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Esperança no início da vacinação contra a Covid-19 no hospital das Caldas

Marlene Sousa

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Às 16h15 desta terça-feira, dia 29 de dezembro, a unidade das Caldas do Centro Hospitalar do Oeste (CHO) iniciou a campanha de vacinação contra a Covid-19, cerca de nove meses depois do primeiro caso registado no concelho. Quatro gabinetes no serviço de consultas externas foram equipados para se proceder à vacinação dos 100 profissionais de saúde que estão na linha da frente no combate à pandemia selecionados para o primeiro dia de vacinação contra a Covid-19. O ambiente era de tranquilidade e de esperança de um “retorno à normalidade”.
O enfermeiro Francisco Neto foi um dos primeiros caldenses a receber a vacina

O enfermeiro do serviço da urgência pediátrica, Francisco Neto, foi um dos primeiros caldenses a receber a vacina. Chegou, puxou para cima a manga da bata branca, instalou-se na cadeira montada numa das salas. “Não doeu nada”, relatou.

Nunca teve dúvidas em ser vacinado: “Sem a vacinação não vamos vencer esta pandemia e retomar a normalidade”. Estava um pouco ansioso e depois de levar a vacina disse à imprensa que acredita plenamente na “vacina e na ciência e agora só resta aguardar os resultados esperados”.

“Acho que estamos todos em pulgas para que volte a haver normalidade no hospital”, referiu, acrescentando que “foram meses muito intensos, de abdicarmos de muitas coisas em termos pessoais e profissionais”. “Faço emergência e sou profissional há 30 anos, mas esta pandemia é nova para todos e estamos sempre à espera que qualquer dia seja melhor que o anterior e hoje é o princípio do fim”, declarou.

Francisco Neto nunca pensou que as vacinas chegassem “tão cedo ao CHO” por ser um hospital da periferia.

Também a enfermeira que está a trabalhar no internamento Covid-19 do hospital das Caldas, Paula Silva, deixou a sua esperança na vacina, que encarou com “normalidade”. “Todos os dias contacto com doentes com Covid-19 e esta vacina dá-nos confiança para continuarmos sem o medo e a pressão vivida até aqui”, disse, com alívio na expressão que se adivinhava por detrás da máscara.

Depois da administração da vacina disse que “não sentiu nada”, e em tom de brincadeira referiu que o “colega [que administrou a vacina] foi muito suave”.

Patrícia Raimundo, enfermeira no serviço de consulta, era uma das profissionais de saúde que estava a vacinar os colegas. “Estamos num contexto diferente do habitual, mas está tudo a correr bem”, disse. Também não esperou que a vacina chegasse tão cedo ao CHO, mas considera ser “um bom passo e uma proteção para os nossos colegas, naquele que tem sido talvez o ano mais difícil”.

Quanto às reações adversas às vacinas a enfermeira sustentou que “geralmente são ligeiras e desparecem alguns dias após a vacinação”.

Com a vacina Covid-19 podem surgir dor ou inchaço no local da injeção, fadiga, dor de cabeça, dores maculares, dor nas articulações ou febre.

“Se tiver febre, pode recorrer à toma de paracetamol. Se apresentar dor, inchaço ou calor no local da injeção pode aplicar gelo várias vezes ao dia”, refere o documento do Serviço Nacional de Saúde entregue às pessoas depois de serem vacinadas.

Quase todos os profissionais de saúde serão vacinados

A acompanhar o momento das primeiras vacinas a serem administradas nas Caldas da Rainha, Filomena Rodrigues, diretora clínica do CHO, disse “que hoje é um dia importante para o CHO porque é uma esperança que isto tudo melhore e entre na normalidade”.

Segundo a responsável, “estes profissionais de saúde estão a dar o exemplo e estão felizes em ser vacinados e não estão com receios e quanto mais pessoas forem vacinadas mais depressa conseguimos ultrapassar esta fase difícil”.

A diretora clínica esclareceu que o CHO tem dois polos de vacinação, um na unidade das Caldas e outro em Torres Vedras. Os profissionais de saúde do hospital de Peniche estão a ser vacinados na unidade das Caldas.

Garantiu que o objetivo de vacinar todos os profissionais do CHO irá “ser cumprido no espaço de cerca de duas semanas”. “Isto requer alguma logística e organização e vamos programando a vacinação progressivamente a todos pelo grau de risco e para não prejudicar o funcionamento do hospital”, apontou.

Filomena Rodrigues também destacou a celeridade que a vacina chegou ao CHO. “Sinceramente pensava que só chegasse no início de janeiro e fiquei contente de podermos iniciar já”, declarou.

A responsável mostrou-se satisfeita por só haver “uma percentagem muito reduzida de profissionais de saúde que não querem ser vacinados”. “Até já houve colegas que ontem disseram que não e hoje já me disseram que querem ser vacinados”, apontou.

O CHO recebeu no dia 28 de dezembro a primeira remessa da vacina Comirnaty, da Pfizer/BioNTech, contra a Covid-19, destinada à vacinação dos profissionais de saúde que estão diretamente envolvidos na prestação de cuidados aos doentes nas unidades que gere, em Caldas da Rainha, Peniche e Torres Vedras.

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