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Excesso de furos de água para rega agrícola poderá contaminar as captações de água da rede pública

Marlene Sousa

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A Comissão Cívica de Proteção das Linhas de Água e Ambiente alertou na passada sexta-feira, em conferência de imprensa, nas Caldas da Rainha, para o excesso de furos no consumo de água para rega agrícola nas localidades da Serra do Bouro e do Campo, cujos pesticidas temem poder contaminar as captações de água da rede pública do concelho.
Vítor Dinis diz que o uso intensivo de pesticidas pode levar ao envenenamento dos lençóis freáticos e contaminar as captações de água da autarquia

Em causa está “a concentração de hectares e hectares de explorações agrícolas naquela zona, com um uso intensivo de pesticidas num subsolo arenoso de fácil infiltração”, que pode levar ao envenenamento dos lençóis freáticos e a contaminar as captações de água da autarquia”, afirmou o porta-voz da Comissão Cívica, Vítor Dinis.

O responsável disse que tem recebido queixas de muitas pessoas, preocupadas “com a proximidade das explorações a um conjunto de furos de captação de água para a rede pública na parte superior da Zona Industrial”.

A “excessiva concentração de campos agrícolas, plantações de bacelos e estufas” na zona que fornece a rede pública levanta ainda “uma preocupação acrescida pelos facto de muitas explorações terem feito vários furos de água no subsolo para rega das culturas”, o que, segundo Vítor Dinis, se traduz, “num consumo de vários milhões de litros de água por dia para regas, podendo, sobretudo no período de verão, provocar falta de água para o abastecimento às populações”.

“Perante esta situação gravíssima”, a comissão deslocou-se ao local e “constatou o risco que a população caldense pode vir a estar sujeita, desde a possibilidade da falta de água à falta de qualidade até possível envenenamento da mesma”.

Para além destas preocupações, Vítor Dinis avisou ainda para o excesso de desfloração de pinheiros e eucaliptos, que poderão “colocar em causa cada vez mais a falta de qualidade do ar”.

“O aproveitamento agrícola de muitos hectares de solo naquelas duas localidades foi conseguido à custa do corte de muitos hectares de pinheiros e eucaliptos, numa zona que era considerada um pulmão do concelho, e que farão falta em termos de purificação do ar”, alertou.

Segundo este responsável, a comissão andou cerca de dois meses a inteirar-se desta situação, que “iniciou com a denúncia de meia dúzia de pessoas e depois com as queixas de moradores que nos viram lá e que alegam que a população está já há alguns anos preocupada, mas que tem medo de falar”.

A Comissão Cívica de Proteção das Linhas de Água fez uma exposição por escrito à Câmara das Caldas da Rainha, em que questiona, por um lado, se a autarquia tem conhecimento “do excesso de explorações e de furos de água na zona”, bem como se os mesmos “estão devidamente licenciados” e se “não colocam em causa o fornecimento de água da rede pública no futuro”.

No documento, a que o JORNAL DAS CALDAS teve acesso, a comissão questiona ainda sobre “se não pode vir a colocar em causa a saúde pública, por envenenamento, dado a proximidade destas agriculturas com aplicação de excessivos produtos tóxicos e fertilizantes que se infiltram facilmente no subsolo”.

“A Câmara licencia todas estas intervenções agrícolas e exploração de furos?”, foi outra das questões colocadas à autarquia.

A câmara respondeu à Comissão informando que “a autarquia deliberou por unanimidade solicitar à Agência Portuguesa do Ambiente (APA) informação relativa aos locais de maior concentração de furos de água no concelho, para utilização nas atividades agrícolas, bem como quanto ao número de furos licenciados para o efeito”.

“Os Serviços Municipalizados têm feito análises constantes da qualidade da água”

Em declarações ao JORNAL DAS CALDAS, o presidente da Câmara das Caldas da Rainha disse que a “matéria já foi levantada, no passado, pelo próprio município, que manifestou junto da APA, entidade responsável por esta matéria, e até para o próprio Ministro do Ambiente, a sua preocupação”.

“Essa preocupação foi manifestada em reuniões com os responsáveis regionais e através de ofícios enviados em 2016, 2017 e 2019”, revela Tinta Ferreira.

Segundo o autarca, obtiveram a resposta da APA em 2019, a garantir, entre outras informações, “que encontram-se implementadas redes de monitorização da quantidade e qualidade da água subterrânea, que os dados encontram-se disponíveis no Sistema Nacional de Informação dos Recursos Hídricos e que foi obtida para esta massa de água a classificação de estado “Bom”.

“Os Serviços Municipalizados têm feito análises constantes da qualidade da água das captações e do respetivo nível freático. Não foram detetadas alterações até à data”, esclareceu Tinta Ferreira.

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