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Líder do CDS-PP visitou a Molde para avaliar efeitos da pandemia

Mariana Martinho

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O presidente do CDS-PP, Francisco Rodrigues dos Santos, visitou na passada sexta-feira a empresa de cerâmica caldense Molde, no âmbito da auscultação aos pequenos e médios empresários sobre o efeito da crise pandémica na economia nacional. O líder centrista percorreu toda a fábrica caldense, falando com funcionários e visualizando todos os setores de produção, e no final defendeu que “deve haver uma baixa de impostos para ser atrativo o investimento" em Portugal.
Acompanhado pela respetiva comitiva, o líder centrista percorreu toda a fábrica caldense, falando com funcionários e visualizando todos os setores de produção

Há mais de 30 anos que a Molde Ceramics produz louça utilitária, decorativa e de revestimentos, e perante a atual pandemia “nunca parou”, apenas “abrandou a produção”, colocando em lay-off simplificado os trabalhadores. “Tal como as outras empresas da região fomos obrigados recorrer a este expediente devido à quebra de encomendas”, explicou Ana Maria Pacheco, sócia e administradora da empresa de cerâmica, adiantando que a empresa trabalha essencialmente para exportação e em muitos dos seus mercados também encerraram temporariamente inúmeras empresas.

Atualmente, a Molde Ceramics está num processo de “retomar a produção”, tendo ainda “alguns dos 78 trabalhadores em lay-off, que vão sendo recolocados à medida que for necessário”, referiu a responsável, que acompanhou o dirigente centrista nesta visita, que faz parte de um processo de auscultação do CDS-PP aos pequenos e médios empresários sobre o efeito da crise pandémica na economia nacional.

“O partido tem procurado ouvir os empresários portugueses, que atravessam um período difícil, dado que sofreram quebras avultadas na produção e nas vendas devido a esta crise pandémica”, frisou Francisco Rodrigues dos Santos, referindo que “o governo tem de seguir uma estratégia de patriotismo económico para revitalizar a indústria, os setores produtivos e o crescimento, de modo a evitar uma recessão, sem precedentes, e já agora ir ao terreno, que é o que o CDS-PP tem feito”.

No caso especifico da indústria cerâmica, o líder do CDS-PP comentou que este setor tem um peso muito significativo no distrito de Leiria e que representa ao nível das exportações uma fatia importante da faturação, e como tal, “o país deve protegê-lo do ponto de vista fiscal, contribuindo assim para minimizar as perdas e as quebras de rendimentos que se verificaram nesta altura e ajudar a salvar postos de trabalho”.

Francisco Rodrigues dos Santos defendeu “uma carga fiscal que estimule a criação da atividade económica e que promova o emprego, e ainda modelos regulatórios que sejam flexíveis para as empresas”. Isso na sua opinião será “fundamental para que Portugal consiga vencer este período, tendo vantagens competitivas a nível fiscal, e que tornem o nosso país um atrativo extra e adicional no pelotão da frente da União Europeia”.

Lembrou também que o CDS-PP defende o alargamento do lay-off simplificado aos sócios gerentes das empresas até ao final do ano. “O facto de as empresas estarem de portas abertas não significa que tenham retomado a procura, que ainda é bastante insuficiente, nem que tenham atingido os níveis de rendimentos ou faturação que tinham antes da crise da Covid-19”, sublinhou o centrista.

Ao nível da economia, o partido também defende “uma injeção de liquidez nas empresas, um choque de tesouraria, um eliminar dos pagamentos por conta e um mecanismo de acerto de contas entre o estado e os contribuintes”.

Além disso apela à duplicação das linhas de crédito com uma percentagem a fundo perdido, de modo a que os “empresários não contraiam mais dívidas”.

O líder do CDS-PP aproveitou a ocasião para salientar que “o partido tem desconfinado, ouvindo diversos empresários para saber as suas dificuldades, que constam do caderno de propostas do partido e que esperamos que o governo possa pegar”.

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