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Memórias do passado cinematográfico da cidade no Museu do Ciclismo

Mariana Martinho

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Panfletos e cartazes de filmes, onde não faltam os cómicos “Bucha e Estica” e “Charlie Chaplin”, bem como antigas máquinas de cinema constituem a exposição “Polo Museológico de Cinema”, que foi inaugurada no passado sábado, no Museu do Ciclismo. Esta exposição pretende ser uma “fábrica de memórias do cinema” nas Caldas da Rainha.
Mário Lino, responsável pela exposição

Pela sala de exposições encontram-se dispostos diversos painéis, dos quais constam imagens e programas de espetáculo das míticas salas de cinema nas Caldas da Rainha, como o Salão Ibéria, no Parque D. Carlos I, e o Teatro Pinheiro Chagas, na Praça 5 de outubro. Fazem ainda parte “inúmeras centenas de panfletos e folhetos de filmes”, cartazes de grande dimensão de produções, fotografias dos edifícios e dos espetadores, e outros fragmentos deste “passado glorioso das salas do cineteatro Pinheiro Chagas e do Salão Ibéria ”, como as cadeiras dos cinemas e até fitas de filmes.

Além da referência as estas duas salas de cinema históricas da cidade, a mostra conta ainda com diversas máquinas cinematográficas antigas, como é o caso de uma Kodak dos anos 40, que projetava os filmes em 16 mm. “Estas máquinas cinematográficas mostram-nos o princípio do cinema em Portugal”, explicou o diretor do Museu do Ciclismo, Mário Lino, que optou por dar continuidade à exposição “Na rota das memórias do cine-teatro Pinheiro Chagas, do Salão Ibéria e da cinematografia exibida nas Caldas da Rainha”, inaugurada há cerca de um ano e meio, no mesmo espaço.

Esta exposição, segundo Mário Lino, “vem na continuidade da primeira exposição de cinema que fiz no Museu do Hospital há vinte anos, com base nos panfletos que tinha do Pinheiro Chagas”. A partir desse momento confessou que “entusiasmei-me e comecei a colecionar”.

O diretor do Museu do Ciclismo também explicou que “esta mostra é diferente das restantes é mais completa e com mais materiais, onde coloquei outros tópicos interessantes que nunca tinham sido expostos”. Igualmente sublinhou que são “materiais que têm valor histórico, não só para a cidade, mas para a história do cinema das Caldas”, que acabaram por exercer uma certa influência cultural na população.

Além dos panfletos e documentos, a exposição proporciona um núcleo dedicado aos mais pequenos, onde dá a conhecer as “histórias clássicas que foram para o ecrã”, como a “Branca de Neve e os sete anões”, a ”Gata Borralheira” e o “Pica-Pau”. Depois passamos do infantil para o cinema juvenil, onde constam filmes como “Os Três Mosqueteiros”, o “Robin dos Bosques”, ou então, o mítico filme do alter-ego de Don Diego de La Vega, “Zorro”.

A exposição também conta com um núcleo de homenagem à atriz Cremilda Gil, nascida nas Caldas da Rainha, a 23 de fevereiro de 1927, que começou a sua atividade teatral em 1958, no Conjunto Cénico Caldense. Tem um vasto currículo de participações em novelas e telefilmes, bem como em companhias de teatro.

“Merece destaque o seu desempenho no papel de Dionísia, principal figura feminina no filme “A Cruz de Ferro” de J. Brum do Canto, tendo-lhe sido atribuído o primeiro prémio do cinema, no ano de 1967, pela sua soberba interpretação”, sublinhou.

“Esta viagem ao passado”, segundo Mário Lino, pretende homenagear todos os que contribuíram para os espetáculos teatrais e cinematográficos, como “os projecionistas, rebobinadores, arrumadores, bilheteiros e gerentes, que entre as décadas de 50 a 80, proporcionaram a possibilidade aos caldenses de apreciarem excelentes filmes”. Lamentou também o facto de já não ser possível construir um museu dedicado à história do cinema nas Caldas da Rainha, mas “ainda é possível construir um núcleo da história do cinema, aqui no Museu do Ciclismo”.

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