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Centro Hospitalar do Oeste está a esgotar capacidade de doentes com Covid-19

Marlene Sousa

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No Centro Hospitalar do Oeste (CHO) no internamento Covid-19 que está concentrado na unidade de Torres Vedras vive-se com preocupação o aumento de casos, que está quase a esgotar a capacidade.
A capacidade de internamento para os doentes infetados vai ser aumentada (foto ilustrativa - Martha Dominguez de Gouveia)

A presidente do conselho de administração, Elsa Baião, disse que em Torres Vedras o internamento “está quase no máximo da sua capacidade” até porque na lógica de articulação entre os hospitais do Serviço Nacional de Saúde tem estado a receber “doentes de outros hospitais”.

A capacidade são 24 camas e no dia 4 de novembro estavam internados 20 doentes.

O CHO prevê aumentar a capacidade de internamento para os doentes infetados. “Vamos ter que alargar a nossa capacidade de internamento”, declarou a administradora, acrescentando que terão de ser criadas “outras unidades de internamento e também enfermarias intermédias para doentes que estão a aguardar o resultado do segundo teste”. “Vai haver uma grande reorganização interna nos próximos dias”, indicou.

Elsa Baião recordou que no início da pandemia tinham duas unidades de internamento Covid, “uma nas Caldas que funcionava na urgência e que não era o espaço ideal e outra na unidade de Torres Vedras”. “Tivemos poucos doentes internados, o máximo que chegámos a ter foi seis doentes, então optámos por concentrar o internamento num só local para rentabilizar o espaço e os recursos humanos e ficou concentrado em Torres e foi sempre suficiente até agora”, referiu.

Novo internamento para doentes não Covid-19 em Peniche

Está previsto criar uma nova unidade de internamento para a contingência não Covid-19 em Peniche. “São 21 camas de internamento para doentes não Covid, para poder dar resposta a utentes com outras patologias”, anunciou.

Quanto ao Serviço de Urgência do Hospital das Caldas, que no início de outubro esteve em sobrelotação, a presidente do conselho de administração do CHO admitiu que as “pessoas estão novamente com medo e tem havido uma diminuição da afluência nas últimas semanas, o que acaba por ser preocupante porque as pessoas irão ficar mais tarde ou mais cedo em pior estado, como aconteceu na primeira vaga da pandemia”.

No que concerne às consultas externas e cirurgias que estão atrasadas, devido à pandemia, Elsa Baião referiu que tem havido uma recuperação, “mas lentamente porque num total de oito salas de bloco operatório central temos três inviabilizadas para a Covid-19, portanto, a nossa capacidade instalada diminuiu”.

Segundo a responsável, tem-se conseguido recuperar “mais nas consultas do que nas operações”.

Outro problema que apontou é que muitos utentes por medo de apanhar a Covid-19 “têm estado a faltar às consultas externas”. “Nas cirurgias também há doentes que estão a recusar”, adiantou.

Pediatria das Caldas nunca internou criança com Covid-19

A diretora do serviço de pediatria, Luísa Preto, revelou que não precisaram nunca desde o início da pandemia de internar “um bebé ou uma criança infetada com a Covid-19”. Sustentou que as crianças não foram muito afetadas pelo coronavírus. “Apesar de não termos certezas de nada, o que se pensa é que as crianças abaixo dos dez anos nem sequer contagiam e são contaminadas sempre por um adulto”, explicou.

O serviço de pediatria da unidade das Caldas do CHO não tem tido muitos casos positivos e considera que se “vai manter apesar do número de infetados estar a aumentar substancialmente”.

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