Q

Previsão do tempo

14° C
  • Saturday 21° C
  • Sunday 22° C
  • Monday 22° C
15° C
  • Saturday 21° C
  • Sunday 23° C
  • Monday 23° C
15° C
  • Saturday 23° C
  • Sunday 25° C
  • Monday 25° C

“Café Memória” alertou sobre a “problemática das demências”

Mariana Martinho

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
“A doença de Alzheimer assume um lugar de destaque, representando cerca de 50 a 75% dos casos de demência em Portugal”, referiu uma das coordenadoras do projeto “Café Memória Faz-se à Estrada”, que esteve na passada quinta-feira, na Universidade Sénior Rainha D. Leonor, nas Caldas da Rainha. Esta iniciativa, que consiste em ir ao encontro de comunidades mais desfavorecidas do ponto de vista social e geográfico, pretende contribuir para a melhoria da qualidade de vida e redução do isolamento social das pessoas com demência e dos seus familiares, bem como sensibilizar a comunidade para a problemática das demências.
Na sessão, os presentes trocaram experiências e realizaram exercícios, como forma de ajudar a lidar com a doença

Este projeto, que resultou de uma iniciativa de duas entidades promotoras, a Associação Alzheimer Portugal e a empresa Sonae Sierra e de um conjunto alargado de parceiros, arrancou como projeto-piloto em abril de 2013, com a abertura dos Cafés Memória de Lisboa-Colombo e de Cascais. Conta atualmente com 21 locais de encontro mensalmente em todo o país.

Após seis anos de intervenção, a iniciativa decidiu lançar há cerca de dois anos uma nova vertente do projeto, o “Café Memória faz-se à estrada”, com intuito de apoiar ou esclarecer mensalmente os familiares e pessoas com Alzheimer ou com outro tipo de demência em “meios pequenos, onde não existe tanto acesso à informação”.

Desta vez foi escolhido o concelho das Caldas da Rainha para receber mais uma sessão do projeto, onde cerca de 60 pessoas trocaram experiências, conviveram e ouviram as duas técnicas coordenadoras do projeto, Isabel Sousa e Regina Afonso, a falar de como ajudar a lidar com a doença.

Segundo Isabel Sousa, “as demências são doenças neuro degenerativas, que causam um declínio progressivo no funcionamento da pessoa, através da perda de memória, capacidade intelectual, raciocínio, competências sociais e alterações das reações emocionais normais”.

Apesar da maioria das pessoas com demência ser idosa, a responsável salientou que “nem todas as pessoas seniores desenvolvem a doença e esta não faz parte do processo de envelhecimento natural”, podendo assim surgir em qualquer pessoa, mas é mais frequente a partir dos 65 anos. Em algumas situações pode ocorrer em pessoas com idades compreendidas entre os 40 e os 60 anos.

Igualmente referiu que ainda “existe um elevado desconhecimento por parte das pessoas relativamente a esta doença, o que causa perceções e atitudes negativas dos indivíduos e da sociedade em relação a esta problemática, que geram estigma, provocando isolamento social e redução da qualidade de vida das pessoas com demência e dos seus cuidadores”.

“As demências ainda não são reconhecidas como uma prioridade, não existindo uma estratégia ou plano nacional para enfrentar este problema social e de saúde pública de relevância crescente”, sublinhou Isabel Sousa. No que diz respeito ao acesso às respostas pelos cidadãos, a maioria das vezes são “assimétricas, por estas se concentrarem habitualmente nos grandes centros urbanos, sendo esta realidade promotora de injustiça e desigualdade social”.

Por isso, “estas sessões do Café Memória são tão importantes, pois visam a melhoria da qualidade de vida e a redução do isolamento social, e ainda sensibilizar as comunidades locais para a relevância crescente do tema das demências, desconstruindo o estigma que lhe está associado”.

Além do Alzheimer, também existe uma “panóplia de demências” como a doença de Parkinson e a doença de Huntington. “Apesar dos sintomas nas fases iniciais serem diferentes em função de cada tipo demência, é sempre fundamental um diagnóstico médico rigoroso”, afirmou a responsável.

Igualmente alertou para a existência de várias situações que produzem sintomas semelhantes à demência, como por exemplo algumas carências vitamínicas e hormonais, depressão, sobredosagem ou incompatibilidades medicamentosas, infeções e tumores cerebrais.

Atualmente não existe prevenção ou cura para a demência, contudo “existem fármacos que podem reduzir alguns sintomas da doença”. Além disso “é possível prevenir um terço das demências, se controlamos alguns fatores de risco e investirmos nas atividades físicas e mentais”.

A coordenadora também sublinhou que “em Portugal estima-se que existam duzentas mil pessoas com demência, e a maioria vive em casa, e não em contexto institucional”, nesse sentido, “o papel da família/ cuidador é fundamental, podendo por vezes fazer uma diferença positiva na forma de lidar com a doença”.

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados

Ministra da Modernização veio acompanhar criação de região inteligente

A Comunidade Intermunicipal do Oeste recebeu na sua sede, nas Caldas da Rainha, no passado dia 20, a ministra da Juventude e Modernização, Margarida Balseiro Lopes. No centro das atenções esteve o Projeto Oeste Smart Region, num encontro que assinala mais um passo na jornada da região Oeste rumo à transição digital.

ministra

Estrangeiro com mandado de extradição detido nas Caldas

Um estrangeiro de 35 anos sobre quem pendia um pedido de extradição de Portugal por um estado membro da União Europeia foi detetado nas Caldas da Rainha no passado dia 19 após ter sido interveniente num acidente de viação, onde acusou álcool no sangue.

policia