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A Imprensa das Caldas da Rainha: Degredo histórico

Rui Calisto

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Caldas da Rainha, desde a primeira República, possui na sua memória documental um bom número de jornais impressos, mas, a inexistência de um programa de resgate da história da imprensa caldense impede que a população deste concelho tome conhecimento do que foram estes baluartes populares.
Rui Calisto

De entre os títulos que surgiram e circularam por esta região em priscas eras podemos destacar: A Verdade, Álbum Caldense, Cavacos das Caldas, Ecos das Caldas, O Caldense, O Círculo das Caldas, O Defensor, O Demócrito, O Desportivo, O Futuro das Caldas, O Futuro, O Independente, O Progresso, O Regionalista, O Tentativa, O Viroscas, todos, infelizmente, completamente desconhecidos da nossa população nos dias que correm. Uma das grandes lacunas (entre tantas outras) da cultura local.

Os periódicos acabados de enumerar são apenas alguns exemplos dos vários jornais que poderiam estar disponíveis, online, para quem os quisesse consultar.

Não estou a visualizar um organismo que pudesse abrigar e manter um sítio com essa função (falta-nos um Instituto Histórico e Geográfico), mas, um primeiro passo poderia ser dado pela autarquia, criando, quem sabe, um setor/departamento com a finalidade de resgatar digitalmente os jornais existentes em diversos acervos espalhados pelo país.

Naturalmente, esse resgate teria múltiplas utilidades, entre elas a de sanar a curiosidade do leitor comum, bem como, auxiliar os investigadores que, como eu, andam de arquivo em arquivo, biblioteca em biblioteca, em busca da informação precisa, para constar de mais um artigo ou livro.

Uma enorme fatia da história contemporânea deste concelho (e até de outros) está publicada nos jornais caldenses. Salvar e disponibilizar esse conteúdo estimulará muitas aptidões, de inúmeros intérpretes da crónica recente de Caldas da Rainha, podendo ser, por isso, um enorme instrumento de pesquisa e um exemplar expediente pedagógico.

Manter a reminiscência do conhecimento gerado pela sociedade é um dever e uma obrigação das instituições que assumem responsabilidades com a cultura. Quando não o fazem, é sinal de que servem, apenas, como cabide de empregos, e de escoamento de verbas públicas para fins pouco abonatórios.

Preservar arquivos, principalmente relacionados com a história e a memória da imprensa local, é um dos grandes passos para resguardar o conhecimento produzido por gerações. O seu tratamento e difusão, com certeza, não são propriamente uma grande possibilidade de apelo ao voto, pois é algo silencioso e que beneficiará mais os que viverem no futuro, do que os que o efetivarem no presente, porém, será algo que permitirá a avaliação, e o estudo, do tempo passado.

Em 2005, foi lançada no Brasil – pelo Conselho Nacional de Arquivos em coedição com a Câmara Técnica de Documentos Eletrónicos – a “Carta para a Preservação do Património Arquivístico Digital”, endossada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO). O seu sucesso vem sendo um exemplo a ser seguido, no que trata à inclusão e preservação informacional.

Este concelho poderia professar o mesmo caminho, criando a sua “Carta para a Preservação Digital do Património Jornalístico” e, com isso, desenvolver uma agenda de pesquisa para a proteção e longevidade dos periódicos caldenses.

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