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Termas caldenses reabrem com rigorosas medidas de segurança

Mariana Martinho

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As consultas e tratamentos termais no Balneário Novo retomaram a atividade, no passado dia 1 de julho, depois da suspensão originada pela COVID-19. Para reabrirem, as termas caldenses tiveram de implementar várias medidas adicionais de segurança, incluindo um rigoroso plano de análise bacteriológica solicitado pela DGS, e ainda reforçar o acolhimento dos aquistas, que passarão a utilizar máscaras e a desinfetar mãos e calçado, antes de entrar.
O número de termalistas na sala de tratamentos também foi reduzido

Encerradas desde meados de março, as termas caldenses foram uma das 20 estâncias termais, que integram a rede Termas Centro, que já retomaram as atividades, após autorização da Direção-Geral da Saúde (DGS). No caso das Caldas, que “sempre manteve o máximo cuidado relativamente às condições de higiene e de segurança”, foram apenas reforçadas as medidas nas instalações, com a implementação de “um novo protocolo específico de higienização e segurança”, referiu o gestor do Hospital Termal, João Frade.

Entre as medidas constam “mais distanciamento entre os aquistas, horários e circuitos que evitem o cruzamento entre pessoas, desinfeção das instalações reforçada, medições constantes de temperatura a clientes e a funcionários, e à entrada, todos os utentes terão de desinfetar as mãos e os sapatos”.

A máscara também passou a ser obrigatória dentro de todo o espaço termal, incluindo na sala de espera ou receção, só podendo ser removida “quando o utente estiver no gabinete de consulta e no decorrer dos tratamentos termais, se necessário”. Além disso foram retiradas das salas de espera, que agora só estão disponíveis para os utentes quando acabam os tratamentos, as revistas ou outros objetos, que possam ser manuseados por várias pessoas, e ainda reduzido o número de termalistas na sala de tratamentos, estando “no máximo três pessoas para garantir o distanciamento físico de pelo menos dois metros”.

Nesta fase, o balneário novo arrancou com quase “todos os tratamentos de inaloterapia a funcionar”, como irrigações, nebulizações, inalações, e aerossóis, adequados ao combate à rinite, sinusite, asma e outras complicações das vias respiratórias.

Estas terapias de cura termal, de acordo com a avaliação clínica prévia e diagnóstico da condição de saúde dos pacientes feita pelo médico hidrologista, que orienta e prescreve o plano mais adequado, têm um período mínimo de doze dias, “imposto pelos subsistemas, mas também por se entender ser o mínimo necessário para a observação/evidência clínica de resultados na condição de saúde do paciente”, explicou o gestor do Hospital Termal, adiantando que neste momento já existem cerca de 200 pessoas na lista de espera para voltar a frequentar as termas.

Dos tratamentos termais, que a estância termal caldense faz ao longo do ano e podem ser prescritos pelo médico de família ou por um médico especialista, a “pulverização faríngea” [inaloterapia bocal] foi o único que para já não foi retomado por indicação da DGS, sendo “algo que está a ser estudado”.

Os ciclos de tratamentos também foram alargados de 45 para 60 minutos para “garantir a ventilação e arejamento das salas de tratamento, durante pelo menos uma hora no final de cada período de funcionamento”. “Isso também acaba por limitar o número de tratamentos mas é preferível realizar assim com mais segurança e higiene para não correr riscos”, frisou o responsável.

Todos estas terapias termais, que serão prescritas por uma equipa liderada pelo diretor clínico Jorge Santos Silva, vice-presidente da Sociedade Portuguesa de Hidrologia Médica, estão agora disponíveis através de uma marcação prévia, por email ou telefone, de modo, a “evitar pessoas na sala de espera”. Neste aspeto, também “realizamos uma triagem prévia não presencial antes das consultas ou tratamentos”.

Apesar de neste momento estarem a retomar a “atividade pouco a pouco”, as termas caldenses já atenderam nestes primeiros quinze dias mais de 14 utentes, em que a maioria foram mulheres na faixa etária entre os 65 e os 74 anos. “É claro, que a maioria dos utentes, ainda tem algum receio, mas isso rapidamente passa quando se apercebem de todas as medidas de desinfeção e higienização, que implementámos no espaço”, mencionou João Frade, adiantando que as termas caldenses continuam ser contactadas para marcações, sobretudo de pessoas do concelho das Caldas da Rainha, mas também vindos da região de Lisboa, Leiria, Alcobaça e Óbidos.

Isso também significa que “conseguimos corresponder às expetativas dos utentes, e que podemos encarar o futuro com otimismo”.

Ao nível dos tratamentos para os problemas músculo-esqueléticos, que estavam previstos ser instalados na ala sul do edifício do Hospital Termal entre o último trimestre de 2020 e o primeiro trimestre de 2021, João Frade sublinhou que “a segunda fase do projeto, que envolve as obras no Hospital Termal vai avançar, provavelmente em setembro, tendo sido já atribuída a obra a uma empresa”. Deste modo, “podermos fornecer aos nossos utentes toda uma gama de tratamentos termais”.

O Balneário Novo funciona de segunda a sexta-feira, das 09h00 às 12h30 e das 16h00 às 20h00, e ao sábado das 09h00 às 12h30 e das 14h00 às 17h30.

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