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Polémica em obras na escadaria do Mosteiro de Alcobaça

Francisco Gomes
16 de Fevereiro, 2021
A Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) negou ter feito uma intervenção de betonagem nos degraus de escadaria monumental do Mosteiro de Alcobaça, como acusou a comissão política concelhia do PS desta cidade, esclarecendo ter realizado uma ação para preservar a escadaria sem causar danos, mas as explicações não convencem os socialistas.
Intervenção na escadaria do Mosteiro

Em comunicado, Rui Alexandre, presidente do PS de Alcobaça, tinha afirmado ter sido confrontado na semana passada “com a utilização de betão no ‘restauro’ da escadaria monástica ou a construção de uma rampa de acessibilidade na ala norte do Mosteiro”, considerando que “qualquer das situações é grave, pois estamos certos que, há outras formas de o executar sem prejudicar o património”.

Sustentando tratar-se de uma “atrocidade”, o PS de Alcobaça exigiu explicações.

A DGPC respondeu ser “uma informação falsa, que de modo algum corresponde à intervenção em curso neste monumento”, indicando que “as consequências desta mentira ultrapassam o âmbito local, afetando a reputação de Portugal – e do nosso património – no mundo, nomeadamente junto de instâncias como a Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO)”.

Segundo a DGPC, encontra-se em curso no Mosteiro de Alcobaça a empreitada “Conservação e Restauro da Fachada Oeste e Norte Rebocada”, com conclusão prevista para julho de 2021. Dela fazem parte diversos trabalhos, entre os quais o tratamento da pedra da fachada da Igreja, a reparação e pintura de rebocos, caixilharias e gradeamentos e também a melhoria das condições de acesso exterior à nova Portaria-Bilheteira do Mosteiro.

“O acesso exterior compreende uma escadaria muito danificada pelo tempo e pelo uso. Os seus degraus apresentam deformações consideráveis e perdas muito significativas de material pétreo colocando em risco a sua utilização em condições de segurança. Nestas circunstâncias, e para preservar a escadaria, entendeu a equipa projetista não substituir ou reparar as pedras existentes – princípio da autenticidade – tendo optado por revestir os degraus em dois lances simétricos, junto do muro do varandim, por uma chapa de aço cortene (com o aspeto idêntico à guarda do varandim), revestida interiormente por um filme de borracha expandida”, explicou a DGPC.

Adiantou que “uma vez que a chapa de aço não pode ser colocada diretamente sobre uma pedra instável sem causar danos e de forma segura para o utilizador, a superfície dos degraus foi regularizada com recurso a uma argamassa de cal e areia separada da pedra por uma manta de fibra geotêxtil, o que permite que, em qualquer altura, possa ser removida – princípio da reversibilidade”.

“Ao longo destes dois lances de chapa de aço cortene que dão acesso ao varandim da fachada do Mosteiro – e consequentemente à nova portaria e à Igreja – será também instalado um corrimão, permitindo a circulação segura de fiéis e visitantes”, relatou.

Rui Alexandre desmentiu: “Entre as pedras monásticas e a argamassa não existe tela nenhuma”.

A empreitada em curso e a “Requalificação da Portaria e Loja”, concluída em dezembro de 2019, constituem as duas componentes com que a DGPC candidatou o Mosteiro de Alcobaça ao programa de financiamento europeu Centro 2020 e que dão cumprimento ao Plano Diretor 2016/26, aprovado para o imóvel.

Recentemente o Mosteiro de Alcobaça esteve também no centro das atenções devido ao Relatório do Património Mundial em Risco do Conselho Internacional de Monumentos (ICOMOS), que entende que o projeto de instalação de um hotel em espaços pertencentes ao Mosteiro merece um alerta de risco, baseado sobretudo na falta de observação das diretrizes da Convenção do Património Mundial.

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