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Caldas da Rainha possui 85 moinhos de vento

Mariana Martinho

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No total foram identificados 85 moinhos de vento de tipologias e condições de conservação diversas, no concelho de Caldas da Rainha, sendo possível que até existam mais, mas que atualmente já não se encontram visíveis. Este número, que foi apurado através do inventário realizado no âmbito do Projeto CARACA – Carta Arqueológica das Caldas da Rainha, para a obra “Moinhos das Caldas da Rainha”, dos autores Alexandra Figueiredo e Ricardo Lopes, também destaca as freguesias onde existem mais moinhos, como é o caso do Carvalhal Benfeito, Santa Catarina, Salir de Matos e Alvorninha.
A apresentação do livro decorreu junto ao moinho das Boisias

Esta obra, que foi apresentada na passada sexta-feira, junto ao centenário moinho de madeira das Boisias, em Alvorninha, tem como objetivo principal identificar e salvaguardar deste tipo de património, que desempenhou um papel importante na economia do concelho e da região.

Além disso, segundo a coordenadora do projeto, Alexandra Figueiredo, a autarquia considerou “relevante o desenvolvimento de um estudo do património histórico e arqueológico do concelho”.

Apesar deste inventário só destacar os moinhos existentes, “quer em ruínas ou não”, o projeto pondera incluir numa segunda edição o caso de cinco ou seis moinhos, que a “população local se lembra e que agora estão completamente destruídos”.

A coordenadora afirmou Igualmente que o concelho tem “uma representatividade bastante forte na produção por moagem, que em tempos foi importante e que achamos extremamente relevante para a população conhecê-la”.

Nesse sentido, a obra incluiu um relatório detalhado do estado de conservação e de localização dos 85 moinhos, bem como um registo fotográfico dos mesmos. Igualmente destaca que cerca de um terço dos moinhos tem-se mantido e sido reconstruído dentro da sua traça original, como foi o caso dos moinhos das Carrascas, do Lameirão, do Facho, da Vigia, do Casal da Galega, do Nadadouro e das Boisias.

Para apresentar a publicação foi convidado Jorge Miranda, responsável pela Rede Portuguesa de Moinhos, que considerou os moinhos como “peças de alta tecnologia do século XVIII”. Além disso referiu que estas estruturas revelam elementos não só do “nosso passado, da mecânica e tecnologia de vento, mas da história da humanidade”.

Destacou ainda o papel das autarquias na conservação de alguns moinhos, elogiando-as por “mostrarem sensibilidade para a preservação deste património do povo”.

Presente também esteve o presidente da Câmara Municipal, Tinta Ferreira, que se mostrou muito satisfeito com a obra. Para o autarca, este livro é “um contributo para o Oeste, cujo símbolo é precisamente o moinho”, pelo que irão ser entregues exemplares às várias autarquias da região.

Contudo, mostrou-se “surpreendido” com a representatividade de moinhos existentes no nosso concelho, o que é “bastante significativo”. Nesse sentido, o autarca espera que estas iniciativas sensibilizem e motivem proprietários dos moinhos a recuperá-los e até a explorá-los para fins turísticos.

José Henrique, presidente da Junta de Freguesia de Alvorninha, congratulou a Câmara pela “visão que teve ao estabelecer com os proprietários do moinho de madeira das Boisias a parceria que possibilitou a recuperação” do mesmo.

Aproveitou a ocasião para lançar um repto à autarquia de criar um centro interpretativo de moinhos do Oeste em Alvorninha. Para o autarca, este podia ser “um contributo importante e interessante para o concelho e região”.

Relativamente ao desafio, Tinta Ferreira sublinhou que a criação deste espaço “faz sentido, sobretudo junto do moinho das Boisias”, sendo uma referência da moinhologia, com a sua torre de madeira.

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