preces” e não se apressem em fazer chegar, de forma precipitada, o(s) santo(s) ao(s) altar(es).

O tempo urge: o futuro foi ontem, o passado será amanhã, o presente é hoje e está nas mãos de todos nós.

“Águas Mornas”, mas pouco…

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