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João dos Santos assume o segundo mandato enquanto diretor da ESAD.CR

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João dos Santos tomou posse como diretor da Escola Superior de Artes e Design (ESAD.CR) do Politécnico de Leiria, numa cerimónia que decorreu no passado dia 16 de dezembro, no auditório da Escola. Para o próximo mandato, João dos Santos renomeou os subdiretores da ESAD.CR, João Vasco de Oliveira Mateus e Sérgio Gomes Pires Gonçalves, e nomeou ainda como novo subdiretor Paulo Jorge Soares da Silva. Assumindo o segundo mandato enquanto diretor da Escola, João dos Santos começou por afirmar que na ESAD.CR fazem-se “coisas para a humanidade”, sendo que “a humanidade precisa de tempo”. “Nesta revista dos acontecimentos, proporia uma viagem enviesada, que fizesse sombra às circunstâncias em que vivemos e nos ajudasse, por contraste, a definir a nossa Escola como um lugar onde se experimentam horizontes de esperança”, referiu.
O diretor da ESAD.CR, que vai agora para o segundo mandato

Para João dos Santos, “o desenvolvimento da humanidade, sustentado na inovação e no progresso tecnológico, é possível, mas só se for alimentado por outras visões do mundo”. “Há muitas disciplinas que se podem cruzar, e sabemos que o novo horizonte europeu é favorável a esse cruzamento, ao ponto de se ter proposto a criação de uma nova Bauhaus europeia. As artes, o design e a cultura têm um lugar no tempo e na duração, críticas para os processos de experimentação e descoberta, que não se pode esgotar na aplicação ou desenvolvimento de novas metodologias ou técnicas”, acrescentou.

Descrevendo a ESAD.CR como “uma Escola complexa, difícil e interessante”, que está “aberta ao mundo numa infinidade de relações” e se “relaciona com instituições, empresas e pessoas desta região, de todas as regiões, e do mundo”, João dos Santos apresentou alguns dos pontos do plano de ação da Escola para os próximos anos, destacando o estreitamento de relações com outras entidades. “Temos de estreitar a relações com a AIRO – Associação Empresarial da Região Oeste e com Comunidade Intermunicipal do Oeste, contribuindo para o enriquecimento da Rede Cultura 2027 e para o desenvolvimento das empresas numa ligação às artes e ao design, focada na sustentabilidade e na qualificação da região como atrativa e com grande qualidade de vida por causa das artes”, destacou.

Sublinhando que as escolas de artes têm um papel fundamental na inovação, e que devem ser aliadas no desenvolvimento tecnológico, o diretor apontou ainda a colaboração com o LIDA – Laboratório de Investigação em Design e Artes como “fundamental para a criação de ligações fortes à região em áreas de investigação que envolvam o bem-estar das pessoas, o design, a produção cultural ou as artes contemporâneas”.

Para o futuro da ESAD.CR, é igualmente importante “o tempo para pensar nas formações, para desenvolvê-las e consolidá-las”, não esquecendo “as oportunidades dadas pela Universidade Europeia (RUN-EU)”. “Dá-nos a possibilidade de juntar instituições, empresas ou pequenos estúdios da região em atividades de formação internacionais, através da colaboração em cursos avançados de curta duração”, afirmou João dos Santos.

Perante uma plateia composta por elementos do Politécnico de Leiria, autarcas, representantes de instituições culturais, empresariais e da saúde, e por diversas entidades civis e militares, João dos Santos sublinhou ainda os problemas que a ESAD.CR enfrenta atualmente, sobretudo por se ter tornado numa escola “de grandes dimensões”. “Tem problemas relacionados com a complexidade, com as leis, com a carga burocrática. Temos sérios problemas de crescimento. Estamos no limite do número de estudantes e de pessoas que conseguem habitar neste edifício e neste espaço. Por isso, tenho de deixar um agradecimento ao município por nos ter cedido espaços externos, nomeadamente a escola do Parque”, afirmou.

O diretor da ESAD.CR quer melhorias conservação e alargamento a outras utilizações no espaço envolvente da escola. Numa altura que se promove as bicicletas elétricas, defende uma ciclovia que una o Parque D. Carlos I, futuro Museu da Cerâmica ao futuro jardim em frente à Escola, que atravesse o Centro de Artes e continue até ao Parque Tecnológico de Óbidos”.

