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Olhar JSD

Participar é um investimento em nós próprios

Daniela Gonçalves, coordenadora do gabinete de ensino da JSD Caldas da Rainha
30 de Janeiro, 2019
Hoje, maioritariamente, os jovens estão dominados pelas novas tecnologias, pela falta de relações humanas e pelo estigma de que só tirando notas altas na escola é que é! Ao longo dos anos tem-se perdido jovens interessados no associativismo, não que não os haja capazes, mas porque não os há interessados. O associativismo juvenil pode e deve ser um marco importante na vida de cada jovem, desde que vivido na sua veracidade e com objetivos para o bem comum bem definidos e claros.

O associativismo juvenil é um meio para o exercício da cidadania, da democracia e do sentido de pertença a uma comunidade conhecedora da valorização ao trabalho dos jovens, potenciando-os como o seu futuro local, regional, nacional. Quando vemos um miúdo a apoiar o Caldas ou um “lobito” a vender um calendário, não o devemos apontar independentemente do seu clube, religião, raça, associação, mas sim incentivá-lo porque está a desenvolver a sua causa, potencializando-se assim ao longo dos tempos, elemento dinamizador da comunidade onde está inserido.

Em Portugal, o associativismo fora desenvolvido durante o Estado Novo, pois era mais uma forma de resistir à ditadura. Após o 25 de Abril de 1974 houve um crescimento quase que exponencial na criação de associações e hoje em dia existem dezenas de milhar, acontece que detemos o mais baixo índice de participação por habitante. Considero o associativismo, de modo especial o juvenil, um objeto de estudo a ser trabalhado com mais rigor. Há estudos relativos à falta de adesão de novos associados, por exemplo, mas o que mais me preocupa são razões que levam à desmotivação, ao interesse momentâneo que desvanece levando a uma forma de participação pouco ativa. Será devido à crise económica? À demografia e/ou à tecnologia? Será por falta de tempo ou por falta de dar importância a uma educação não formal?

A nossa Constituição, no seu artigo 70, indica-nos que “O Estado, em colaboração com as famílias, as escolas, as empresas, as organizações de moradores, as associações e fundações de fins culturais e as coletividades de cultura e recreio, fomenta e apoia as organizações juvenis na prossecução daqueles objetivos, bem como o intercâmbio internacional da juventude.” Assim sendo, é importante reter que as associações juvenis são verdadeiros poços de ideias e rampas de lançamento ao gosto pelo serviço à comunidade, pela partilha de ideias e que os jovens se consciencializem capacidades que têm, pelas suas ideias e iniciativas.

Participar é um investimento em nós próprios e cabe a cada um de nós incentivar o próximo a investir em si, na sua escola, na sua freguesia, no seu concelho, no seu país. Já pensaste que também tu podes mudar o mundo?!

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