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Pinheiro abatido na Escola do Avenal causa contestação

Mariana Martinho

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O abate de um pinheiro com cerca de 45 anos na Escola Básica do Avenal, nas Caldas da Rainha, que se verificou na tarde do passado dia 2, gerou alguma contestação. A vereadora da Educação, Maria João Domingos, justificou que a medida deveu-se ao facto de “um dos pinheiros existentes interferir com a implantação do novo refeitório da escola, nomeadamente pela sua proximidade com a sapata de um dos pilares desta nova construção”, adiantando que “a concretização das necessárias escavações também atingiria as raízes do pinheiro, pondo em causa a sua estabilidade”. Apesar da situação, a autarca afirmou que serão implantadas novas árvores em acréscimo ao conjunto arbóreo da escola, assim que terminarem as obras de requalificação.
Pinheiro abatido gerou controvérsia

Esta situação gerou vários comentários nas redes sociais, sobretudo na página do movimento “Queremos as Caldas da Rainha com mais árvores”, contra a intervenção camarária, onde se comentou que “assim se acaba com uma vida de dezenas de anos! Para que serve o que andamos a ensinar há anos? Proteção da Natureza?”.

“Enquanto nos países civilizados se adequam as construções à natureza, aqui destrói-se o natural para construir”, lê-se noutro comentário.

“Continua o assassinato de árvores. Agora, na Escola do Avenal. Só param quando não restar nada!”, mais uma exclamação indignada.

O JORNAL DAS CALDAS questionou a vereadora da Educação, que respondeu que, no âmbito da intervenção na Escola do Avenal, para “além da requalificação dos edifícios existentes, foi considerada a necessidade de construção de um novo edifício e ampliação de outro, de modo a permitir outras funcionalidades”. Para isso, a “equipa projetista teve instruções e procurou que a implementação adequada das novas construções interferisse o menos possível com o arvoredo existente”.

No entanto, segundo a vice-presidente da Câmara Municipal, verificou-se que “um dos pinheiros existentes interferia com o novo refeitório a implantar ao longo da Rua José Rodrigues Girão, no canto sudeste do terreno, nomeadamente pela sua proximidade com a sapata de um dos pilares desta nova construção”. Essa mesma árvore condicionaria a execução da entrada de serviço, ou seja, o acesso a cargas e descargas ao novo refeitório, em cumprimento de requisitos legais.

Além disso referiu que “a concretização das necessárias escavações também atingiria as raízes do pinheiro, pondo em causa a sua estabilidade”. “Em face desta conflitualidade vimo-nos forçados à retirada da árvore, aguardando-se ainda condições para, em segurança, arrancar o cepo e raízes, dada a passagem de tubagem de gás da rede existente”, esclareceu a autarca.

A mesma situação ocorre com a ampliação da biblioteca, “em que igualmente o cedro existente conflitua com a execução de uma outra sapata e com os arranjos exteriores de implementação das ligações entre os espaços funcionais”, acrescentou.

Apesar da situação, Maria João Domingos garantiu que serão implantadas novas árvores em acréscimo ao conjunto arbóreo da escola, assim que as obras de requalificação ficarem concluídas.

Remodelação com prazo de execução de 270 dias

“A Câmara Municipal das Caldas da Rainha tem feito uma grande aposta na requalificação do parque escolar do concelho, de modo a proporcionar às nossas crianças, ao pessoal docente e não docente, as melhores condições de trabalho e de conforto, fundamentais para o desenvolvimento de um processo educativo de qualidade”, manifestou Maria João Domingos. Nesse sentido foram feitas requalificações na Escola do Bairro dos Arneiros e na Escola da Encosta do Sol, sendo agora a vez da Escola do Avenal.

A remodelação desta escola tem um prazo de execução de 270 dias e “a autarquia está a acompanhar os trabalhos para garantir o cumprimento dos prazos e o rápido regresso da atividade letiva”.

Prevê-se a resolução de problemas de degradação construtiva e adequar este equipamento educativo às novas realidades socioeducativas. Além de melhorar o conforto térmico e acústico do edificado, com a substituição de pavimentos, revestimentos e caixilharia, também está prevista a subida do nível de certificação energética do edifício, através da instalação de painéis solares. Proceder-se-á ainda à modernização e redimensionamento de instalações sanitárias, a concretização de novas acessibilidades, incrementados meios de comunicação telefónicos e digitais, e substituídos os recursos tecnológicos, equipamentos e mobiliário.

Igualmente será construído um novo edifício destinado à cozinha e ao refeitório, que “permitirá a confeção e serviço no local, ao contrário do que sucedia até aqui, de cerca de trezentas refeições (pré-escolar e 1º ciclo), garantindo assim a organização de espaços de armazenamento, preparação, confeção e distribuição previstas na legislação em vigor, com utilização de equipamentos e fortes ligações funcionais ao edificado existente”.

A atual biblioteca irá manter-se e o atual espaço de refeitório será reconvertido para sala multifuncional de atividades, ambas com “forte ligação aos outros espaços funcionais”, com sala e gabinetes de trabalho da equipa docente e de atendimento familiar.

Para além destas novidades, o projeto de reabilitação prevê ainda algumas intervenções para eliminar patologias construtivas no edifício de educação pré-escolar, nomeadamente ao nível da cobertura, promovendo-se igualmente melhoria de conforto térmico e das condições educativas das salas com pequenas alterações na compartimentação do interior.

Face a isso, “estamos certos que esta intervenção vai contribuir para a melhoria da resposta funcional a todos os utilizadores deste equipamento, alunos, famílias e profissionais de educação, mas sobretudo para mobilizar condições ao incremento da qualidade educativa que todos almejamos”, destacou a vereadora da educação.

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