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Vasco Trancoso lança livro de 99 fotografias de rua das Caldas e Óbidos

Marlene Sousa

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A fotografia era um sonho antigo e depois da reforma o médico gastrenterologista Vasco Trancoso retomou uma velha paixão adormecida captando as ruas e alguns locais públicos desta região, acabando por concretizar o livro “99”, onde se podem ver 72 imagens das Caldas da Rainha e Foz do Arelho, 22 fotografias de Óbidos e ainda cinco de Lisboa e uma da Quarteira, captadas entre 2016 e 2019. Foi no passado domingo, no foyer do CCC, perante uma centena de entidades e amigos, que o autor lançou o livro.
Paulo Abrantes, Tinta Ferreira, Vasco Trancoso, David Gibson e Fidalgo Pedrosa

A decisão de editar este livro é para o autor a “consequência da noção que as fotografias só atingem o seu estádio final quando impressas – sentidas com as nossas mãos na textura do papel – e não apenas apreciadas de modo efémero através de ecrãs retro iluminados”. “O livro permite um envolvimento mais lento e mais concentrado de quem observa”, referiu o autor. Vasco Trancoso realçou a qualidade do livro “99”, que “vale como um todo”, porque beneficiou de uma boa equipa. Para o fotógrafo, “não há bons livros sem um bom designer, uma boa tipografia e uma boa impressão”. “Um bom livro é composto por diversas peças que têm que se encaixar umas nas outras de uma forma harmoniosa”, salientou. Este livro “guarda segredos que podem ser descobertos” como “a message in a bottle (uma mensagem numa garrafa)”. “Este livro também sou eu e acaba por ser a alma do fotógrafo e também a alma de quem o observa”. Vasco Trancoso não falou das suas imagens, revelando que um “fotógrafo tem um certo pudor em falar das suas fotografias porque elas falarão por si”. O autor disse ao JORNAL DAS CALDAS que sugeriu ao presidente da Câmara que “numa altura em que a fotografia é a arte visual com maior impacto no século XXI fazia todo o sentido a criação de um departamento de fotografia contemporânea num dos múltiplos museus da cidade”. O livro “99” vai ser apresentado em fevereiro no Porto e em Lisboa. Quanto a projetos para o futuro, Vasco Trancoso vai continuar a fotografar e espera lançar um segundo livro, “mas de outra região, talvez de Lisboa”.

Obra com o contributo de outros fotógrafos

A obra contou com o contributo de dois fotógrafos: David Gibson (cofundador, em 2000, do colectivo In-Public – 1º blogue de Fotografia de Rua – e autor de vários livros sobre fotografia, “best sellers”) que escreveu o ensaio no fim do livro, e Paulo Abrantes – fotógrafo português apreciado e distinguido em plataformas de âmbito mundial onde tem sido premiado e onde trabalha como curador – que escreveu o posfácio. Ambos estiveram presentes na mesa de apresentação da obra, que foi coordenada pelo fotógrafo Fidalgo Pedrosa, que referiu que o “99” é um livro de “interesse nacional no panorama fotográfico”. Para este responsável não basta ser fotógrafo, “é preciso sermos autores, ter uma marca que nos distingue”, revelando que é o caso de Vasco Trancoso. Paulo Abrantes explicou que fotografia de rua é a “interpretação do espaço, tirada num lugar público, retratando a vida quotidiana”. Parte da tarefa de Vasco Trancoso é uma “celebração no sítio onde mora porque é evidente o seu apreço pela sua cidade, Caldas da Rainha, onde viveu metade da sua vida (a outra metade em Lisboa)”. “Há que ter em consideração o grande afeto do autor pelas pessoas e sítios locais”, disse, acrescentando que ele “é bem conhecido e estimado na sua cidade”. Para Paulo Abrantes as fotografias do “99” representam mais uma viagem “entre muitas outras na qual ele se tem envolvido com paixão e determinação”. “Irá ser daqui a vinte ou trinta anos um excelente documento sobre a cidade que o autor escolheu para viver”, salientou. “O amplo conhecimento do Vasco sobre fotografia é impressionante, o seu trabalho atingiu um patamar elevado e estamos perante um autor em ascensão”, disse David Gibson, que veio do Reino Unido de propósito para este lançamento. Segundo este fotógrafo conceituado, a primeira coisa que se faz com um livro de fotografia, antes de abrir, é “mexer e sentir a capa, depois cheirar e só depois é que se veem as imagens”. É a segunda vez que David Gibson vem a Caldas da Rainha, considerando ser uma cidade “calma e segura”.

“99” retrata cantos e recantos das Caldas O presidente da Câmara das Caldas, Tinta Ferreira, que também fez parte da mesa, destacou a “qualidade” da obra, que “retrata maioritariamente cantos e recantos das Caldas” onde o autor captou “a cor e caraterísticas das ruas”, jogando com “figuras humanas, sombras e luz”. “A fotografia feita nas ruas públicas das Caldas valoriza espaços que normalmente não estimamos”, adiantou o autarca, considerando que é a primeira vez que as Caldas e Óbidos têm uma abordagem fotográfica deste tipo. Tinta Ferreira lembrou que alguns dos espaços das Caldas captados por Vasco Trancoso daqui a “vinte ou trinta anos podem não ser iguais”, revelando até que “gostava que não fossem iguais porque significará que um conjunto de edifícios abandonados será reabilitado, dando outra vida e melhoramentos a algumas ruas”. O autarca revelou que o Município contribuiu com a aquisição de alguns exemplares do livro “99”, que servirão para oferecer a “individualidades que visitam o concelho”. O livro pode ser adquirido através de contacto para o e-mail vasco.trancoso@gmail.com. A obra, que teve o patrocínio da Câmara Municipal das Caldas e da Caixa deCrédito AgrícoladeCaldasda Rainha, Óbidos e Peniche, tem 144 páginas. Vasco Trancoso nasceu em Lisboa e, desde 1983, vive na cidade das Caldas da Rainha. Depois de um primeiro momento com imagens contemplativas de paisagens decidiu, no final de 2014, começar a fazer fotografia em locais públicos. Durante 2015/2016, a sua “voz” fotográfica mudou e o seu trabalho passou a ser a “cores” – utilizando uma câmara compacta. Desde então, ao sabor da “intuição e da luz, procura sobretudo os fragmentos de cor emergindo entre silhuetas e sombras, numa interpretação da festa da rua e da magia do caleidoscópio urbano”. O autor dedicou o livro aos seus pais (Rui e Fernanda) e à sua irmã (Elsa).

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