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Internamento esgotado nos hospitais do Oeste

Francisco Gomes

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Os hospitais da região Oeste aumentaram a capacidade de internamento dedicada a doentes infetados pela Covid-19 mas as camas ficaram quase todas ocupadas. Não há possibilidade de aumentar mais, alertou a administração hospitalar.
“A situação já ultrapassou o limite” afirmou o porta-voz da comissão de utentes

O Centro Hospitalar do Oeste (CHO) tem cerca de 60% das camas de internamento dedicadas a doentes infetados pela Covid-19. A lotação foi aumentada nas Caldas da Rainha com uma nova enfermaria Covid com 27 camas e em Torres Vedras há mais 12 camas, permitindo no total acolher 142 doentes.

A meio desta semana estavam internados nas enfermarias Covid do CHO 134 doentes – 43 na unidade das Caldas da Rainha e 91 em Torres Vedras – mas havia doentes nas urgências para preencher as vagas de internamento.

A comissão de utentes diz que a lotação está esgotada. “A situação já ultrapassou o limite, o que preocupa a comissão, que acompanha diariamente a evolução”, afirmou o porta-voz, Vítor Diniz, ao JORNAL DAS CALDAS.

Embora nas Caldas da Rainha a imagem de ambulâncias em fila de espera com doentes para serem atendidos não seja habitual, como durante alguns dias têm acontecido em Torres Vedras, tem-se verificado a retenção de macas durante um largo período de tempo, motivando queixas de corporações dos bombeiros.

Há dias os bombeiros de Óbidos relataram que ficaram “várias horas com as macas retidas no Hospital de Caldas, condicionando significativamente a prestação do socorro à população por falta de recursos materiais”.

A direção hospitalar assegurou que “ao nível dos Serviços de Urgência Covid e não Covid, a situação está presentemente controlada, não se verificando tempos de espera relevantes”, mas admitiu que não será possível aumentar mais a capacidade de internamento Covid. “Temos limites e não podemos continuar a abrir mais enfermarias Covid, porque há doentes não Covid que também precisam de ser assistidos”, declarou ao JORNAL DAS CALDAS Elsa Baião, administradora do CHO.

O aumento da área de internamento para doentes Covid-19 nos dois hospitais só tem sido possível porque “há menos doentes não Covid do que noutros períodos”. Por outro lado, como não há cirurgias, os doentes ocupam menos camas.

O eventual aproveitamento de estruturas na comunidade para escolher doentes Covid não é, para o CHO, uma solução, uma vez que tal exigiria recursos humanos e materiais que não estão disponíveis.

Os doentes não Covid vão ter 21 camas no hospital de Peniche com o serviço de medicina transferido das Caldas da Rainha, que liberta o espaço para doentes Covid. A Câmara das Caldas assegura o transporte dos médicos. “Pedimos à União de Freguesias de Nossa Senhora do Pópulo, Coto e São Gregório para disponibilizar o seu autocarro para transportar oito médicos para Peniche, todos os dias úteis”, contou Tinta Ferreira, presidente da autarquia caldense.

O CHO recorda que a população dos concelhos da sua área de influência (Caldas da Rainha, Óbidos, Peniche, Bombarral, Torres Vedras, Cadaval e Lourinhã e de parte dos concelhos de Alcobaça e de Mafra), em caso de doença, “deve recorrer em primeiro lugar ao Centro de Saúde”.

“Caso se verifiquem sintomas compatíveis com doença respiratória, a população deve ligar para linha SNS 24 (808 24 24 24) ou dirigir-se às áreas dedicadas para doentes respiratórios – ADR dos Centros de Saúde – reservando as situações mais agudas e urgentes para serem assistidas no Centro Hospitalar”, indica, apontando que “existem ADR dos Centros de Saúde a funcionar em Torres Vedras, Mafra, Lourinhã e Caldas da Rainha (todos os dias das 8h às 20h), e em Alcobaça (todos os dias das 10h às 18h)”.

“Apela-se à comunidade no sentido de cumprimento rigoroso do confinamento obrigatório e das restantes medidas de segurança preconizadas, minimizando as cadeias de transmissão, sendo este um excelente reconhecimento que poderão efetuar aos nossos profissionais de saúde”, conclui.

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