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Cantor que foi Zé do Pipo desapareceu em Peniche

Francisco Gomes

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Nuno Batista, que fez sucesso como Zé do Pipo, artista da música pimba com grande expressão no país e junto das comunidades portuguesas no estrangeiro, está desaparecido desde o passado dia 5, tendo sido realizadas buscas no mar e em terra em Peniche, onde o seu carro foi encontrado contendo no interior a carteira, telemóvel e casaco.
Nuno Batista fez sucesso como Zé do Pipo

O cantor, de 40 anos, natural das Caldas da Rainha e residente atuamente na aldeia do Vau, em Óbidos (depois de ter vivido em Peniche), passava por uma fase depressiva, após ter sido informado pelos médicos de que teria de terminar a carreira musical por sofrer de uma doença bipolar e ter episódios hipomaníacos, agravado pela sua vida ativa em cima dos palcos.

Devido ao estado de saúde tinha cancelado três espetáculos na Suíça, dois no Luxemburgo, um na Alemanha e outro em Portugal.

Teria já acertado que não vestiria mais a pele de Zé do Pipo e que seria substituído, o que poderá estar na base do seu desaparecimento, apesar de todos os cenários estarem em aberto.

Familiares, amigos e fãs estão chocados. “Ele era muito divertido no palco e apesar de mais reservado na vida pessoal nunca pensei que pudesse acontecer uma coisa destas”, contou, consternada, Quitéria Guincho, familiar do cantor. Ana Lúcia, que trabalhou com ele antes de Nuno Batista iniciar a carreira musical, mostrava-se “espantada e esperançosa que não se confirme o cenário traçado”.

Em redor da praia do Porto da Areia Sul, em Peniche, onde o carro do cantor foi descoberto, foram desenvolvidas buscas para encontrar Nuno Batista.

Foram mobilizados meios de busca terrestres e marítimos envolvendo bombeiros e Instituto de Socorros a Náufragos, para além de dois drones da Polícia Marítima e da PSP, que também compareceu com equipas cinotécnicas. Os cães foram utilizados para pesquisar uma área densa de caniços. Elementos da Polícia Judiciária também estiveram presentes.

De acordo com o último contato com a sua mulher, na segunda-feira foi ao banco e à farmácia comprar medicamentos, em Óbidos. A deslocação a Peniche foi uma surpresa.

Pode ter caído ao mar ou estar desaparecido em terra, e a falta de certezas também condiciona as buscas, uma vez que pouco mais se poderá fazer para além das pesquisas já efetuadas, pelo que resta aguardar se os próximos dias trarão novidades.

Fama permitiu lançamento de outros produtos

Ao longo de nove anos e até 11 de outubro, data do seu último concerto, desempenhou a personagem Zé do Pipo, mas os fãs desconheciam que não iria continuar, porque não tinha havido ainda um anúncio oficial.

Apresenta na discografia nove álbuns e um dvd gravado no Tivoli. Um dos seus vídeos tem um milhão e meio de visualizações no Youtube. Tem 26 mil seguidores no facebook e um grande número de concertos no país e no estrangeiro.

Este ano lançou licores de ginja e de chocolate e pastéis com o seu nome. Tratou-se de uma parceria com a Chocolicor, instalada nas Caldas da Rainha, para licores, e com a Casa Nicolau, do concelho do Cadaval, para vinho tinto e vinho branco moscatel. Procurou-se capitalizar a imagem de Zé do Pipo, aproveitando a fama já alcançada na música.

Explora ainda um projeto de alojamento local (Pipo Peoplehouse, projeto familiar criado em 2014 no Vau)

O boné, o bigode e os óculos escuros são suas caraterísticas. “Malandreco, enérgico e divertido”, era assim que se considerava Zé do Pipo, que acompanhado das suas quatro bailarinas sensuais teve um grande sucesso com a chancela da editora País Real, de Paquito Rebelo.

“Eu a pinar com ela” é o título do último trabalho, que inclui doze temas, que brincam com assuntos da atualidade (por exemplo “Quero jantar no panteão” ou “Qual é a pass do wi fi”) e outros com a vertente marota-erótica (como a reedição de um dos seus maiores êxitos, “Pimba à japonesa”, ou a canção de que dá nome ao álbum). Tem também uma paródia ao estilo de música que está em voga – o reggaeton – com a faixa “Rega Tóino”, e até uma música mais infantil (“Zé do Pipo em criança”), com a qual pretende fazer a ponte entre gerações e mostrar que o seu ritmo serve para animar todos, miúdos e graúdos.

Nuno Batista iniciou a carreira musical em meados dos anos 90. Projeto 5, Palhaço Taranta, Nuno e Celi (com a esposa Celeste) e Turma Musical, foram os projetos em que esteve envolvido. A esposa também chegou a fazer parte do projeto Zé do Pipo, saindo na altura em que teve o segundo filho (atualmente de três anos, tendo outro de dezassete).

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