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Saudades dos eventos das Caldas que foram cancelados devido à pandemia

Joana Rocha/Patrícia Domingos/Marina Ferreira/Marlene Sousa
15 de Setembro, 2020
O verão está a terminar. Devido às mudanças provocadas pela Covid-19, este ano as férias de muitas pessoas foram diferentes. Festival “Oeste Lusitano”, Tasquinhas de Verão e Feira dos Frutos foram, entre outros, eventos cancelados nas Caldas da Rainha ao longo de 2020, o que provocou perda de visitantes. Também angustiou muitos caldenses e residentes desta região que esperavam divertir-se nestes eventos. O JORNAL DAS CALDAS entrevistou algumas pessoas nas Caldas da Rainha sobre as suas férias e sobre a falta de eventos.
Sónia Pais

1 – Sónia Pais, de 45 anos, natural de Viseu mas residente em Caldas da Rainha, professora do ensino superior

“Optei este ano devido à pandemia por ficar na região, ou seja, passar as minhas férias nesta zona.

Tirei uns dias para ir a Viseu visitar os meus pais mas foi uma simples viagem de um dia, para conseguir proteger a minha família da Covid-19.

Entre norte e sul do país tenho preferência em ficar na região Oeste e então depois aproveitar para visitar a família mais a norte de Portugal.

Lamento que a Feira dos Frutos não se tenha realizado. É um evento que gostava muito. Proponho eventos ao ar livre com o devido distanciamento, tais como peças de teatro, sessões de cinema ao ar livre “Drive In”, entre outros”

2 – Pedro Antunes, de 46 anos, residente em Caldas da Rainha, profissional da comunicação

“Este ano decidi não fazer férias, optando assim por simples dias de lazer nas praias da região, devido à pandemia atual. Relativamente aos eventos sinto a sua falta e considero que se podiam realizar alguns eventos com a devida segurança ao ar livre. Dou a sugestão de pequenos concertos na praça, sendo um evento mais pequeno do que o Frutos seria”

3 – Samuel Estima, de 55 anos, natural de Aveiro, de férias nas Caldas da Rainha, informático

“Desejo conhecer melhor as Caldas da Rainha e arredores, como por exemplo Óbidos, Nazaré, Peniche, entre outros locais do Oeste. Era para sair do país mas devido à pandemia em que nos encontramos não foi possível. Sinto falta da animação da zona”

4 – Noel Fischer, de 55 anos, natural da Suíça, de férias em Rio Maior, médico

“Não tive medo da Covid-19 porque os dois países (Portugal e Suíça) estão na mesma situação epidemiológica e escolhi ficar numa freguesia de Rio Maior por ser um local menos movimentado.

Sinto falta dos eventos da região Oeste que costumam animar as pessoas no verão. Já escrevi um livro cujo título é “Muita Animação”, que se encontra na biblioteca da ESAD.CR, em Caldas da Rainha, sobre os eventos populares do Oeste. Pessoalmente fico triste por não haver eventos, mas admito que para a população residente já faz alguma diferença, especialmente para alavancar a economia local”

5 – Mário Lino, de 72 anos, residente nas Caldas da Rainha, diretor do Museu de Ciclismo

“Nunca tenho férias pois passo esse tempo a fazer algo que gosto, que é organizar projetos novos para o Museu do Ciclismo. Tenho 19 livros publicados, sendo o mais recente sobre a história do cinema.

Considero que os eventos anuais no verão fazem muita falta, pois ajudam-nos a recuperar do cansaço que a pandemia nos trouxe.

Sou da opinião que deveriam ter sido adaptados, com todas as medidas de segurança devido à pandemia. Também acho que o cinema faz muita falta nesta altura”

6 – Cristina Santana, de 62 anos, residente em Lisboa, de férias em Peniche, psicóloga

“Adoro o Oeste. Habitualmente fico em Peniche mas visito Caldas, Óbidos, Nazaré, entre outras zonas. Este ano devido à situação atual não foi possível passar as minhas férias fora do país.

Estou feliz que o mercado da fruta diário tenha regressado à praça. Dá vida à cidade. Gosto de passear pelo Parque D. Carlos I e gosto muito do artesanato de Bordalo Pinheiro.

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