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Comemorações em Ferrel da luta contra a instalação de central nuclear

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As comemorações dos 43 anos da célebre marcha contra o nuclear realizada em Ferrel em 1976 começaram no dia 15 de março com as escolas, levando cerca de cem alunos do 1º ciclo até ao Baleal para uma limpeza da praia.
Inauguração de marco histórico da luta contra o nuclear

“Esta iniciativa pretendeu, além de sinalizar a efeméride juntos dos mais novos, incutir a cidadania, sentido de pertença e a necessidade de todos nós contribuirmos para um mundo melhor. Se hoje o perigo da construção de uma central nuclear parece estar afastado um outro perigo emerge, o plástico marinho. Os alunos da escola de Ferrel deram o seu contributo nesta importante batalha”, referiu a organização, a cargo da Patrimonium – Centro de Estudos e Defesa do Património da Região de Peniche e da Junta de Freguesia de Ferrel.

As associações ambientalistas locais Marmeu – Associação de Defesa do Ambiente, Surfrider Foundation Peniche e a Associação Arméria juntaram-se à realização desta atividade.

As celebrações prosseguiram no dia seguinte, no centro da vila de Ferrel, com a sessão solene de inauguração do marco histórico “A capital da luta contra o nuclear”.

No dia 17, no auditório da Associação Jardim Infantil de Ferrel, teve lugar o Congresso Internacional Energia e Ambiente, com o tema “O Nuclear e Transição Energética”.

Há 43 anos a população de Ferrel opôs-se ao projeto de instalação no local de uma central nuclear. Tratou-se do primeiro protesto popular antinuclear em Portugal, que ficou imortalizado numa música. Em “Rosalinda” Fausto canta: “…e em Ferrel, lá para Peniche, vão fazer uma central que para alguns é nuclear, mas para muitos é mortal”.

A contestação juntou centenas de pessoas e decorreu sem incidentes. A manifestação não teve o apoio de partidos políticos ou de associações ambientalistas. Foi genuinamente popular. Um “não” ao nuclear que se fez ouvir. A central de Ferrel nunca saiu do papel.

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