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“Vinhos Leves” do Oeste

Uma oportunidade a não perder

Associação dos Escanções de Portugal

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Quantos enófilos têm consciência da existência do vinho leve do Oeste? E dos vinhos verdes? Certamente que a resposta passa por existir maior conhecimento sobre os vinhos verdes, também traduzido no aumento do consumo. No entanto, os vinhos são de alguma forma “semelhantes” no seu desenho e perfil de consumo, mas de regiões distintas.
O vinho leve do Oeste é muito apreciado

Uma das razões poderá passar pela ainda fresca percepção de que os vinhos da Estremadura ainda são os vinhos dos “almocreves” e que abasteciam as tabernas em Lisboa. Na verdade, a história vitivinícola traduz alguma veracidade, ainda, dessa percepção. Não será alheio o facto desta região ser até meados do século xx uma espécie de centro nacional de produção e negócio de aguardente, destilação e de vinho a granel. Certo, é que também as caraterísticas da região fomentaram uma política de produzir em quantidade, primeiro pelo facto de ser uma das mais vastas regiões de produção, e igualmente pela fertilidade dos seus solos, dentro de positiva variedade de solos e climas. Uma resposta inteligente, foi o facto de se assumirem essas vicissitudes e de preferirem construir um perfil de vinho mais leve e tecnicamente bem feito.

Partindo especialmente por iniciativas das cooperativas nos anos 80, também coincidindo com o aparecimento de novas castas na região, foi desenvolvido este conceito, como forma de escape e escoamento de intermináveis stocks nos armazéns das adegas.

Teve sucesso razoável inicialmente, seguido de alguma estabilização e recente recuperação, com tremendo potencial no aumento na, infelizmente, pouca certificação dos vinhos da região. Quanto à tipologia de vinho leve, o branco é o que mais predomina, apresentando os vinhos leves rosados uma tendência crescente, ao contrário dos tintos, que praticamente desapareceram.

Assim, estes vinhos aromáticos, leves, refrescantes, representam em termos económicos uma das valias mais prometedoras para o sucesso empreendedor da região, como o manter um património histórico de um produto que tem à sua frente um contexto cada vez mais favorável em termos de consumo.

Tenho, sem dúvida, de concordar fortemente (depois de alguma pesquisa), com afirmações sensatas e oportunas, de claro pendor de marketing afirmativo e objectivo do presidente da Associação de Agricultores do Oeste (AAO), Feliz Alberto Jorge, que refere sobre as potencialidades do vinho leve do Oeste “ser muito apreciado por todos aqueles que valorizam um produto natural, fresco, reconfortante, sobretudo em dias quentes, quando a sede aperta, numa esplanada à beira mar, mas também à mesa de um restaurante de província ou cidade, ou à mesa de um bar ou discoteca, numa tarde ou noite de primavera ou verão, quando dá gozo beber com os amigos”.

Igualmente, que o “vinho leve” tem de ser considerado “um complemento alimentar, quando bebido à refeição, e um refrescante numa rodada de amigos. É uma bebida saudável, é o que a cepa dá, tem pouco álcool, não faz mal à cabeça, é a bebida ideal para acompanhar as refeições, mesmo de quem precisa de conduzir, e tem de ser vendida no mercado em botijas, garrafas e a copo à pressão, em todos os locais onde a cerveja, sangria, vinho verde, espumantes, colas e refrigerantes são “reis e senhores”.

Sublinho a oportunidade favorável ao vinho leve, que será a resposta a uma espécie de combate aos vinhos mais alcoólicos. Teoricamente é um vinho amigo da mesa. Existe cada vez mais um público esclarecido e conhecedor que certamente deseja ser informado deste tipo de vinho, sendo que a sua promoção deve-se apoiar numa maior visibilidade quer no público enófilo e nos profissionais. A produção de eventos gastronómicos a nível nacional pode ser um excelente veículo de divulgação deste vinho. Se os vinhos verdes conseguem, porque não o vinho leve? Deve-se também difundir o vinho por outras regiões, em termos de consumo. A embalagem deverá ser atractiva, e como referido pelo dirigente mencionado, a funcionalidade de consumo será forte argumento, aliado a um preço que traga alguma valia e credibilidade.

Creio poder ser uma excelente porta de entrada para os neófitos no consumo de vinho, através de uma mensagem fresca, comunicativa, apelativa, visualmente moderna e informal.

A possibilidade de competitividade de preço, uma consistência de qualidade e quantidade, aliado a um perfil de vinho vivo, aromático, adaptado a novas formas de consumo, tem muito por onde vencer. Aliado certo de algumas das novas tendências de restauração, como a cozinha japonesa, oriental, vegetariana, as tradicionais italianas pizzas e massas, serão mais uma oportunidade a explorar, mesmo no nosso país. A ligação a manifestações de juventude, ao estilo lounge, à moda, é algum do caminho a explorar. Fazer chegar a opinion makers internacionais, que voltam a revalorizar o riesling (uma casta de uva branca), por exemplo, mostra ser um campo aberto a dar a conhecer, sendo o timing do vinho mais leve uma oportunidade a não desperdiçar.

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