Neste trigésimo aniversario o responsável disse que é preciso “pensar no que já fizemos e o no que queremos vir a ser”. Entre os seus objetivos estão uma maior proximidade e envolvimento da associação de estudantes na vida da escola, bem como uma maior abertura da ESAD.CR ao exterior, através do estabelecimento de parcerias com diversas entidades da região”. “Queremos reunir semestralmente com os delgados de curso e com a associação de estudantes para promover as atividades deles, mantendo uma linha de comunicação e entendimento que nasceu muito desta situação da pandemia”, apontou.

A nova direção quer também criar uma comissão para a internacionalização que envolva pessoas da escola e antigos alunos.

No campo interno, revelou que para o próximo ano letivo vão ter mais um mestrado em mestrado em Artes do Som e da Imagem.

João dos Santos falou também no investimento de cerca de 300 mil euros que fizeram num estúdio de som (construção de paredes, sonorização, materiais entre outros).

Vão também criar um laboratório de realidades digitais onde o objetivo é fazer um investimento na realidade virtual e áreas de animação (tradicionais e tecnológicas).

“Temos uma grande responsabilidade, por sermos uma instituição de ensino superior pública numa altura de emergência social. A nossa Escola é isto tudo e mais aquilo que pode ser. Aos 30 anos queremos desacelerar e crescer melhor – com tempo para fazer, pensar e fazer outra vez. Proponho que continuemos empenhados na construção de horizontes de esperança”, referiu o diretor.

Hoje, temos 1.625 estudantes na ESAD.CR.

A abertura da sessão de tomada de posse ficou a cargo de Teresa Fradique Ribeiro, presidente do Conselho de Representantes da ESAD.CR, que agradeceu ao diretor reeleito, e à nova equipa da direção, a “disponibilidade para dar continuidade ao projeto da Escola em condições tão severas e exigentes como as que a situação pandémica atual impõe”. “O amplo consenso com que esta direção foi eleita pelo Conselho de Representantes é um sinal claro de aprovação do trabalho que foi feito até aqui, mas também a manifestação dessa confiança de que juntos, dirigidos por um colega eleito entre o nosso coletivo, temos condições e somos capazes de assumir a responsabilidade de construir o futuro, com estabilidade e a participação de todos”, defendeu Teresa Fradique Ribeiro.

“Este novo ciclo que hoje se abre traz-nos a consciência e a responsabilidade de sermos capazes de acionar, de uma forma mais focada do que alguma vez nos foi exigido, as potencialidades da experimentação e da investigação no âmbito do ensino das artes, do design e das artes performativas, para projetar um futuro mais humanista, inclusivo, sustentável e partilhado, que é a missão da ESAD.CR”, afirmou.

Já o presidente do Politécnico de Leiria, Rui Pedrosa, começou por reconhecer a importância que a ESAD.CR tem tido, ao longo dos mais de 30 anos de atividade, no contexto do Politécnico, da região, do país e no mundo. “Hoje, temos 1.625 estudantes na ESAD.CR. É uma Escola com formação reconhecida como referência na diversidade que existe na inovação centrada nos estudantes e nos projetos criativos”, enalteceu Rui Pedrosa.

O presidente reconheceu ainda o trabalho da direção que cessou funções e deixou um reconhecimento especial ao diretor João dos Santos, que é das pessoas mais “desafiantes que temos”. “Porque é participativo, pensa sobre os assuntos e se prepara, porque é crítico, porque dá luta. É alguém que, enquanto pessoa, profissional e diretor, admiro”, salientou Rui Pedrosa.

Por fim, o presidente do Politécnico de Leiria apresentou ainda os desafios futuros da instituição: “O plano estratégico 2030, a liderança da Universidade Europeia, a flexibilidade curricular, as competências do futuro, a relação com a sociedade, e o termos cada vez mais este papel central na criatividade, na cultura e nas artes”.

Homenagem a Edgar Libório

A sessão de tomada de posse iniciou com uma homenagem ao fotógrafo, Edgar Libório que faleceu recentemente. Durante os discursos esteve presente a projeção de uma imagem que o fotógrafo tirou ao edifício da ESAD.CR. Edgar Libório foi durante onze anos o autor de muitas fotos tiradas ao serviço da Câmara Municipal de Óbidos, tornando-se mais recentemente técnico de imagem da Escola Superior de Artes e Design das Caldas da Rainha.

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