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Deputado do PCP alertou para a “política de baixos salários” praticados na Bordallo Pinheiro

Mariana Martinho

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O deputado do PCP no Parlamento Europeu, João Pimenta Lopes, visitou na passada quinta-feira diversas empresas do distrito de Leiria, nomeadamente a fábrica da Bordallo Pinheiro, nas Caldas da Rainha, onde contatou com trabalhadores, que se queixaram da “política de baixos salários”. Esta deslocação do deputado do PCP, que entre outras responsabilidades, é membro efetivo da Comissão do Emprego e dos Assuntos Sociais do Parlamento Europeu, enquadra-se num conjunto de iniciativas e contatos que o PCP está a desenvolver no distrito, no âmbito da campanha nacional “PCP - Alternativa patriótica e de esquerda. Por um Portugal com futuro!”.
João Pimenta Lopes acompanhado pelos dirigentes regionais do PCP à entrada da fábrica Bordallo Pinheiro

Acompanhado pelos dirigentes regionais do PCP, João Pimenta Lopes começou por visitar a fábrica “Altantis – Vista Alegre”, situada em Alcobaça, seguindo posteriormente para as instalações da ESIP (European Seafood Investments Portugal), em Peniche. Durante o período da tarde deslocaram-se à fábrica da Bordallo Pinheiro, na zona industrial das Caldas da Rainha, terminando a jornada na unidade fabril BA Vidro, na Marinha Grande.

Esta iniciativa, segundo João Pimenta Lopes, enquadra naquilo que é a divulgação das propostas do PCP para o Orçamento de Estado de 2019, em que “adota e inscreve novos avanços e progressos na reposição e conquista de direitos”.

Apesar do PCP “não desistir de aprofundar não só aquilo que já conseguiu garantir”, que passa pelo aumento do abono de família, apoio aos desempregados de longa duração, apoios de pequenas e médias empresas, aumento das pensões de reforma, redução nos custos dos transportes públicos para os utentes, redução do custo da eletricidade e do gás natural, também não desistirá de impor alterações que representem “maiores ganhos para as populações e para os trabalhadores”. A começar desde logo pela questão do salário mínimo nacional, que é “uma das principais questões sinalizadas nestas várias unidades de produção”.

“As políticas de baixos salários praticadas pelas empresas acarretam dificuldades para a gestão da vida individual de cada um, face ao aumento do custo de vida das populações nas últimas décadas”, afirmou o eurodeputado, adiantando que “essa será uma luta que nós prosseguiremos”.

No caso da fábrica Bordallo Pinheiro, João Pimenta Lopes recordou a “luta vigorosa encetada pelos operários desta unidade, há dez anos, no sentido da defesa do seu posto de trabalho”, que acabou por demonstrar que esta unidade tinha todas as condições para prosseguir laborando, e que hoje está plasmado nos lucros que esta empresa tem mas que “infelizmente, não revertem a favor dos trabalhadores”. Essa questão foi evidente nas críticas dos operadores à saída da fábrica, que questionaram para quando os aumentos salariais.

Para o deputado do PCP, “essas críticas só demonstram a política de baixos salários praticados nesta unidade fabril, bem como a não valorização e especialização dos trabalhadores, sendo eles que atribuem o valor aquilo que aqui é produzido”. Igualmente sublinhou que “se não fossem os trabalhadores e a sua especialização, bem como o empenho que todos os dias colocam na produção das peças, esta empresa não teria a possibilidade de ter os lucros que tem hoje em dia”.

Na opinião de João Pimenta Lopes, seria justo que houvesse uma distribuição desses dividendos.

Nesta área esclareceu que o PCP tem-se batido no sentido de valorizar salários, não só pelo aumento do salário mínimo mas para a generalidade de salários, quer no setor público, quer no setor privado.

Além disso alertou para a necessidade de valorizar as condições laborais pela redução do horário de trabalho sem perda de vencimento, como uma forma de estimular a economia e a criação de emprego.

“Nós entendemos que há um caminho de inversão de um conjunto de políticas laborais que avançam na precarização das relações laborais e na facilitação do despedimento, bem como na criação de condições cada vez mais débeis de vínculo laboral e material que têm de ser contrariadas”, esclareceu o eurodeputado.

Mariana Martinho

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