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União dos Amigos de Palhais celebrou “50 anos a trabalhar para um bem comum”

Mariana Martinho

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A União dos Amigos de Palhais (UAP), fundada a 26 de dezembro de 1970, por 13 pessoas, “que tinham um objetivo comum de formar uma associação na aldeia”, e que hoje conta com aproximadamente 500 sócios, celebrou no passado sábado o seu 50º aniversário, “sem a realização da festa como desejava devido à pandemia, tendo a data sido apenas assinalada com a colocação de uma placa comemorativa na fachada da sede”.
Descerramento da placa comemorativa pelo presidente da Câmara do Cadaval e pelo sócio n.º 1 da União dos Amigos de Palhais

Situada na aldeia de Palhais, na freguesia do Vilar do Cadaval, a UAP surgiu por iniciativa de Vítor Mateus Luís, sendo “hoje em dia, o nosso sócio mais antigo, com 80 anos”.

“Esta coletividade surgiu da ideia do nosso sócio n.º 1 de formar uma associação na aldeia, que viria a ser fundada a 26 de dezembro de 1970 e que tinha como objetivo promover eventos que, além de proporcionar aos sócios e população em geral, momentos festivos de lazer e cultura, permitissem, sobretudo, angariar fundos destinados a comparticipar em melhoramentos de interesse local, como arranjos e pavimentação de ruas, instalação de saneamento de águas residuais domésticas, melhoramentos na iluminação pública, restauro de fontes e poços públicos entre outros”, recordou Artur Luís, membro dos órgãos sociais da UAP.

A par disso, a UAP também pretendia adquirir um terreno para construir um edifício sede, que integrasse salas destinadas a convívio, biblioteca, bar, salão para festas e reuniões. Objetivo esse que foi “levado a bom porto com um grande esforço de todos ao longo de vários anos”, tendo a sede sido inaugurada a 26 de dezembro de 1995, durante os festejos dos 25 anos da UAP.

Para Artur Luís, “esse momento foi, sem dúvida, uma das maiores obras, pela sua dimensão, que só foi possível realizar com um enorme esforço de todos”, bem como de alguns apoios, nomeadamente os governadores civis, que contribuíram com alguma ajuda financeira, os presidentes da Câmara Municipal do Cadaval, alguns subsídios e doações de materiais de construção, e ainda algumas ajudas por parte da Junta de Freguesia do Vilar.

A obra também contou com a ajuda da população da aldeia, quer monetárias, quer em horas de trabalho oferecidas, “sem esquecer a ajuda preciosa de várias pessoas da terra, que angariaram fundos através de peditórios efetuados em localidades e concelhos vizinhos”.

Meio século com diversos eventos

Desde a construção do edifício sede que a associação tem proporcionado aos sócios diversos “momentos de lazer”, como as tradicionais festas anuais de verão em honra de Santo António, que tiveram “um destaque enorme nas primeiras edições dada a grandeza das festividades, sobretudo numa aldeia tão pequena, com ornamentações e iluminação a cargo das melhores empresas do país na época, com atuações de alguns dos ranchos folclóricos e grupos musicais mais conceituados e vários artistas famosos do panorama nacional, além de grandiosos espetáculos de fogo-de-artifício”.

Além das festas de verão ao longo de todos estes anos, as sucessivas direções foram desenvolvendo variadas atividades, como as fogueiras e sardinhadas nos santos populares, os bailes pelo São Valentim e pelo S. Martinho, além de outros eventos, como teatro, bailes, rally paper, torneios de tiro e tiro ao alvo.

“E desde 2005 que organizamos, normalmente em outubro ou novembro, uma Grande Noite de Fados que tem sido um sucesso de ano para ano, mas que infelizmente este ano a sua realização não foi possível”, sublinhou Artur Luís.

Além destes momentos, a UAP realizou a festa de lançamento do disco “Mão Morta Revisitada”, dos Mão Morta, onde também foi realizada a mistura do respetivo disco por parte de José Fortes. Já no início deste novo século, durante o governo de António Guterres, a associação obteve o estatuto de utilidade pública.

Recentemente, a Junta de Freguesia do Vilar reconheceu o mérito e o trabalho prestado à comunidade pela associação, através de uma cerimónia privada onde foi feita “uma sentida e singela homenagem à coletividade, pelos 50 anos a trabalhar para um bem comum”.

Atualmente com aproximadamente 500 sócios, embora tenha, de momento, menos de 300 sócios pagantes, “o balanço destes 50 anos de atividade, é sem dúvida, muito positivo”, sublinhou Artur Luís, adiantando que é “um grande orgulho ver como uma aldeia tão pequena conseguiu manter uma associação desta natureza em funcionamento”.

Destacou ainda a capacidade da associação desenvolver tantas atividades culturais ao longo destes anos, que além de proporcionarem aos seus associados e amigos grandes momentos de convívio e lazer, também permitiram angariar os fundos fundamentais, quer para os melhoramentos na aldeia, quer para a construção do edifício sede, que foi “uma obra levada a cabo com um enorme esforço de todos mas que nos deixa com um sentimento de realização e orgulho muito grande”.

Para celebrar o 50º aniversário, a direção tinha previsto a realização de uma festa comemorativa com o lançamento de 50 foguetes, missa solene por intensão dos sócios e alma dos falecidos, descerramento de uma placa comemorativa dos 50 anos na presença das entidades convidadas, um almoço convívio, uma pequena cerimónia com discursos comemorativos e ainda um espetáculo de fado. Mas uma vez que a atual situação de pandemia não permite a realização da festa, a coletividade decidiu apenas assinalar a data com a colocação de uma placa comemorativa, na fachada da sede, e adiar para o próximo ano o almoço convívio, “caso a evolução desta situação em que nos encontramos o permita”.

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