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Em cinco ruas da cidade

Estacionamento permitido em cima do passeio divide opiniões

Mariana Martinho / Francisco Gomes
7 de Outubro, 2020
As obras de regeneração urbana levaram a Câmara a autorizar o estacionamento em cima do passeio em cinco ruas (Avelino António Soares Belo, da Esperança, Dr. José Saudade e Silva, da Paz e da Caridade) paralelas ou transversais à Rua da Alegria, uma medida que está a gerar discórdia entre os moradores. Uns concordam com a sinalética colocada junto aos passeios e outros queixam-se que os “veículos passarão a poder estacionar com a roda em cima do passeio, o que faz com que os peões, que finalmente dispõem de um passeio novo, estejam impossibilitados de o utilizar, e que as habitações fiquem com os seus acessos bloqueados, devido a tal comportamento”.
Esta situação é permitida em cinco ruas da cidade

Para além da modernização da rede de saneamento foi reorganizado o estacionamento e foram alargados os passeios sempre que possível, com rampas em frente das garagens. Mas em algumas ruas estreitas passou a ser permitido o estacionamento em cima do passeio, o que tem sido alvo de várias queixas por parte de alguns moradores, como é o caso de André Meca, que decidiu “apresentar queixa contra a permissão de ser possível estacionar com a roda em cima do passeio na Rua da Esperança”.

Para o morador, “tal comportamento ocorre diariamente e toda a intervenção nesta rua serviu apenas para os veículos, pois os peões, que finalmente dispõem de um passeio novo, estão impossibilitados de o utilizar”.

Além dos peões, André Meca alerta que também “as habitações ficam com os seus acessos bloqueados, devido a tal comportamento”. “Como fazem as pessoas para entrar nas suas casas? Como fazem as pessoas com mobilidade reduzida? Falta civismo é certo”, frisou, mostrando a sua indignação pela proximidade que os carros apresentam das residências, visto isto poder causar dificuldades e chegar mesmo a impossibilitar uma pessoa sair de casa.

O residente também referiu que a “polícia das Caldas da Rainha tem sido chamada e a mesma tem correspondido, mas impensável é ter conhecimento que tais comportamentos são sustentados pela sinalética rodoviária imposta nesta zona urbana”. Face a isso, André Meca pede “celeridade na resolução deste grave problema, que é diário e constante nesta e noutras ruas paralelas à rua da Alegria”.

Para tentar obter esclarecimentos, de modo, a que “mais ninguém volte a ser prejudicado por este motivo”, André Meca tentou entrar em contacto com a autarquia através do correio eletrónico, para que “alguma atitude fosse tomada”, mas até à data não obteve qualquer resposta.

Da mesma opinião é a moradora da Rua da Paz, Ana Luz, que não concorda com a medida, pois “os passeios poderão ficar cheios de viaturas estacionadas, o que pode atrapalhar os veículos que circulam na estrada, bem como os transeuntes e o acesso às garagens”. “Existe um parque de estacionamento próximo e cabe à Câmara Municipal arranjar uma solução de estacionamento, não sendo essa a mais indicada”, apontou a moradora.

Já o morador na Rua da Caridade, António Coutinho, concorda com a permissão de estacionamento em cima do passeio, visto que não tem garagem para poder parar o veículo. “Como existe pouco estacionamento aqui na zona, concordo com esta permissão, pois todos os dias via-me aflito para conseguir aqui um lugar, visto que o parque de estacionamento está sempre ocupado”, esclareceu o morador, salientando que “há ruas e ruas, claro que se fosse na avenida ficava mal, mas aqui se não tem um passeio de um lado, existe do outro. É uma questão de organização”.

Nesse sentido, ”acho que a sinalética acaba por ser benéfico para nós, moradores”.

A moradora Mariana Silva é de opinião que “cabe a cada um ter consciência onde pára o carro”. “É claro, que enquanto moradora facilita-me a vida poder estacionar o carro à porta de casa, visto que esta é também uma rua com pouco movimento, mas tenho a preocupação de não estacionar à frente das portas”, explicou a moradora, adiantando que normalmente deixa o carro no parque de estacionamento próximo da rotunda da estação ferroviária.

Tinta Ferreira diz que é “solução temporária” até haver outras condições

Interpelado na Assembleia Municipal das Caldas da Rainha sobre o assunto, o presidente da Câmara, Tinta Ferreira, respondeu que “procurámos conciliar a requalificação do espaço público com a manutenção do estacionamento”.

Respondendo ao deputado Vasco Batista, do PS, que abordou a questão da Rua Avelino António Soares Belo (rua da Columbófila), o autarca disse que “se retirássemos o estacionamento vinha dizer que era uma vergonha que os carros não podiam estacionar”.

“Foi uma solução temporária no pressuposto de que se mais tarde houver condições para construir um silo auto no fim da avenida ou ali perto negociar com proprietários que permitam melhores condições de estacionamento, podermos avaliar a retirada do estacionamento” em cima do passeio.

“Não é a única cidade em que acontece”, sublinhou.

Vasco Batista tinha manifestado que “foi feito um passeio destinado a peões, mas colocaram sinal de parque de estacionamento e não fica espaço rigorosamente nenhum para peões circularem”.

“A legislação diz que esse sinal só pode ser utilizado em situações que não comprometem o trânsito de peões. Desta forma inviabiliza a circulação pedonal”, afirmou.

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