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Greve Climática Estudantil exige a ministro requalificação da linha ferroviária do Oeste

Francisco Gomes

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Jovens da Greve Climática Estudantil das Caldas da Rainha lançaram uma carta aberta ao ministro das Infraestruturas e Habitação sobre a requalificação da linha ferroviária do Oeste, criticando o “desinteresse governamental crónico”, que se reflete “na falta de condições, na pouca acessibilidade e nos horários por vezes inadequados às necessidades reais das populações que a linha serve”.
Os jovens acreditam que a eletrificação da Linha do Oeste ajudará a combater a crise climática

“Somos vizinhas e vizinhos de uma linha que ficou há muito esquecida. Nas últimas décadas, a linha ferroviária do Oeste pouco ou nada sofreu melhorias”, lamentam os jovens.

“A modernização da Linha do Oeste compreende um investimento global de 106,8 milhões de euros, financiado a cerca de 70% por fundos comunitários, sendo o restante proveniente do Orçamento de Estado. O projeto está partido em dois, sendo a primeira metade a ligação Mira Sintra/Meleças – Torres Vedras, cujo concurso público já foi concluído e adjudicado mas a obra não avançou, e a segunda Torres Vedras – Caldas que ainda não tem sequer o concurso iniciado, estando à espera que a Infraestruturas de Portugal ultime o projeto construtivo, realize os Estudos de Impacte Ambiental que a lei determina e que finalmente lance o respetivo concurso de construção”, referem.

Os jovens fazem notar que “de acordo com o cronograma aprovado pelo Governo anterior para o Ferrovia 2020, o 3º trimestre deveria coincidir com a fase final de testes de operação e funcionamento da nova linha Meleças-Caldas da Rainha e, como se sabe, as obras do primeiro troço ainda mal arrancaram. O atraso será, até ao momento, de pelo menos três anos face ao que estava previsto. Tais atrasos não têm justificação e acarretam elevados custos para o bem-estar da população”.

“Isto leva a que as pessoas procurem alternativas mais viáveis, diminuindo a procura, tornando assim o comboio um meio de transporte cada vez menos competitivo e perpetuando um efeito bola de neve desfavorável para a linha do Oeste”, sublinham.

Acreditando que “a mobilidade sustentável é um dos eixos para resolver a crise climática”, os jovens sustentam que “a eletrificação da Linha do Oeste significaria a diminuição do consumo de combustíveis fósseis e menores emissões de gases com efeito de estufa, pondo a região um passo mais perto da sustentabilidade e do fim da dependência energética, bem como viagens mais rápidas e confortáveis” e exigem “a aplicação rápida dos fundos disponibilizados para a requalificação integral da linha, o investimento em campanhas de publicidade e marketing para reconquistar o interesse da população e a garantia de um serviço público de qualidade ao serviço das populações”.

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