Q

Previsão do tempo

10° C
  • Sunday 11° C
  • Monday 15° C
  • Tuesday 16° C
9° C
  • Sunday 11° C
  • Monday 13° C
  • Tuesday 17° C
9° C
  • Sunday 11° C
  • Monday 15° C
  • Tuesday 17° C

BE quer apoio aos 150 mariscadores da Lagoa enquanto forem feitas dragagens

Marlene Sousa

EXCLUSIVO

ASSINE JÁ
A eurodeputada Marisa Matias considerou no sábado que é “urgente fazer as dragagens porque a Lagoa de Óbidos está a morrer”. A representante do Bloco de Esquerda (BE) esteve reunida com alguns mariscadores e pescadores e disse que “não podem ser abandonados durante as intervenções porque não podem estar durante um ano e meio sem receber rendimentos”.
Marisa Matias participou na sardinhada do BE, que visa dar destaque às necessidades da Lagoa de Óbidos

Marisa Matias participou na sardinhada do BE em defesa da Lagoa de Óbidos, que teve lugar no parque de merendas do Nadadouro, tendo criticado os sucessivos “adiamentos das dragagens”, sublinhando que “é urgente salvá-la pela sua beleza” e porque “há 150 famílias que dependem dela”. Nesta ação que o Bloco promove todos os anos e que visa dar destaque às necessidades de intervenção sobre a Lagoa de Óbidos, Marisa Matias frisou que “é uma obrigação nossa garantir que estas pessoas não são esquecidas num processo que é urgente de recuperação ambiental da Lagoa e da própria região”.

Cerca de meia centena de militantes e simpatizantes respondeu ao repto do BE e participou numa sardinhada onde a eurodeputada bloquista também falou de alguns precários do Centro Hospitalar do Oeste que foram excluídos dos concursos de regularização por não terem as habilitações exigidas e que receiam não ser integrados nos quadros, mesmo depois de ter sido reconhecido que exercem funções permanentes sem vínculo adequado.

A bloquista lembrou que este processo de regularização dos precários que o BE mobilizou e atuou no sentido de propor medidas legislativas para integrar os trabalhadores já se arrasta há dois anos e ainda “estamos muito longe de que elas sejam cumpridas”. “Assistimos é a um absurdo porque tiveram parecer positivo das comissões de avaliação e depois das vagas que foram abertas terem sido homologadas por dois Ministérios, foram excluídas nesse processo de integração”, explicou a eurodeputada.

A dirigente adiantou que muitas das pessoas ficaram de fora por ter o nono ano de escolaridade e não o décimo segundo ano que é a escolaridade mínima, mas a verdade é que na altura que estas pessoas começaram nestes postos de trabalho a escolaridade obrigatória era ainda o nono ano e é por isso que o critério da experiência foi incluído como um dos a ter em conta para a regularização das situações de precariedade”.

A eurodeputada bloquista revelou que estão a fazer uma proposta legislativa para que aqueles que foram excluídos “fora da legalidade possam ver o seu posto de trabalho e os seus direitos reconhecidos”.

“A criação de mecanismos legais para controlar aespeculação imobiliária”,foi outro assunto abordado por Marisa Matias. “Desde maio que apresentamos uma proposta para lutar contra a especulação imobiliária e sabemos que foi dito publicamente pelo Primeiro Ministro e pelo presidente da Assembleia da República que não tinham conhecimento dessa proposta, mas a verdade é que ela está a ser negociada em sede de orçamento já desde julho”, apontou.

A eurodeputada considera urgente haver medidas para combater a especulação imobiliária porque ela está a “matar o mercado do arrendamento, o mercado de habitação e a capacidade de nós podermos viver aqui com qualidade de vida e direitos que temos”.

Marisa Matias recordou que em muitos sítios do país há pessoas que não podem viver nas cidades onde trabalham porque não têm dinheiro para pagar as rendas.

“Nós tivemos uma lei péssima para a qualidade das pessoas e para os seus direitos que foi a “Lei Cristas, de despejos” e este Governo tem a obrigação não só combater os despejos como de garantir que exista uma provisão pública suficiente de habitação que permita ter interferência no mercado”, declarou.

A bloquista considerou que a proposta de Rui Rio, líder do PSD; avança num “determinado sentido” e que “todas são bem vindas”, mas não tocam no entanto naquilo que “nos parece uma dimensão essencial que são os fundos imobiliários, que são os elementos fundamentais para alimentar a especulação, e continuaremos a lutar para negociar e ter medidas concretas porque a habitação está na constituição como um direito para todos”.

O deputado na Assembleia da República eleito por Leiria, Heitor de Sousa, que era para estar presente na sardinhada, não pôde comparecer por falecimento de um familiar.

Foi lida na sardinhada uma intervenção da deputada municipal do BE, Carla Jorge, que não pôde participar por motivos de saúde.

No documento que enviou partilhou também da preocupação com os mariscadores e pescadores, referindo que a intervenção na Lagoa, “apesar de adiada” está para breve e “obriga à suspensão da atividade de cerca de 150 mariscadores entre um a dois anos”. “Trata-se de muitas famílias que dependem desta atividade que não podem ficar esquecidas e que precisam de uma fonte de rendimentoalternativa”, defendeu, acrescentando que “o Governo não pode avançar sem acautelar que todos os mariscadores tenham uma fonte de sustento durante esse período”.

A deputada municipal sustentou que a Câmara “deve ser voz desta exigência”, comprometendo-se a levar este assunto à Assembleia Municipal.

Quanto à Lagoa, referiu também a “necessidade de intervenção, porque se olharmos em volta veem-se eucaliptos por todo o lado, as margens muitas vezes maltratadas, passadiços estragados, lixo por recolher, o parque de merendas mal cuidado, entre outras coisas”.

Carla Jorge lembrou que a Assembleia Municipal criou uma comissão especial para ajudar a tratar dos problemas do centro hospitalar, porque “tem sofrido um desinvestimento público e até maus tratos por parte do Ministro da Saúde, com promessas que nunca foram cumpridas, colocando em risco o bom funcionamento do hospital”.

Revelou que irão à Assembleia da República nos dias 19 e 20 deste mês para reunir com os Grupos Parlamentares, sendo que o BE “foi o primeiro partido politico a agendar a audição”. “Iremos com a expetativa de que entendam de uma vez por todas o quão este hospital tem sido desprezado pelo Ministério da Saúde”, apontou.

Participaram ainda nesta iniciativa Fábio Capinha (deputado municipal de Óbidos), Orlando Pereira (União de Freguesias de Santo Onofre e Bouro) e Mafalda Pedreira (União de Freguesias de Nª Srª do Pópulo, Coto e S. Gregório).

(0)
Comentários
.

0 Comentários

Deixe um comentário

Artigos Relacionados

“RBmoda”, nova loja de moda masculina na Rua das Montras

Abriu no passado sábado mais um espaço dedicado à moda masculina em Caldas da Rainha, a RBmoda, que pertence aogrupo Rebelequation Lda, que já detém a loja de marca portuguesa de moda feminina Ferrache. A nova loja de moda masculina situada em plena Rua das...

ferrache1

Vereadora almoça de surpresa na cantina da escola para avaliar refeição  

Várias manifestações de desagrado com as refeições escolares servidas aos alunos nas escolas do concelho das Caldas levaram a vereadora responsável pelo pelouro da educação, Conceição Henriques, a fazer uma visita surpresa a uma das cantinas com o intuito de avaliar o serviço. 

cantina escola